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André chega ao Rio no sábado. Flamengo prepara proposta


Empresário do atacante estará na cidade na quinta-feira e deve ter conversa com dirigentes rubro-negros. Jogador vai passar férias no Brasil



andre bordeaux (Foto: AFP)André no Bordeaux: só 174 minutos em campo
(Foto: AFP)
Pagou, levou. Mas tem de pagar bem. Só assim o Flamengo vai conseguir reforçar o ataque com pelo menos uma das opções que escolheu. Se Vagner Love disse que o CSKA Moscou considerou a proposta rubro-negra baixa (€ 5 milhões – cerca de R$ 11,6 milhões), há o risco de o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, seguir o mesmo caminho sobre o ex-santista André. O jogador de 20 anos tem contrato com os ucranianos até agosto de 2015, está emprestado ao Bordeaux até o mês que vem, mas não ficará na França.
A diretoria do Flamengo trata o jogador como uma boa alternativa e prepara uma oferta. Ele chega ao Brasil para passar férias no próximo sábado e ficará no Rio até segunda-feira. Depois, vai a Cabo Frio, na Região dos Lagos, encontrar a família. O empresário do atleta, Jean Neto, estará na capital carioca na quinta e deve ter um encontro com dirigentes do Fla. Por enquanto, segundo o agente, houve apenas uma consulta.
- O Flamengo quis saber como estava a situação do André. Nada mais.

Há um ano, o Dínamo investiu pouco mais de € 8 milhões (cerca de R$ 18,4 milhões) no jogador, que havia conquistado o título do Paulistão e da Copa do Brasil com o Santos. Agora, só aceita negociá-lo em definitivo e não pretende reduzir este valor.
- Vamos estudar a melhor alternativa e definir o formato da proposta – disse o vice de finanças do Flamengo, Michel Levy.
André quer voltar logo ao Brasil para tentar recuperar espaço com o técnico Mano Menezes na Seleção Brasileira. Na Ucrânia e na França, ele jogou pouco e não fez gols. Com idade olímpica, tem planos de disputar os Jogos de Londres no ano que vem.
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Patricia e Pet se reúnem para definir detalhes da despedida do sérvio


Presidente quer definir com o jogador o cerimonial do jogo contra o Corinthians, no próximo dia 5, pelo Brasileirão


Flamengo, Petkovic, Bem, Amigos! (Foto: Reprodução SporTV)Pet esteve no 'Bem, Amigos!' de segunda-feira
(Foto: Reprodução SporTV)
A presidente do Flamengo, Patricia Amorim, e o meia Petkovic se reúnem nesta quarta-feira, na Gávea, para definir os detalhes da despedida do sérvio. Serão dois jogos: o primeiro no próximo dia 5, contra o Corinthians, no Engenhão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, e o segundo em Belgrado, na Sérvia, em 9 de agosto. Pet vai jogar pelo Estrela Vermelha, seu primeiro time, e pelo Rubro-Negro, um tempo com cada camisa, no Marakana, estádio batizado em homenagem ao Maracanã carioca.
- Conversei com o Pet, nos encontramos por acaso na Gávea (nesta terça) e combinamos de organizar, dar uma cara para a despedida dele, como se tivesse um cerimonial. O (departamento) futebol ainda vai definir como será no jogo contra o Corinthians. Se ele chega antes, se vai jogar no primeiro tempo ou se será homenageado no intervalo.
A conversa também vai abordar o pós-despedida. Pet tem contrato com o clube até o fim deste ano. A presidente quer que ele passe a exercer alguma função fora do gramado. Aos 38 anos, o sérvio está afastado do grupo desde o início da temporada, já que não fazia parte dos planos do técnico Vanderlei Luxemburgo.
- Perguntei o que ele gostaria de fazer depois. Ele diz que quer ser técnico. Sempre tive vontade que ele fosse embaixador. O clube tem algumas ações sociais, sei que ele gosta de fazer. Quero ver se damos uma função para ele desempenhar até o fim do ano. Normalmente temos uma série de eventos do clube, da parte social, do marketing, algumas coisas que não temos os jogadores (do grupo profissional). Ele é um ídolo, todo mundo conhece, seria bom.

Desde que foi afastado, Pet deu sequência aos treinamentos com atividades separadas do grupo. Enquanto o elenco treinava no Ninho do Urubu, o gringo realizava trabalhos físicos à parte, na Gávea. Quando der adeus ao Rubro-Negro, Pet também abrirá uma brecha na folha de pagamento, já que tem recebido os salários em dia.

Nesta quinta-feira, ele lança no Brasil ‘O Gringo’, documentário sobre sua história no país, dentro e fora de campo, com ênfase nas passagens pelo Flamengo. Patricia Amorim já confirmou presença no evento.
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Edmundo Silva: a catarse com o gol de Pet antes do impeachment


Mesmo com currículo manchado, ex-presidente lembra que time ganhou força com pichações nos muros da Gávea antes do 2º jogo da final de 2001



Edmundo dos Santos Silva foi obrigado a deixar a presidência do Flamengo em 2002, depois de sofrer impeachment por conta de escândalos na parceria com a empresa ISL. A mancha no currículo do ex-dirigente aparece borrada com lágrimas por um momento que ele considera a maior catarse coletiva que presenciou. Há dez anos, ele estava no comando de um clube em constante crise e asfixiado financeiramente. À beira do campo do Maracanã, no dia 27 de maio de 2001, ele presenciou cenas de um final muito mais feliz do que o término do seu mandato.
- Foi a maior catarse coletiva que já vi na minha vida. Pensei que fosse enfartar. Quando estava 2 a 1, desci da tribuna para o gramado (ele aparece no fim do vídeo acima, após o terceiro gol. Confira). Existia uma rixa entre o Edílson e o Pet, que por contrato teria que vestir a camisa 10. Eu disse para eles que nós passaríamos, o Flamengo fica para sempre - relembrou Edmundo.
O ex-presidente recordou de onde acredita ter surgido a força rubro-negra para conquistar o tricampeonato carioca com o gol de falta de Pet aos 43 minutos do segundo tempo, que decretou a vitória por 3 a 1.
- No primeiro jogo da final, perdemos para o Vasco por 2 a 1. Depois, fomos eliminados da Copa do Brasil pelo Coritiba. Os muros da sede da Gávea foram pichados, os vascaínos já se consideravam campeões. Aquilo mexeu com os brios no nosso time, que ficou comovido – afirmou.
Os muros da sede da Gávea foram pichados, os vascaínos já se consideravam campeões. Aquilo mexeu com os brios no nosso time, que ficou comovido"
Edmundo dos Santos Silva
À época, Pet foi um dos alvos da torcida. As pichações 'Morte aos sérvios', 'Edmundo ladrão', 'Beto cachaça', 'Zagallo vice' e 'Eurico neles' estavam acompanhadas da sigla FJV. A agressão foi atribuída pela diretoria do Flamengo à Força Jovem do Vasco. Outra versão dá conta de que torcedores rubro-negros foram responsáveis pelo vandalismo, numa tática nem um pouco correta para estimular o elenco.
- Para mim, isso é falta de educação. Nada mais - comentou o sérvio Petkovic, na época.
Edmundo recordou ainda de onde surgiu a ideia da contratação de Pet.
- Sou baiano, vi um jogo do Pet pelo Vitória e pensei: ‘esse cara é o novo Zico’. Em 2000, quando o técnico ainda era o Paulo César Carpegiani, ele me pediu um camisa 10. Eu falei que já tinha um, que não conhecia bem, mas que jogava muito. Perguntei se ele queria, e o Carpegiani respondeu que sim. Pedi para o Gilmar (Rinaldi, gerente de futebol na ocasião), que foi contratar o Pet.
Antes de o meia sérvio balançar a rede no gol do tricampeonato, a crise financeira que assolava o clube e que tinha no próprio Edmundo um dos principais responsáveis foi usada na preleção com os jogadores.
- Estávamos com três meses de salários atrasados, e disse que a única forma de colocar em dia seria conquistando o Estadual e depois a Copa dos Campeões. Levamos as duas.
petkovic  flamengo x vasco 2001 final carioca flamengo tri campeão (Foto: Hipólito Pereira/Agência O Globo)Petkovic com a taça de campeão carioca de 2001
(Foto: Hipólito Pereira/Agência O Globo)
Os jogadores conseguiram ver a cor do dinheiro, mas os dois títulos não aliviaram a crise política e financeira, e todo imbróglio entre Edmundo e ISL.
- A briga existe até hoje na Justiça. Fui muito prejudicado no campo dos homens, mas a justiça divina não falha. Se assumisse o clube hoje, eu repensaria muitas coisas. Cometi muitos erros, mas também alguns acertos. Fico feliz por também ser lembrado pelos títulos e por esse gol do Pet – declarou o ex-dirigente.
Edmundo dos Santos Silva, porém, fica melhor no papel de torcedor que vibrou com o gol de Pet.
- A trajetória da bola depois da cobrança desafiou as leis da física – completou.
Um gol, um jogador, um presidente, cada um com suas leis e histórias. No caso de Pet, com um final inquestionável e feliz.
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Zagallo: 'O tri com o gol do Pet foi uma verdadeira Copa do Mundo’


Velho Lobo se emociona ao lembrar falta cobrada pelo gringo em 2001 e diz que título apagou parte da dor pelo vice da Seleção em 1950, no Maracanã


Zagallo revê o lance do gol. Durante a trajetória da bola na falta cobrada por Pet, os olhos se enchem de lágrimas, a voz embarga e o Velho Lobo mostra os pelos do braço arrepiados. Dez anos se passaram desde o histórico gol marcado aos 43 minutos do segundo tempo, a vitória por 3 a 1 sobre o Vasco no dia 27 de maio de 2001, e o tricampeonato estadual. Em vez de apagar, o tempo alimentou de emoção a cada dia, mês e ano a memória do ex-técnico rubro-negro.
zagallo flamengo x vasco 2001 final carioca flamengo tri campeão (Foto: Hipólito Pereira/Agência O Globo)O então treinador Zagallo vestindo a camisa rubro-negra e de colete, à beira do campo na partida contra o Vasco, no Maracanã, em 2001 (Foto: Hipólito Pereira/Agência O Globo)
Aos 79 anos, Zagallo afirma que a conquista diante da torcida do Flamengo em um Maracanã lotado apagou um pouco sua dor pela vitória do Uruguai sobre a Seleção Brasileira, em 1950, no estádio carioca. O técnico revela o discurso que adotou para amenizar os problemas de relacionamento entre Petkovic e Edílson, exalta sua carreira vitoriosa no Rubro-Negro e recorda a imagem de Eurico Miranda, então presidente do Vasco, já no gramado, dando baforadas no charuto à espera do título que não veio.
Com um currículo vitorioso, Zagallo ainda tinha uma dose de emoção guardada para a reta final de sua carreira como técnico. E bem no final, aos 43 minutos do segundo tempo, na sua última conquista no Maracanã. Naquele 27 de maio de 2001, agarrado à sua imagem de Santo Antônio, o Velho Lobo só tinha um pedido:
- Era fração de segundos para ganhar o título. Com a torcida, a fé, a imagem de Santo Antônio na minha mão, pensei: "É, vai ser agora, vai ser mesmo’. E não deu outra. Deus me abençoou, iluminou a mim e ao Pet.
Dia 27 de maio de 2001. Dez anos se passaram. Nesta data, o senhor também vai relembrar tudo que aconteceu no Maracanã? Mesmo tanto tempo depois, ainda arrepia?
Você falou no arrepio e ele já veio (mostra os pelos do braço arrepiados). Veio porque é deslumbrante. Você conviver, viver aquilo que aconteceu em 2001. Estamos em 2011, lembro os detalhes como um filme que passa a toda hora, todo instante, todo momento. Estou falando aqui e vejo o Pet colocar a bola no gramado, se preparar para chutar. E eu torcendo como nunca para que ela entrasse. Só com o Pet, que chutava muito bem, aquela bola poderia conseguir o impossível. O impossível aconteceu: a bola colocada no ângulo, fora do alcance do Helton, que hoje está em Portugal fazendo milagres. Mas o milagroso dessa falta foi o chute determinado, imposto pela sua categoria e a vontade de que aquele terceiro gol entrasse naquele ângulo. Deus quis que o título, aquele jogo, aquele gol mostrassem a realidade de um jogador fabuloso que foi o Pet, fazendo o terceiro gol para vibrar sozinho, depois com todos os jogadores e com a majestade da torcida maravilhosa que é a do Flamengo. Naquele dia, tudo era ansiedade, desde a concentração, a subida no ônibus, o caminho para o Maracanã, a imensa torcida ao lado do ônibus gritando "Mengo, Mengo, vamos ganhar". São memórias que ficam e jamais sairão da minha retina.
A conquista do tricampeonato sobre o Vasco, da forma como foi, teve o mesmo gosto de uma Copa do Mundo?
Às vezes, até mais. Naquele tricampeonato, eu estava dentro do meu país, no Maracanã, onde tive uma decepção tremenda. Como soldado da polícia do exército, estava no Maracanã e vi o Brasil perder para o Uruguai a final da Copa de 1950. Nesse mesmo estádio, repleto de uma torcida inflamada como a do Flamengo, o tricampeonato com o gol do Pet foi uma verdadeira Copa do Mundo. Por exemplo: em 1970, foi sensacional, meu terceiro título mundial, o primeiro como técnico da Seleção Brasileira. Estava no México, o mundo passava através da minha cabeça, pensava no Brasil, no Maracanã. No tricampeonato pelo Flamengo, eu estava no Maracanã com a torcida preta e vermelha toda gritando "Mengo, Mengo, Mengo". Não é fácil.
Naquela decisão, além da superação dentro de campo, foi preciso vencer uma série de problemas internos, rixa entre Pet e Edílson. Como o senhor fez para unir o grupo na busca pelo título, ainda mais depois da derrota por 2 a 1 na primeira partida da final?
Quem vê uma vitória final não sabe o que passamos durante a competição em 2001. Houve problemas internos, todos sabiam que o Pet e Edílson não se davam, aconteceram várias reuniões: eu com o grupo, o elenco sozinho para falar sobre o assunto, pois já estava quase na véspera do jogo e nós estávamos abordando o caso. Disse que tínhamos que trabalhar, nos unir, pois dentro de campo o que vale é o preto e vermelho, a união. Se fora de campo eles (Pet e Edílson) não se davam, era outra questão. Dentro do jogo, a coisa tinha que ser diferente. E realmente foi. Levamos os problemas a um bom senso, de fato os jogadores se uniram e fomos para o Maracanã com um único objetivo: ganhar o tricampeonato. E conseguimos, com sangue, suor e lágrimas.
E o Edílson marcou dois gols, um deles de cabeça depois de passe do Pet, e também sofreu a falta que originou no gol do título...
Sim. O Edílson fez um gol de cabeça com um passe do Pet. Eles estavam ligadões, pensando só no jogo, na vitória, não pensavam mais nos problemas extracampo. Isso foi fundamental para o trabalho do grupo pela vitória.
Zagallo durante entrevista (Foto: Pedro Veríssimo / Globoesporte.com)Zagallo assiste ao gol de falta de Petkovic, dez anos depois, e mostra os pelos do braço arrepiados durante entrevista (Foto: Pedro Veríssimo / Globoesporte.com)
Esta conquista ficou muito marcada para os torcedores do Flamengo. Dez anos depois, como é a relação da torcida quando aborda o senhor na rua?
Hoje, qualquer telefone celular tira foto. Quando o torcedor fala comigo, cita o gol do Pet, comemora, diz que tem que agradecer a vida toda por aquela conquista. Apesar de o tempo ter passado, eles querem uma foto comigo. E lembram também a frase "vocês vão ter que me engolir". Sou querido pelo povo brasileiro.
Hoje, quando o senhor lembra do título, a emoção ainda é visível. Como é essa ligação com o clube, o tricampeonato, a paixão rubro-negra?
O Flamengo marcou minha vida. Jogava no juvenil do América em 48 e 49, depois fui para o exército. Lá tinha um jogador, o lateral Gerson, que era do juvenil do Flamengo e que me fez o convite para ir até o clube. No América, nunca tinha recebido dinheiro, era um sócio-contribuinte, meu pai pagava 20 mil réis para eu jogar vôlei, pingue-pongue, fazer natação e futebol. Eu pagava para jogar. O Jaime de Almeida, que era o técnico do Flamengo na época, gostou, e fizeram minha transferência para o Flamengo usando como ponte o Canto do Rio. Foi uma nova vida futebolística. Como jogador, fui tricampeão pelo Flamengo em 1953, 54, 55, já tinha raízes. Depois, a vida continuou, retornei ao Flamengo e encerrei minha carreira como técnico no clube. No final da minha vida, tive uma alegria como a de 2001. Foi uma felicidade total. Depois de ser tri como jogador, Deus me proporcionou estar no tricampeonato como treinador.
Podemos dizer que o Pet ajudou nesse desfecho com chave de ouro? O que pode falar dele como jogador e pessoa?
Falar sobre o Pet é importante na minha vida, pelo convívio que tive nesse período, na conquista do tricampeonato. Ele era um jogador difícil. O treinador tinha que ter um bom convívio, jogo de cintura, saber lidar com ele, que era uma boa pessoa. De vez em quando, ele ia para Iugoslávia, voltava fora do tempo, e eu conversava para trazer o jogador para mim e para o Flamengo. O técnico tem que ter um pouco de psicologia. Eu era como um pai, já que o Pet tem idade para ser meu filho. Ele é um cara bacana, jogava demais. Eu precisava dele dentro do time. Ele era diferenciado. Não sei como na Iugoslávia não foi titular da seleção. Não foi lá, mas felizmente foi junto comigo conquistando um grande título. Parabéns para você, Pet. Que bom eu ter te conhecido. Mesmo com os problemas, você soube lidar comigo, eu soube lidar com você, e nós ganhamos juntos um tricampeonato. Dentro do Maracanã, foi o meu grande título daquele ano. Depois, na minha despedida, ainda conquistamos a Copa dos Campeões sobre o São Paulo, com outro gol de falta do Pet.
Ele era um jogador difícil.
O treinador tinha que ter um
bom convívio, jogo de cintura, saber lidar com ele, que era
uma boa pessoa"
Zagallo, sobre Petkovic
Pet honrou a mística da camisa 10 do Flamengo?
Não tem dúvida. A 10 do Flamengo tem um grande significado na vida rubro-negra. Chama-se Zico, que foi o grande 10, fez chover e ganhou muitos títulos. Numa época diferente, não tinha o Zico, mas apareceu um gringo, um gringo chamado Pet, que soube honrar a camisa 10, jogou maravilhosamente, e, em 2001, relembrou grandes feitos do vitorioso Zico.
É possível resumir em uma ou poucas palavras aquele momento de 2001?
Eu não tenho mais palavras para falar. Era fração de segundos para ganhar o título. A torcida, a fé, a imagem de Santo Antônio na minha mão, pensei: "É, vai ser agora, vai ser mesmo". E não deu outra. Deus me abençoou, iluminou a mim e ao Pet.
O senhor consegue pensar como foi do outro lado, a tristeza dos vascaínos que comemoravam até os 43 minutos do segundo tempo?
Eu pensei primeiro no título que poderia ser conquistado. Vi e convivi com a derrota do adversário. A alegria que momentos antes eles estavam era minha naquele momento. A tristeza do Joel. As baforadas do Eurico Miranda na beira do campo antes do gol. O título era nosso.
Zagallo durante entrevista  (Foto: Pedro Veríssimo / Globoesporte.com)

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Com Love mais distante, Flamengo fará proposta por André

Rio - Após a confirmação da contratação do lateral-esquerdo Junior Cesar, o Flamengo dedica suas atenções para encontrar o seu novo camisa 9. O nome preferido da diretoria rubro-negra continua sendo Vagner Love, entretanto, os altos valores solicitados pelo CSKA pode afastar o “Artilheiro do Amor” da Gávea. Mas, no entanto, a cúpula do clube já projeta um plano B: André, ex-Santos.

O jovem atacante chega ao Rio de Janeiro no próximo sábado, onde passará as férias  ao lado dos familiares na Região dos Lagos. A diretoria do Flamengo terá um encontro com o representante do atacante, Jean Neto, para estabelecer informações sobre o jogador e realizar uma proposta. 

Quem apoia o desfecho da negociação é o técnico Vanderlei Luxemburgo. O comandante rubro-negro acredita que o melhor para carreira do atacante é retornar ao Brasil para conquistar o seu espaço na Seleção Brasileira. 

Por outro lado, a negociação não será simples. O Dínamo de Kiev, da Ucrânia, investiu cerca de € 8 milhões (cerca de R$ 18,4 milhões). Com isso, a pretensão dos ucranianos é negociá-lo apenas em definitivo.
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Esquerda mais forte com chegada de Junior Cesar

Lateral e Thiago Neves formaram parceria forte pelo lado esquerdo do Fluminense em 2008 e voltarão a se encontrar, agora, no Fla
Junior Cesar (Foto: Reginaldo Castro)Junior Cesar ahega hoje ao Flamengo (Foto: Reginaldo Castro)
LANCEPRESS!

A chegada de Junior Cesar ao Flamengo permitirá a reedição de uma antiga parceria que fez sucesso em 2008 em um dos rivais cariocas do Rubro-Negro.

Ao lado de Thiago Neves, o lateral foi um dos pontos fortes do Fluminense na campanha do vicecampeonato da Libertadores.

Coincidência ou não, o sistema utilizado por Renato Gaúcho é o mesmo de Vanderlei Luxemburgo no Fla. No 4-2-3-1 do Tricolor, o meia caía pela esquerda, auxiliando Junior Cesar nas jogadas de ataque por aquele setor.

No time rubro-negro, porém, Thiago Neves, hoje, tem caído mais pelo lado direito, deixando o flanco oposto aberto para as descidas de Renato e Bottinelli.
Parceria começou no Fluminense, em 2008 (Foto: Paulo Sérgio)
Nesse sistema, Ronaldinho Gaúcho é um falso atacante e joga mais próximo da área. Função semelhante ao do camisa 7 naquela temporada do Fluminense.

Só na Libertadores, ele marcou seis gols em 13 partidas disputadas no torneio. Na decisão contra a LDU, do Equador, o meia deixou sua marca em três oportunidades no tempo regulamentar.

TIME SIMÉTRICO 

A presença de Junior Cesar entre os titulares do Flamengo poderá fazer com que o time volte a apresentar força nas duas laterais.

Desde a saída de Juan, no início deste ano, o Rubro-Negro passou a ter como referência apenas o lado direito, que conta com Léo Moura.

Nos cinco primeiros meses de bola rolando, o treinador testou na esquerda dois especialistas da posição – os laterais Egídio e Rodrigo Alvim – o meia Renato e até mesmo o zagueiro Ronaldo Angelim.

A linha de três armadores contribuiu, de certa forma, para amenizar a ausência de ofensividade pelo flanco esquerdo por parte dos laterais. Ronaldinho, Renato e agora Bottinelli têm toda a liberdade do técnico Vanderlei Luxemburgo para atacarem por ali.
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Luxa, Felipe, Angelim e preparador físico são absolvidos

Rubro-negros escaparam de punição do STJD por conta de jogo contra o Ceará
Treino do Flamengo, Praia, Luxemburgo (Foto: Paulo Sergio)Luxemburgo estará no banco de reservas domingo (Foto: Paulo Sergio)
LANCEPRESS!

O técnico Vanderlei Luxemburgo, o goleiro Felipe e o zagueiro Ronaldo Angelim foram julgados e absolvidos na noite desta terça-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Já o preparador físico Antônio Mello pegou um jogo de suspensão, convertido em advertência, por ser réu primário. Eles responderam às acusações referentes ao jogo contra o Ceará pelas quartas-de-final da Copa do Brasil.

Luxemburgo e Felipe foram julgados nos artigos 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código), com pena de uma a seis partidas de suspensão, e 243-F, § 1º (ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto), com pena de multa que varia entre R$ 100 e R$ 100 mil e uma suspensão que pode ser de uma a seis partidas.

Já Angelim havia sido incluso no artigo 250 por “praticar ato desleal ou hostil durante a partida”, com uma pena que varia entre uma e três partidas de suspensão.

No caso do preparador físico Antônio Mello, ele foi julgado no artigo 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código), com risco de ser suspenso por até seis partidas.

Absolvidos, todos estarão a disposição da equipe do Flamengo para a partida deste domingo, contra o Bahia, em Pituaçu.
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Flamengo confirma a contratação do lateral-esquerdo Junior Cesar


Aprovado nos exames médicos, jogador vai rescindir com o São Paulo e assinará contrato com o Rubro-Negro até o fim de 2013


Junior Cesar treino São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Junior Cesar durante treino São Paulo
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Depois de passar por exames médicos durante a segunda-feira, Junior César retornou à capital paulista na manhã desta terça. Lá, o lateral-esquerdo vai rescindir o contrato com o São Paulo e volta ao Rio para assinar com o Flamengo até 31 de dezembro de 2013. Segundo o vice de finanças rubro-negro, Michel Levy, o atleta foi aprovado pelo corpo médico e o clube fez o pagamento da indenização cobrada pelo Tricolor Paulista para liberar o jogador.  
- O Junior Cesar está confirmado. O Flamengo já fez a transferência para o São Paulo, em pagamento único - disse, sem divulgar o valor.
Junior Cesar, de 29 anos, rompeu o tendão de Aquiles do pé esquerdo em setembro do ano passado. Foram cinco meses de recuperação até o retorno, em março de 2011. Nesta temporada, foi utilizado em cinco partidas. No entanto, depois de uma discussão durante um treino com o técnico Paulo César Carpegiani, não vinha sendo relacionado. Sem espaço, ele procurou a diretoria e manifestou a vontade de sair, apesar de ainda ter um ano e meio de contrato a cumprir. Curiosamente, o lateral é reserva de Juan, que deixou o Flamengo no fim da temporada passada.
Junior Cesar é o segundo reforço do Flamengo para o segundo semestre. O zagueiro Gustavo, ex-Boavista, chegou ao clube na semana passada. O lateral-esquerdo começou a carreira na base do Fluminense, se profissionalizou e ficou no clube até 2004. Em 2005, transferiu-se para o Santos Laguna, do México. Em 2006, defendeu o Botafogo e retornou ao Flu na temporada seguinte. Ficou nas Laranjeiras até o fim de 2008 e foi vice-campeão da Libertadores da América daquele ano. No São Paulo desde 2009, alternou bons e maus momentos e não conquistou títulos.
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Urubutr