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Thiago Neves prepara comemoração para a torcida: ‘Algo para marcar’


Meia confirma que tinha receio de não ser aceito pelos rubro-negros. Torcida pelo Flu continua, mas com restrição: ‘Que o Fla esteja acima’


Thiago Neves deixa o gramado do Engenhão sob aplausos da torcida do Flamengo. Levando-se em conta o passado tricolor do meia, a cena já foi considerada pouco provável, mas tem se tornado rotina. Foi assim no último sábado, após a vitória por 2 a 0 sobre o Duque de Caxias. Foi assim, por exemplo, na vitória por 2 a 1 sobre o Vasco,  jogo em que o camisa 7 fez o primeiro gol dele no ano. Hoje, tem quatro, vice-artilheiro do time atrás de Ronaldinho, Wanderley e Deivid, que têm cinco cada (veja o vídeo com os quatro gols de Thiago Neves em 2011).
Naquele 30 de janeiro, aliás, os torcedores do Fla provocaram os cruzmaltinos com gritos de “Créu”, comemoração que Thiago Neves tornou famosa – e polêmica – num Fla-Flu de 2008. Na época, ele defendia o Fluminense. Um tempo em que a relação com os jogadores rubro-negros sempre esquentava em campo.
- Nunca fui ameaçado por jogador nenhum do Flamengo na época. Provocação sempre teve, desde o começo. Se eu caísse no chão, vinham, falavam alguma coisa. Até o Willians (hoje companheiro). Mas eram coisas de jogo, você não quer perder um Fla-Flu de jeito nenhum.
Assim como Ronaldinho, Thiago ainda não teve uma atuação brilhante. Ele reconhece que, ao menos por enquanto, isso não será possível. Mas uma coisa é certa:
- Correr, eu vou correr, mesmo não jogando bem.
Thiago está entre os jogadores que mais correm no time do Flamengo. Segundo o preparador físico Antônio Mello, às vezes de forma até desnecessária. Em média, são cerca de 13 km por jogo. Foi a forma que ele encontrou de dizer à torcida que quer fazer sucesso no clube da Gávea.
- Cheguei meio nervoso, com o pé atrás, não com o clube, mas sabendo que a torcida iria me cobrar.
Thiago Neves Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Thiago Neves esteve com a filha Maria Carolina no GE.com (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
O meia sabe que está só na primeira parte do caminho, que o título da Taça Guanabara não é suficiente, mas faz um balanço positivo dos três primeiros meses no clube. Acompanhado da esposa tricolor Marcella e da filha Maria Carolina, de sete meses, Thiago esteve na redação do GLOBOESPORTE.COM para uma entrevista exclusiva. Além da relação com a maior torcida do Brasil, o jogador falou sobre amadurecimento, do aprendizado com Ronaldinho, rivalidade e família. E mais: está preparando uma comemoração musical especial.
Abaixo, o internauta confere os principais trechos da conversa.
Qual o balanço que você faz desse começo no Flamengo?
Cheguei meio nervoso, com o pé atrás, não com o clube, mas sabendo que a torcida iria me cobrar. Não conhecia ninguém, tinha receio de jogar mal, mas tinha uma coisa na minha cabeça: correr, eu vou correr, mesmo não jogando bem. Sempre vou me esforçar. A torcida do Flamengo é assim: mesmo que você não esteja bem em campo, se mostrar vontade, os torcedores incentivam e apoiam. Achava que ia demorar um pouco mais para as coisas acontecerem. O time já está encaixando, ficando certo. Fomos campeões da Taça Guanabara.
A torcida do Flamengo é diferente?
É, sim. Os torcedores apoiam, fazem pressão, mas sempre estão presentes. Quando cheguei, existia uma desconfiança, mas estou fazendo de tudo para acabar com isso.
Você falou que o Ronaldinho vê todo mundo correndo e quer correr também. Esse foi um dos motivos que o Flamengo defendeu para não contratar o Adriano. Se chegasse um jogador que não se dispusesse a fazer isso, o ambiente do grupo talvez ficasse abalado?
Não. Não tem isso. O Ronaldo às vezes quer voltar, quer marcar, só que eu digo a ele para não voltar. Temos de ter um cara que segure bem a bola na frente. Se for um jogador da frente, tudo bem. Mas se fosse alguém de trás não daria. Você vê como o Willians corre. Mas não chegaria a abalar (a volta de Adriano). Haveria uma conversa. (Nota: a entrevista com Thiago Neves foi realizada antes do anúncio de Adriano no Corinthians)
Mas e a questão de não ir a treino? Como os jogadores encarariam isso?
Fica um negócio chato. Todo mundo chega no horário e acontece de uma pessoa não chegar. Tem de entender também o que está acontecendo fora de campo. Tem gente que tem problema. O Diego Maurício teve um problema ou outro, outra vez chegou atrasado porque acordou tarde. Acontece. Para chegar ao Ninho, às vezes tem um trânsito ali perto que incomoda. Se sair dez minutos atrasado de casa, vai chegar depois da hora. As obras ali atrapalham muito (na Estrada dos Bandeirantes). No caso do Adriano, se viesse, perceberia que todo mundo está chegando no horário, está cumprindo. Tenho certeza que ele cumpriria, pelo compromisso com os jogadores. Todo mundo cobraria dele.
O que já deu para aprender com o Ronaldinho?
Acho que todo mundo tem de ficar de olho nele. É um jogador que está olhando para um lado e sabe tudo o que acontece na frente. Eu falo isso para o Deivid, para o Wanderley, para os caras que jogam no ataque. Às vezes, ele está virado para a defesa, mas tem a facilidade de colocar o companheiro na cara do gol. Você acha que ele não está te olhando, mas pode ficar tranquilo que a bola vai chegar. Tem uma visão de jogo difícil de encontrar em outro jogador. Acho que o Ganso (do Santos) nisso também é um fenômeno. Para nós está sendo bom ter um craque como o Ronaldo no nosso time. Claro que às vezes ele cansa, todo mundo cansa, está com 31 anos. Mas temos procurado ajudar na marcação para quando ele receber a bola ficar bem para fazer uma jogada, gol, uma bola parada. É isso o que queremos dele, que fique mais paradinho, não marcando tanto. Eu volto um pouco mais para que com a bola no pé ele decida.
Você se arrepende de alguma coisa na carreira?
Thiago Neves Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Thiago Neves se considera muito sincero
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Eu tive várias experiências no Paraná, quando eu subi para o profissional. Até mesmo no Fluminense, aquela situação com o Palmeiras (quando assinou um pré-contrato com o time paulista sem comunicar ao Fluminense). Nesse caso foi onde ganhei dez anos de experiência. Ali falei que não poderia acontecer mais. Comecei a andar mais na linha, a pensar mais nas respostas. Depois daquilo, fiquei mais tranquilo, passei a pensar mais antes de falar, falava muita besteira. Em 2008, foi quando eu realmente cresci na minha carreira dentro e fora de campo. Esse episódio me ajudou muito.
E a importância da família nisso?
É tudo para mim. Minha família, minha mulher, minha filha agora. Chego em casa e, apesar de cansado com treinos, jogos e viagens, fico com minha filha e tiro tudo de ruim, o mau humor. Esse apoio está sendo muito importante para mim no Flamengo. Como vocês sabem, minha mulher é tricolor. Quando eu chego em casa, conversamos sobre o Flamengo, sobre o que ela achou. Sempre recebo uma força, ela conhece alguns jogadores. Ela torce por nós e me ajuda muito.
Sua mulher foi ao Fla-Flu com a camisa do Fluminense. Depois do jogo, em casa, qual foi o comentário dela?
Para ela foi bom, porque o time dela não perdeu (jogo terminou empatado em 0 a 0). Foi tranquilo. Ela até comentava que na hora em que o Fluminense pegava na bola ela torcia. Quando eu pegava na bola, ela também torcia. Foi bom, foi legal, ela torceu com camisa, com as amigas dela que são tricolores. Não vejo problema nenhum. Vai torcer na Libertadores, comprou pacote, mas fica na parte dela. Quando chega na parte do Flamengo, ela fica tranquila.
Se aquela bola que você chutou e o Berna pegou no ângulo entrasse, ela ia comemorar?
Ela ia comemorar, mas não sei se pularia. Ela disse que ia torcer normalmente. Se fizesse gol, ela faria uma carinha, um biquinho, mas ia gostar.
Você ainda torce pelo Fluminense?
Eu torço pelos meus amigos, e tenho vários lá. No jogo contra o Fluminense eu encontrei o roupeiro Denilson, fazia muito tempo que eu não o via. E outros também. Torço para o Fluminense se dar bem, mas contra o Flamengo é claro que não. Mas o Fluminense foi um clube que me ajudou muito. Torço para que se dê bem na Libertadores, que cresça mais ainda, mas que o Flamengo esteja um pouco acima.
Algumas histórias entram para o folclore do futebol. Histórias de bastidores. O caso que você levou o carro na oficina do Luiz Alberto e teria passado cheque sem fundos, a fuga sem pagar o pedágio... São coisas engraçadas que nunca ouvimos da sua boca.
Thiago Neves Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)O autógrafo do camisa 7 rubro-negro
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Do Luiz Alberto foi sacanagem dele. Ele falou que ia sacanear. A do pedágio foi verdade, mas o cara deu mole também. Estava sem nada para pagar o pedágio, quebrado na hora. Aí o cara falou para passar e esperar para não fazer muita fila. Passei e fiquei parado para preencher uma folha. Aí esperei cinco, dez minutos. O cara entrou na sala e nada de voltar. E eu com horário. Decidi não esperar, não. Meti o pé e não esperei. Só que ficaram sabendo, caiu na boca do Renato (Gaúcho, técnico do time na época) e me ferrei.
Na época de maior rivalidade com o Flamengo, da comemoração do “Créu”, os jogadores do Flamengo não pronunciavam nem o seu nome. Como era dentro de campo? Te provocavam muito, ameaçavam de alguma forma? Já teve algum encontro com eles fora de campo?
Nunca fui ameaçado por jogador nenhum do Flamengo na época. Provocação sempre teve, desde o começo. Se eu caísse no chão, vinham, falavam alguma coisa. Até o Willians. Mas eram coisas de jogo, você não quer perder um Fla-Flu de jeito nenhum. Até no último clássico dei uma pegada no Emerson, que é meu amigo. Isso aí acaba. Um dia você está aqui, no outro ali. Provocação fora de campo nunca existiu comigo e nunca vai existir. Não se sabe o dia de amanhã. Estava no Fluminense, estou no Flamengo, um dia posso estar no Vasco, Botafogo. Quando acaba o jogo, todo mundo é amigo de novo.
Hoje você faria diferente na hora de comemorar ou repetiria o "Creú"?
Não sei. Sobre comemoração eu não sei. Não quis provocar o Flamengo. Mas eu sempre vou comemorar quando fizer um gol. Estou bolando uma comemoração, mas não vou provocar ninguém. Vou continuar fazendo a minha. Só estou vendo uma boa e ainda não achei uma legal. Estou pensando em algo para marcar a torcida do Flamengo, mas até agora não está encaixando uma música. Escuto música direto, esses funks malucos (risos), mas não consegui uma dança legal.
Você é um cara bem sincero, né?
Sou, não levo nada para casa. Se chegar em casa sem falar o que eu queria, desconto na “nega”. Falo tudo logo para não ter problema em casa.
Esse Flamengo tem muito a crescer ainda? Tem muita gente falando que ainda não deu espetáculo, mas se espera isso quando se tem Ronaldinho e Thiago Neves no time.
Thiago Neves Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Meia não fugiu de pergunta alguma na sabatina
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Claro que todo mundo quer ver o Gaúcho e o Thiago dando espetáculo. Mas vai ser difícil acontecer. Nosso time é muito objetivo. Você não vê o Ronaldo dando uma caneta. Uma hora ou outra ele tenta, mas não vê ele fazendo graça. Eu também sou objetivo, e é isso que a gente quer. Queremos ganhar os jogos por 2 a 1, 1 a 0. E é o que o Vanderlei quer também. O torcedor entende isso. O que tem de fazer é dar uma reforçada no nosso grupo, que tem bons jogadores, mas ainda faltam algumas peças. Na hora que chegar mais gente, aí vai ficar bom, pode ser que aconteça o espetáculo. No momento, não é a hora certa. Queremos ganhar os dois turnos para ficarmos mais tranquilos. Aí começa o Brasileiro e pode ser que aconteça.
Temos visto grandes times sendo formados. No âmbito nacional você vê o Flamengo de que forma?
Vejo o Flamengo no topo. São grandes times. Cruzeiro tem um time muito forte, entrosado, o Grêmio. Mas esse ano o Flamengo vai brigar bonito. Precisa de mais umas peças que todo mundo vê que ainda faltam. Mas com o elenco que tem, bate de frente com todo mundo, com certeza. Para segurar vai ser complicado, dentro ou fora de casa. Tanto faz.
Você está com 26 anos, teve experiência fora do Brasil, voltou para o Fluminense e saiu outra vez. Tem vontade de tentar jogar no exterior novamente?
Eu queria tentar de novo. Eu não joguei. Só passei pela Alemanha (pelo Hamburgo). Queria ter a experiência de jogar na Espanha, na Itália. Agora não penso nisso. Quero ficar mais um tempo aqui, tomara que o Flamengo faça uma força para que eu fique mais alguns anos. Estou feliz, estou na minha casa, queria curtir minha filha. Não penso em sair tão cedo.
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Renato considera injustas críticas a laterais, mas se coloca à disposição


Herói da vitória dobre o Duque de Caxias, meia diz que torcedores ainda 
lembram do estilo ofensivo de Juan na hora de cobrar


Renato treino Flamengo (Foto: Vipcom)Renato participou do treino na praia nesta segunda
(Foto: Vipcoom)
Se tem uma posição que vem dando dor de cabeça ao técnico Vanderlei Luxemburgo, ela é a lateral esquerda. Desde a saída de Juan para o São Paulo, em dezembro, o treinador ainda não encontrou o substituto ideal.
Desde janeiro, quatro foram testados no setor. Egídio, Rodrigo Alvim, Renato Abreu e Ronaldo Angelim, entretanto, não agradaram. Os dois primeiros, laterais de origem, sofrem com duras críticas e, constantemente, são vaiados pela torcida.
Uma das opções para a lateral, o meia Renato Abreu defende os companheiros. Para ele, a torcida pega no pé de Egídio e Rodrigo Alvim porque se acostumou com o estilo ofensivo de Juan, que defendeu o Flamengo durante cinco temporadas (2006-2010).
- A cobrança em cima dos nossos laterais é injusta. Acho que a torcida lembra do Juan e o do que ele fez para o Flamengo. O Juan é um jogador muito ofensivo. O Egídio e o Alvim têm características diferentes, mas são importantes.
Uma das opções para o setor é próprio Renato. Apesar de Vanderlei Luxemburgo já ter descartado voltar a usar o meia na lateral, o jogador se coloca à disposição da comissão técnica para exercer a função, se preciso.
- Sem problema. Sempre me coloco à disposição do professor (Luxemburgo). É claro que não é a minha, mas sei fazer a função. O treinador confia em mim e na minha capacidade. Já joguei como volante e até como segundo atacante fora do Brasil. O importante é poder ajudar.
Desde as contratações de Ronaldinho e Thiago Neves, Renato vem exercendo uma função mais tática dentro do time do Flamengo. O meia não vem avançando tanto ao ataque, mas é peça fundamental para o esquema de Vanderlei Luxemburgo. Apesar do posicionamento mais defensivo, Renato não deixou de lado uma da suas principais características: o gol. Em 2011, foram quatro. Apenas um a menos do que R10, Wanderley e Daivid, artilheiros rubro-negros da temporada, com cinco tentos.
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Sem Ronaldinho, jogadores do Flamengo treinam na praia


Com dores no tornozelo direito, camisa 10 foi poupado da atividade. A princípio, meia não preocupa para o clássico contra o Botafogo, no domingo


Após ganhar folga no domingo, o elenco do Flamengo se reapresentou nesta segunda-feira. Antes da viagem para Atibaia, em São Paulo, os jogadores realizaram um treino regenerativo, comandado pelo preparador Antônio Melo, por cerca de uma hora na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Treino Flamengo (Foto: Vipcom)Após correrem na orla, jogadores do Flamengo fizeram um puxado treino físico na areia (Foto: Vipcom)
Como de costume, os atletas foram bastante assediados pelos torcedores. A grande ausência da atividade foi Ronaldinho Gaúcho. Com o tornozelo direito inchado, o camisa 10 fez um trabalho à parte na academia do hotel onde o Flamengo está concentrado.
O médico do Flamengo, Márcio Tannure, informou que o meia foi apenas poupado mas, a princípio, não preocupa para o clássico contra o Botafogo.
- Ele não veio para evitar desgaste e o impacto. Ainda está com um pouco de dor no local. Amanhã (terça-feira) avaliaremos se ele treinará com o restante do grupo ou fará um trabalho à parte. A princípio, não preocupa para o jogo contra o Botafogo.
Na noite desta segunda-feira, a delegação rubro-negra embarca para Atibaia, no interior de São Paulo. Por lá, ficará até o próximo sábado. No domingo, o time enfrenta o Botafogo, pela sétima rodada da Taça Rio, no Engenhão.
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Com o tornozelo direito inchado, Ronaldinho será reavaliado


Craque se machucou no início da partida contra o Duque de Caxias, sábado


ronaldinho gaucho flamengo x duque de caxias (Foto: Ricardo Ramos/VIPCOMM)Ronaldinho em uma de suas arrancadas contra o
Duque de Caxias (Foto: Ricardo Ramos/VIPCOMM)
Ronaldinho Gaúcho mancava ao deixar o Engenhão no último sábado. Logo aos seis minutos da vitória por 2 a 0 sobre o Duque de Caxias, o camisa 10 torceu o tornozelo direito em uma dividida. Ele será reavaliado pelo departamento médico na tarde desta segunda-feira. Só então será possível estabelecer a gravidade da lesão.
- O Ronaldinho torceu o tornozelo, reclamou de dor e o local apresentou um pouco de inchaço. Só podemos dizer se é grave ou não depois de reavaliá-lo - informou o médico Márcio Tannure.
Após a folga de domingo, o grupo rubro-negro volta ao trabalho e inicia uma semana diferente. Depois do treino regenerativo, a delegação embarca para Atibaia, no interior de São Paulo. Por lá, ficará até o próximo sábado. No domingo, o time enfrenta o Botafogo, pela sétima rodada da Taça Rio, no Engenhão.
Com os resultados do fim de semana, o Flamengo é o vice-líder do Grupo A, com 12 pontos, um a menos que o Vasco.
Confira a programação do time em Atibaia:
Segunda-feira
16h - Treino no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, e viagem para Atibaia

Terça-feira
10h e 16h - Treino em Atibaia
As entrevistas serão somente pela manhã

Quarta-feira
16h

Quinta-feira
10h e 16h
As entrevistas serão somente pela manhã

Sexta-feira
16h

Sábado
10h - Treino seguido de viagem para o Rio de Janeiro

Domingo
18h30m - Botafogo x Flamengo
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Luxa diz que puxou o freio do grupo: ‘É bom dar uma pressionadazinha’


Técnico reconhece instabilidade da equipe por conta do tema Adriano e pede tranquilidade aos jogadores


Vanderlei Luxemburgo decretou restrições sobre as noitadas dos jogadores do Flamengo. Para se certificar de que será atendido, ele planejou um retiro em Atibaia, no interior de São Paulo, na próxima semana. O grupo viaja na tarde desta segunda-feira e só retorna no sábado, véspera do clássico contra o Botafogo, pela Taça Rio.
Neste sábado, o time derrotou o Duque de Caxias, por 2 a 0, no Engenhão. O resultado positivo interrompeu a séria de três empates seguidos no estadual e deixa a equipe com boas chances de avançar às semifinais. O treinador diz que os jogadores querem ganhar, considera o ambiente “ótimo”, mas reconhece que é importante dar uma “pressionadazinha” no grupo.
- Nós estamos tranquilos. Se não tivermos tranquilidade, vai tudo para o espaço. Sabemos tudo o que está acontecendo, interpretando e trabalhando. Passamos o ano passado com a navalha no pescoço o tempo todo. Começamos a temporada com três meses de invencibilidade (19 jogos, sendo dois amistosos preparatórios), mas você nao consegue estar o tempo todo concentrado. É bom dar uma pressionadazinha. É normal puxar o freio um pouco. Mas não tem nenhum jogador contrariado, vejo a coisa bem.
Você nao consegue estar o tempo todo concentrado. É bom dar uma pressionadazinha. É normal puxar o freio um pouco. Mas não tem nenhum jogador contrariado, vejo a coisa bem"
Luxa
A viagem servirá para tentar melhorar um ambiente confuso, motivado principalmente pelo desconforto com o tema Adriano, agora jogador do Corinthians.
- Em função do que aconteceu nas últimas três semanas se criou uma instabilidade na equipe. O que acontecia naturalmente passa a não acontecer. Agora, com a vitória, acho que volta tudo ao normal. Nossa ida para Atibaia vai recolocar as coisas no lugar – disse o treinador, após a vitória por 2 a 0 sobre o Duque de Caxias, neste sábado.
Os jogadores ganharam o domingo de folga e voltam a trabalhar nesta segunda-feira.
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vanderlei luxemburgo flamengo x vasco (Foto: Jorge William/Globo)

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Fla comemora tranquilidade antes de viagem

Time segue para concentração em Atibaia nesta segunda-feira



Renato comemora com Ronaldinho o primeiro gol do Fla contra o Duque de Caxias (Foto: Ricardo Ramos/Vipcomm)Ronaldinho já pensa no duelo diante do Botafogo (Foto: Ricardo Ramos/Vipcomm)
LANCEPRESS!
Publicada em 03/04/2011 às09:39
Rio de Janeiro (RJ)
Após três jogos sem vencer, o Flamengo finalmente reencontrou o caminho das vitórias, sábado, no Engenhão. A pressão por conta dos últimos resultados enfim acabou e agora a equipe terá uma semana de tranquilidade para a viagem para Atibaia, interior de São Paulo, segunda à tarde. A vitória ainda deixa a equipe rubro-negra mais perto da classificação para as semifinais da Taça Rio.
O meia Renato, que abriu o placar com um belíssimo gol de fora da área, elogiou a equipe por não ter ficado afobada enquanto o placar ainda estava em branco.
– A equipe conseguiu jogar. No primeiro tempo, não conseguiu tocar a bola, não teve paciência. No segundo tempo, conseguimos dessa maneira. Nossa equipe ficou mais folgada na partida depois. É preciso ter paciência – explicou.
Ronaldinho Gaúcho foi muito elogiado por conta da disposição que colocou em campo. O camisa 10 sabia que outro resultado que não fosse a vitória poderia acabar com a paciência da torcida em relação ao time.
– O Flamengo é assim mesmo. Quando empata duas, já começa toda uma confusão. Fico feliz por ter voltado a vencer e conseguirmos ficar em posição boa na Taça Rio. Agora teremos tranquilidade para trabalhar nesta semana e voltarmos para o clássico contra o Botafogo e para a fase decisiva – disse Ronaldinho.
Após a vitória, o elenco recebeu folga neste domingo, mas volta às atividades na segunda, quando viaja para uma temporada de treinos longe da torcida. A equipe fica no interior paulista até o próximo sábado, quando retorna ao Rio de Janeiro e se concentra para o clássico com o Botafogo.
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Após vitória, Luxemburgo admite que grupo do Fla sentiu pressão por Adriano


Segundo o comandante do Fla, os jogadores não gostaram de, além das vaias nos últimos jogos, ver a torcida pedir por um jogador que nem estava no grupo, como foi o caso de Adriano, hoje no Corinthians.

RENATO ABREU MARCA GOLAÇO


“Dentro do nosso trabalho, é muito duro aceitar algumas coisas da torcida. Entendo que é normal do futebol, mas os jogadores foram vaiados e a torcida enalteceu um jogador que não estava aqui (Adriano). O time sentiu, isso mexe com os jogadores. Mas já voltou tudo ao normal”, afirmou o treinador rubro-negro, que voltou a falar da instabilidade dentro do grupo na hora de comentar sobre a atuação diante do Duque de Caxias.
“Foi um jogo complicado. Eles se fecharam e faltou tranqüilidade na hora de finalizar. Em função das últimas três semanas, criou-se uma instabilidade na equipe e isso acabou atrapalhando no rendimento hoje, mas conseguimos sair bem com a vitória”, salientou Luxemburgo.
Buscando deixar o time longe de qualquer tipo de pressão, o técnico segue com a equipe na próxima segunda-feira para a cidade de Atibaia (SP), onde o time irá ficar até o fim da semana treinando em tempo integral. No próximo domingo, no Engenhão, o compromisso é diante do Botafogo, no clássico da sétima rodada da Taça Rio.
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Luxemburgo exalta bom ambiente no Fla; técnico admite dúvida na esquerda

Depois de uma semana recheada de polêmicas no Flamengo, o técnico Vanderlei Luxemburgo tratou de dar um ponto final às insinuações de que o grupo estaria cabisbaixo e desmotivado com os últimos resultados. Após a vitória sobre o Duque de Caxias, no último sábado, o treinador ressaltou o quão bom é o ambiente rubro-negro.

CONFIRA OS GOLS DA VITÓRIA DO FLA


“Nosso ambiente é ótimo. Apesar de tudo que falam pelos resultados, não há nenhum problema. Eles estavam pressionados, queriam ganhar, e na hora do gol deram uma resposta, um alívio, mostrando que está tudo bem aqui dentro”, afirmou o treinador, que ainda admitiu que o time deixou a desejar nos últimos jogos.
“Isso é do futebol. Após uma sequência boa, tem hora que você dá uma puxada no freio, é inconsciente, e foi isso o que acabou acontecendo naqueles três jogos que empatamos. Mas, apesar de tudo, rapidamente conseguimos voltar ao caminho das vitórias”, salientou Luxemburgo.
Após sanar qualquer tipo de problema extra-campo, o técnico rubro-negro já começa a se preocupar com os percalços dentro das quatro linhas. Depois de testar Egídio, Rodrigo Alvim e improvisar Renato Abreu no setor, Vanderlei admite que ainda não encontrou uma solução para a lateral-esquerda do Flamengo.
“Renato não é lateral-esquerdo, ele foi apenas uma opção, como aconteceu no ano passado. Tentamos o Egídio, agora o Rodrigo Alvim, e vamos vendo o que tem por ali. Ainda não encontramos uma solução exata”, disse.
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Urubutr