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Implacável no Corinthians, Deivid tenta se reinventar no Flamengo


Torcida rubro-negra quer vê-lo repetir os gols dos tempos de Timão. Atacante enfrenta ex-clube nesta quarta-feira, pelo Brasileirão


Por Richard SouzaRio de Janeiro



Implacável na área, ágil fora dela. Quando o Flamengo anunciou a contratação de Deivid, há dois meses, o torcedor rubro-negro vasculhou na memória e encontrou os muitos gols do atacante com as camisas de Corinthians, Santos e Cruzeiro. Um jogador com faro apurado, perfeito para dar fim à escassez que o setor ofensivo vivia. Mas não é bem isso que se vê até o momento. Aos 31 anos, o camisa 99 da Gávea lembra pouco aquele dos tempos de Parque São Jorge. Entre 2001 e 2003, foram 97 jogos e 37 gols pelo Timão. Por lá, foi campeão da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo de 2002. Despontou.
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montagem deivid corinthians flamengoDeivid em duas versões: em 2002, voando pelo Corinthians. Em 2010, em busca da melhor forma física e técnica no Flamengo (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)
Sem qualquer constrangimento, o próprio Deivid reconhece que a fase é outra. No Flamengo, são apenas quatro gols em 13 jogos. Domingo passado, contra o Vasco, deixou o campo vaiado. Por quê? Com fala mansa e serena, o jogador tem a resposta pronta.
- O Deivid de 2001 e 2002 tinha apenas 21, 22 anos. O de 2010 tem 31, a velocidade não é a mesma. Pelo fato de ter jogado cinco anos lá fora (Sporting-POR, entre 2005-2006, e Fenerbahçe-TUR, entre 2006-2010), perdi as características de velocidade, jogava como meia, dificilmente ia para cima do marcador. Sabia que isso aconteceria quando voltasse para o Brasil. Os torcedores gostariam de ver o Deivid de 21 anos, que jogou no Santos, no Cruzeiro, no Corinthians. Estou ciente disso e sei que tenho muito a melhorar, na parte física e na parte técnica. Quando estiver bem, na forma ideal, vou mostrar o que realmente posso. Sei do projeto que tenho dentro do Flamengo – frisou.
Os torcedores gostariam de ver o Deivid de 21 anos, que jogou no Santos, no Cruzeiro, no Corinthians. Estou ciente disso e sei que tenho muito a melhorar, na parte física e na parte técnica. Quando estiver bem, na forma ideal, vou mostrar o que realmente posso. Sei do projeto que tenho dentro do Flamengo"
Deivid, atacante do Fla
Por enquanto, o projeto é ajudar da forma que for possível nas últimas sete rodadas do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro é o 13º colocado, com 38 pontos, e ainda não eliminou o risco de rebaixamento.
Deivid não se vê mais na condição de titular absoluto. Tratado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo como único homem de área do plantel, Val Baiano, que já foi motivo de chacota, passa por fase “xodó”. Os dois, aliás, disputam um lugar no ataque no jogo contra o Corinthians, nesta quarta-feira, no Engenhão, às 22h (de Brasília). Justamente contra o Corinthians.
- É sempre gratificante jogar contra o Corinthians. Tive uma passagem maravilhosa, com muitos gols, títulos, quebrei recordes. Hoje, estou no meu time do coração, que acompanho desde criança. Vou entrar em campo procurando vencer a partida, vou procurar jogar bem, tentar sair vitorioso. As boas recordações e o sentimento são muito grandes pelo Corinthians, que abriu as portas para eu mostrar meu trabalho – lembrou.
Sob o comando de Luxemburgo, Deivid viveu seus melhores momentos no futebol brasileiro. Foram campeões brasileiros, da Copa do Brasil e do Campeonato Mineiro. O treinador do Flamengo afirma que as condições física e técnica do atacante estão bem melhores desde o retorno ao país. Para Luxa, o jogador não mudou a forma de jogar, mas precisa se readaptar ao futebol brasileiro.

- Ele está situado na volta ao futebol brasileiro. Sempre que você repatria um cara, ele chega fora de sintonia. É um jogador que gosto muito, jogou comigo no Cruzeiro, no Santos, foi campeão. Tem de estar muito bem preparado e não ficar saindo para jogar. Tem de ser jogador de finalização, de chegada forte, finalizando em direção ao gol. E ele precisa entrar em forma para isso. Como ficou muito tempo lá fora e nosso treinamento é completamente diferente do de lá, vai se adaptar a uma nova realidade. Até o ritmo de jogo é diferente, os marcadores são diferentes – analisou.
Deivid na visão dos especialistas:
Lédio Carmona, colunista do GLOBOESPORTE.COM e comentarista do SporTV
"Ele não tem a mesma velocidade, o mesmo corpo. Tem mais dificuldades. A idade muda muito, falta explosão. Acho que não veremos o mesmo jogador. Se o Flamengo contratou aquele Deivid, fez errado. O tempo passa. O Deivid do Corinthians era de 2002. São oito anos. É igual ao Pet, que fez aquele golaço (de falta, na final do Carioca de 2001, contra o Vasco). Tem de ter paciência. Ainda há a questão da readaptação. Ele saiu do Brasil há cinco anos, muda muito. Está com o futebol europeu no corpo. Ainda mais sem o condicionamento físico ideal. Acho que ainda vai ser útil ao Flamengo, mas não dá para esperar o que ele era".
Junior, ex-jogador do Flamengo, da Seleção Brasileira e comentarista da TV Globo
"Acho que a idade tem certo peso, além da readaptação depois de muito tempo fora. Sei, por experiência própria, que leva tempo. Mas o Deivid tem ainda muita coisa para dar. O Flamengo vai ver o verdadeiro Deivid no ano que vem. Logicamente não vai voltar a ser o do Corinthians. Ele já apresentou uma melhora, mas falta um mês para o fim do campeonato. Acho difícil ver o melhor dele agora, mas tem muito a dar".
Alex Escobar, apresentador e comentarista da TV Globo
"O Deivid de hoje sofre porque no auge, no Corinthians, no Santos e no Cruzeiro, ele não era de área. Ele mesmo já disse isso no Flamengo. Se valia da velocidade, da explosão, jogava pelas pontas, puxava contra-ataques. Tinha fôlego, pique. Não sei se vai voltar a ter. Afastado da área, fica com dificuldade, distante do gol, é menos produtivo. Precisa fazer o que fez o Romário, o Ronaldo, mas sem comparações. Quando chegou a idade, foram se readaptando. Da forma como ele joga, está tentando, mas sem a mesma força física".
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Renovação de Toró será definida nesta quinta-feira

Procurador do jogador aguarda resposta à contraproposta do Fla



Toró (Crédito: Cleber Mendes)Volante tem contrato até domingo com o Flamengo (Crédito: Cleber Mendes)
Bruno Braga

O que parecia complicado pode ser resolvido nas próximas horas. Demorou, mas enfim, houve uma reunião dos dirigentes do Flamengo com o empresário de Toró, Osias Correa.

A conversa ocorreu na noite de terça-feira e o clube fez uma proposta de renovação para o volante. O procurador ofereceu uma contraproposta e aguarda uma decisão por parte do Rubro-Negro, cujo final ocorrerá nesta quinta-feira.
- O Flamengo fez a proposta e nós oferecemos uma contraproposta. Estou aguardando uma posição dos dirigentes. Há grande possibilidade de termos um desfecho nesta quinta-feira - revelou Osias Correa aoLANCENET!

Por conta dessa indefinição, o técnico Vanderlei Luxembugo não vem relacionando Toró para as partidas. Ele tem contrato com o Fla até o próximo domingo, dia 31 de outubro, e teve propostas de clubes paulistas e de Portugal.
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Luxemburgo diz que governo do RJ não se preparou para 'perder' o Maracanã

Vinicius Castro
No Rio de Janeiro

  • Engenhão: longe da unanimidade no Rio de Janeiro
    Engenhão: longe da unanimidade no Rio de Janeiro

O fechamento do Maracanã para as obras da Copa do Mundo de 2014 segue enumerando transtornos rodada após rodada no Campeonato Brasileiro. O Engenhão, segunda casa do futebol carioca, não consegue cair no gosto do torcedor, e a presença de público tem se tornado muito aquém do que alguns jogos poderiam proporcionar caso fossem disputados em outros palcos.
Nesta quarta-feira, Flamengo e Corinthians duelam, às 22h, no Engenhão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, e a expectativa de público é de pouco mais de 10 mil torcedores. Para o técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, uma decepção para um jogo que promete ser “animado”.
“É uma decisão para as duas equipes. Flamengo e Corinthians estão disputando situações distintas no campeonato, e tem tudo para ser um grande jogo. Infelizmente, o governo do Rio de Janeiro não se preparou para perder o Maracanã. A Copa do Mundo é muito boa para o Brasil, mas neste aspecto foi prejudicial”, disse o treinador.
Quando chegou ao Flamengo, Vanderlei pediu para que a torcida rubro-negra adotasse o Engenhão como a casa do clube, e frequentasse o estádio. Três semanas após a chegada, Luxemburgo ainda considera a situação no início.
“Tudo ainda é embrionário. Caso não aconteçam mudanças para o início do ano que vem, vamos precisar buscar outras alternativas. Até jogar em outros estádios, não tem problema. Mas acho que tudo é questão de hábito. O Flamengo tem de se acostumar a jogar no Engenhão, e o torcedor em ir ao estádio nos apoiar. Essa é a realidade, pois tenho a certeza de que se estivéssemos disputando o título, o Engenhão estaria lotado em todos os jogos”, finalizou.
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Diogo, o insistente, persegue gol e sucesso com a camisa rubro-negra


Atacante fala sobre a perspectiva no Flamengo, do esforço para encerrar jejum pessoal e diz que pretende fazer história na Gávea


Por Richard SouzaRio de Janeiro
Diogo é o típico sujeito que dá murro em ponta de faca com a mesma insistência com que vai para cima dos zagueiros. Para cada contratempo, ele reage com esperança; para cada dificuldade, usa como arma a confiança em sua própria capacidade. Exatos dois meses depois de sua estreia com a camisa rubro-negra, o atacante, de 23 anos, não tem a certeza de ser titular absoluto do Flamengo. Nesta quarta-feira, deve ficar no banco contra o Corinthians, às 22h, no Engenhão, pela 32ª rodada do Brasileiro. Garante que vai superar isso. Quer a todo custo cravar o nome na história do clube que, segundo ele, impressiona pela grandeza (para o bem e para o mal).
Diogo , atacante do FlamengoDiogo reconhece que ainda pode render muito mais no Fla (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)
O jogador recebeu a reportagem do GLOBOESPORTE.COM num hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Em quase meia hora de bate-papo, repetiu a palavra tranquilidade um bocado de vezes. Quem deixou a Grécia para ser solução de um ataque que viveu dias de inoperância, hoje sonha com o fim de um jejum: “É o mais longo da minha carreira”, conta. Foram 12 jogos e não adianta procurar. O nome de Diogo não consta na lista de artilheiros do Flamengo no Brasileirão 2010.

Abaixo, o internauta lê os principais trechos da entrevista com o jogador.

Como tem sido a adaptação ao Rio? Gosta da cidade?
É um pouco diferente de São Paulo. São Paulo é mais corrido. Aqui, é um ritmo diferente. É um pouco parecido com a Grécia, clima quente, as pessoas são mais abertas para conversar, mais carinhosas.
Nem bem chegou e já viu o Flamengo viver uma crise. Se assustou com o tamanho do clube?
É maior do que eu esperava. Como todo mundo fala, é o maior clube do mundo. Em todo lugar tem flamenguista, em qualquer parte do Brasil o estádio está cheio. Apesar de eu ter pegado uma fase ruim, deu para sentir a grandeza da torcida nessa hora também"
Diogo, atacante do Fla
É maior do que eu esperava. Como todo mundo fala, é o maior clube do mundo. Em todo lugar tem flamenguista, em qualquer parte do Brasil o estádio está cheio. Apesar de eu ter pegado uma fase ruim, deu para sentir a grandeza da torcida nessa hora também. Graças a Deus a fase está melhorando, e a torcida está apoiando mais.
Como define o seu momento e o momento do Flamengo?
Eu e o Flamengo estamos crescendo. Eu tive uma estreia muito boa contra o Atlético-MG e tive aquela torção contra o Guarani. Aquilo me derrubou um pouco. Já estava num ritmo bom, o primeiro jogo me deu confiança. Joguei dois ou três jogos com um pouco de dor ainda, sem confiança no tornozelo. Depois, voltei bem e me machuquei de novo. Futebol é assim mesmo, tem de ter tranquilidade. O Flamengo, com a chegada do Vanderlei, cresceu bastante.
A estreia foi precoce?
Foi um pouco. Eu fiquei dois anos lá fora, e o ritmo é diferente. O Renato sofreu bastante, o Val, a turma que chegou de fora. Quando cheguei aqui, o time estava na 15ª rodada. Todo mundo estava no ritmo ideal, no melhor condicionamento físico. O meu estava apenas começando a temporada. Isso atrapalha. Apesar de ter um bom preparo físico, ainda assim não estava igual. Estou em busca da minha melhor forma.
A torcida estava acostumada com o Diogo da Portuguesa. Qual a diferença daquele Diogo para o de hoje?
Ganhei um pouco mais de força, era mais magrinho. Ganhei três ou quatro quilos de massa lá fora, o que foi bom para mim. Lá, me destaquei com esta força. O estilo de jogo é o mesmo, de ir para cima, de não parar, de não desistir. Isso continua. Só falta fazer gols. No Olympiacos e na Portuguesa, eles estavam saindo. Mas isso é questão de tempo.
Incomoda muito?
Incomoda por estar acostumado a sempre fazer gols. Mas não adianta ficar tão preocupado assim porque bate o desespero e aí é que não sai mesmo. Fiquei uma época na Grécia uns oito jogos sem fazer gol. Era muito ruim, cobrança muito grande. O treinador pediu calma e começou a sair um atrás do outro.
É o seu maior jejum?
É o meu maior jejum, mas meus companheiros falam para ter tranquilidade até porque eu venho jogando bem. Ela vai entrar na hora certa.
Deivid Diogo treino FlamengoAtaque D2 ainda não aconteceu no Flamengo
(Foto: Fernando Maia / O Globo)
Criou-se muita expectativa sobre o ataque D2, mas ele ainda não aconteceu. Como você e Deivid lidam com isso?
O Deivid é um jogador experiente e eu, apesar da idade, já passei por fases horríveis também. A pressão é grande sobre nós até porque quando chegamos o time não estava bem, estava numa crise dentro e fora de campo. A parte física não ajudou também. Vai acontecer naturalmente, trabalhando todos os dias, jogando.
Ainda existe a sombra do Império do Amor?
Sabemos que fomos contratados para resolver. Claro que o Vagner (Love) e o Adriano viveram um momento muito bom aqui, mas vamos melhorar.
Como viu a saída de Zico do clube (deixou o cargo de diretor-executivo)?
O Zico é o maior ídolo do Flamengo. Não temos de nos envolver em questões políticas. Sentimos pela pessoa do Zico, mas o grupo não se abalou.
O convívio com Vanderlei Luxemburgo tem sido bom? É um recomeço para você também?
diogo e vanderlei luxemburgo no treino do flamengoCom Luxa ao fundo, Diogo veste colete: um
recomeço (Foto: Fernando Maia / Agência O Globo)
Vanderlei é um grande treinador, é apenas o começo e houve uma mudança muito grande. Não que o Silas não fosse. Vanderlei estava mal no Atlético-MG, veio para cá e todo mundo viu a melhora (duas vitórias e dois empates). Não houve tempo para o Silas trabalhar, pegou aquela maratona de jogos. O Vanderlei está com um pouquinho mais de tempo, mas conhece todos os jogadores. Motivou também o time, isso é importante. Tem toda essa diferença. É um treinador com títulos importantes, chegou com motivação extra, sabe o que é o Flamengo, se criou aqui. Sabe conduzir esta situação como nenhum outro.
Nós chegamos no hotel para a entrevista e uma torcedora veio falar com você, pediu para tirar fotos. A relação com os rubro-negros é boa?
Ficam brincando comigo: “você joga bem, mas está faltando aquele gol. Vai sair!”. No geral, as pessoas estão satisfeitas com a minha determinação dentro de campo. Estou recebendo muito carinho.
Já pensou como vai ser esse gol? Está sonhando com isso?
Ah, pode ser até de canela, de barriga. O importante é a bola entrar (risos).
Com você encara a disputa por um lugar no ataque com Diego Maurício, Deivid e Val Baiano?
É melhor entrar no time bem do que numa fogueira. O Vanderlei está conhecendo melhor cada jogador, vai escolher e cada um quer buscar seu espaço.
O que o torcedor pode esperar do time nesta reta final de Campeonato Brasileiro?
Pensamos em cada jogo. Cada jogo é uma final. Não pensamos em rebaixamento em hipótese nenhuma. Pensamos na Sul-Americana, pois a Libertadores é algo complicado, temos de ter os pés no chão. São sete jogos, precisamos nos concentrar, dar o máximo. Ano que vem vamos ter a pré-temporada com o time, vai ser diferente.
Diogo no Fla em números

23 anos
1,82 m
73 kg
12 jogos
0 gols
Camisa 43
Não é pouco para o clube?
Pelo que aconteceu na última temporada, com o time campeão brasileiro, é pouco. Mas pela situação deste ano, os muitos problemas, acredito que o time está indo bem e dá para melhorar. Faltam sete jogos e muita coisa vai acontecer ainda.
Seu contrato é curto, termina no meio do ano que vem. Quais são seus planos na Gávea?
Tenho contrato até junho com o Flamengo e meu pensamento é ficar. Desde que cheguei, fui muito bem tratado por todos, muito à vontade, fiz amigos no clube. Quero ficar. Muitos jogadores passam por clubes por passar. Jogador tem de pensar em não ser mais um. Eu não quero isso. Quero fazer história, ser lembrado. Isso está dentro de mim, quero fazer bons jogos, bons campeonatos.
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Procurador de Toró aguarda resposta do Flamengo sobre renovação


Clube faz proposta para manter o volante, e agente responde com uma contraproposta. Definição fica para esta quarta-feira


Por Richard SouzaRio de Janeiro,
Treino do Flamengo - ToróToró está no Fla desde 2006 e já disse que quer
ficar (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)
O futuro de Toró no Flamengo está perto de uma definição. Na noite desta terça-feira, dirigentes rubro-negros se reuniram com o agente do volante, Osias Correa, para tratar da renovação do contrato, que termina no próximo dia 31. O clube fez uma proposta, e o procurador do atleta respondeu com uma contraproposta. A definição ocorrerá nesta quarta.

Aos 24 anos, Toró já foi sondado por um clube paulista e dois de Portugal. O jogador já poderia ter assinado um pré-contrato com qualquer outro time desde abril.
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Sem preocupação com 'ajuda', Luxa garante: 'Vamos jogar pelo Flamengo'


Vinicius Castro
No Rio de Janeiro

  • Luxemburgo acredita em grande jogo nesta quarta
    Luxemburgo acredita em grande jogo nesta quarta

Quando o Flamengo entrar em campo nesta quarta-feira, às 22h, para enfrentar o Corinthians, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, estará levando consigo não apenas a sua torcida como também a dos tradicionais rivais, Fluminense e Botafogo. A partida é importante para o Rubro-Negro, pois pode fazer com que o time do técnico Vanderlei Luxemburgo se afaste ainda mais da zona de rebaixamento.
Porém, se conseguir derrotar o Corinthians, o Flamengo estará dando uma “mãozinha” aos rivais do estado. Isto porque, o Fluminense, com 54 pontos, seguiria líder, e o Botafogo, com 48, veria cada vez mais perto uma classificação para a Taça Libertadores, ou até mesmo uma briga pelo título da competição.
Experiente, o técnico Vanderlei 
Luxemburgo conhece os interesses que envolvem jogos como o desta quarta, mas deixou claro que a sua equipe entrará em campo pensando apenas em si própria.
“Isso é problema deles. Não estou nem um pouco preocupado com Fluminense e Botafogo. Vamos jogar pelo Flamengo”, garantiu.
Luxemburgo também comentou que a situação do Flamengo na tabela (13º lugar, com 38 pontos) ainda está longe de ser confortável, e espera que seus jogadores possam fazer a diferença no importante clássico desta noite, no Engenhão.
“Pensamos que a nossa posição na tabela ainda é incômoda. Trabalhamos com o objetivo de vencer. É isso o que esperamos. Um clássico como esse é o jogo em que todo o jogador quer atuar. Tenho a certeza de que quando se sente esse friozinho na barriga é promessa de um grande jogo”, finalizou.

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