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Fla praticamente fecha empréstimos de Camacho e Lenon ao Goiás

Jogadores ficam no clube goiano até o fim de 2010 para disputa da Série A




Silas pediu para esvaziar o elenco, e a diretoria do Flamengo atendeu prontamente. Faltam apenas apenas pequenos detalhes para o volante Lenon e o apoiador Camacho serem emprestados ao Goiás até o fim de 2010.

Camacho e Lenon devem deixar o Flamengo e seguir para o Goiás (Foto: Montagem sobre foto da VIPCOMM)

O clube goiano, que está na zona de rebaixamento do Brasileirão, só será responsável pelo pagamento do salário da dupla. Ambos têm 20 anos e fizeram 19 jogos no time profissional do Rubro-Negro. No domingo, Camacho marcou um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense, no Brasileiro sub-23.

Nos últimos dias, o Flamengo emprestou Everton Silva à Ponte Preta e Vinícius Pacheco ao Figueirense. O clube não arrecadou nada com as quatro cessões, mas diminuiu a folha de pagamento em mais de R$ 300 mil até o fim do ano.



Fonte: Globoesporte.com
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‘Veterano’ do sub-23, Leo Medeiros quer chamar a atenção do chefe Silas


Volante de 29 anos aceitou o convite para jogar com os meninos do Fla

A regra do Brasileiro sub-23 permite que até três jogadores acima da idade participem dos jogos. Em vez de virar as costas para o torneio, Leo Medeiros, de 29 anos, abraçou a ideia de disputar a competição. E foi recompensado.

Na estréia, vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense, o apoiador foi o camisa 10 e capitão e aprovou a experiência.

- É muito bom poder voltar a jogar uma partida oficial depois de quase seis meses de inatividade. Estava com saudade. Esse time do Flamengo é forte e vamos dar trabalho no Brasileiro sub-23. Considero a minha atuação boa, mas ainda posso melhorar. Essa semana vamos dar um gás na parte física para chegar forte contra o Palmeiras no fim de semana - disse Leo Medeiros.

O técnico do time principal, Silas, afirmou que vai acompanhar de perto as atuações do sub-23. O olhar do chefe animou Leo:

"Saber que o chefe está de olho nos nossos jogos nos enche de esperanças de poder receber uma chance no time de cima. Sei que ainda posso ser útil para o Flamengo e vou continuar buscando o meu espaço na equipe titular.


Fonte: Globoesporte.com
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Número 1 de Patrícia, Ibson evita marcar data para voltar ao Fla


Jogador diz que antes do retorno quer brilhar no futebol europeu

Ibson é torcedor de arquibancada do Flamengo desde a infância. Como tal, já viveu a ansiedade por contratações e se frustrou quando as mesmas não se concretizaram. Preocupado em não transmitir esperança aos rubro-negros, o volante freou a expectativa de voltar ao clube em 2011.

A presidente Patrícia Amorim revelou que, se depender da vontade dela, o jogador do Spartak de Moscou seria o elemento número 1 da lista de contratações para a próxima temporada. Ibson disputa a Liga dos Campeões e, prestigiado no clube russo, não planeja retorno imediato ao Brasil.

- Penso em voltar ao Flamengo um dia, mas não posso precisar em que momento isso pode acontecer e não vou criar expectativas em relação a isso. Por enquanto, quero ficar na Rússia e conquistar todos meus objetivos. Vim para a Europa para ser vencedor e vou atrás desse objetivo – disse o jogador, que na segunda-feira participou da vitória do Spartak por 2 a 0 sobre o Nalchik.

Aos 26 anos, o atleta chegou à Gávea aos nove e saiu 11 anos depois para o Porto. Retornou ao clube em 2007 e foi importante na boa campanha do Brasileiro de 2007 e nos títulos cariocas de 2008 e 2009.


O Flamengo tentou mantê-lo, mas o time português recusou a proposta e o vendeu para o Spartak, em julho do ano passado. Com boa parte da vida dedicada do Flamengo, o volante sentiu orgulho ao ver o nome no topo da lista de Patrícia.

- Fico muito feliz por saber o carinho que a Patrícia tem por mim. É sinal de que ela reconhece a vontade e a determinação que demonstrei em todas as oportunidades em que defendi o Flamengo, desde as categorias de base – afirmou.

De toda forma, se a negociação não for adiante, a ideia de o Flamengo repatriar jogadores identificados com o clube – Juan e Julio César foram os outros citados – o agradou.

- Acho válida essa vontade da Patrícia de resgatar os ídolos e jogadores identificados com o Flamengo. O clube sempre se deu bem quando investiu em jogadores com essa característica. Mas a equipe atual tem condições de melhorar a situação em que se encontra no Campeonato Brasileiro. Acompanhei o clássico contra o Fluminense e eles foram muito bem. O time mostrou que tem qualidade para estar numa posição melhor na tabela – disse Ibson.


Fonte: Globoesporte.com
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Zico corre atrás de lateral-esquerdo para fechar o elenco rubro-negro

Diretor executivo do Fla admite que posição é a mais carente no momento
Única posição carente. Assim o diretor executivo Zico tratou a lateral esquerda do Flamengo. Sem Juan, que se recupera de uma torção no tornozelo esquerdo e foi vetado para o jogo de quarta-feira, contra o Grêmio, no Olímpico, o técnico Silas conta apenas com Rodrigo Alvim, criticado pelas últimas atuações. E o dirigente já admite negociações para reforçar o setor.

- Estamos atrás de um lateral-esquerdo, que é a posição carente no momento. No mais, é provável que o time possa continuar como está - disse Zico, que não divulgou os nomes dos alvos, durante evento da Soccerex, feira internacional de futebol que acontecerá no Rio de Janeiro.

Atualmente o Flamengo é o 15º colocado do Campeonato Brasileiro, com 27 pontos.

Fonte: Globoesporte.com
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Zico: 'Não estou assustado, estou indignado'


Ídolo mostra mágoa com ataques que vem recebendo como dirigente, mas promete continuar trabalhando

Em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, Patrícia Amorim disse que Zico anda assustado com os ataques que vem recebendo da oposição. Nesta terça, durante a Soccerex, feira internacional de futebol que acontece no Rio, o ídolo rubro-negro disse que assustado não é a palavra exata para definir seu atual sentimento no comando do clube.

- Não estou assustado, estou indignado - disse Zico.

O que mais revolta o Galinho foi a suspeita levantada por ex-dirigentes de que seus filhos estariam sendo beneficiados em contratações.

- Falaram algumas coisas e vão ter de provar. Não é questão de pressão política, são coisas que falaram e que não tem cabimento. O problema é que esse pessoal que nunca fez nada pelo Flamengo quer aproveitar para me atacar. Eu, graças a Deus, fiz muito pelo Flamengo. Falar que sou um péssimo dirgente, que contrato mal, tudo bem, é uma crítica. Agora, dizer certas coisas já é partir para um outro lado.


Fonte: Globoesporte.com
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Silas retorna ao Olímpico envolto por críticas e elogios do Grêmio


Trabalho do treinador do Flamengo nos tempos de Tricolor é muito criticado no Olímpico, mas jogadores elogiam ex-chefe


Um certo constrangimento ronda o reencontro entre Grêmio e Silas. Agora no Flamengo, o treinador campeão gaúcho com o Tricolor estará no Olímpico nesta quarta-feira. E rodeado por um misto de críticas e elogios. A visão geral, entre os atletas azuis, é de que o futebol melhorou com a saída de Silas e a chegada de Renato Gaúcho.

O novo comandante gremista prefere não direcionar suas críticas especificamente a Silas, mas deixa claro que ficou apavorado com o que encontrou ao assumir o Grêmio. “Tinha muita coisa errada”, disse ele uma vez. “Fiquei assustado. Muito. Muito, muito, muito”, afirmou o treinador em outra ocasião. “Quando cheguei aqui, quase congelei”, comentou ele em outra entrevista. É inevitável que aí estejam questionamentos ao trabalho de Silas.

No Olímpico, profissionais do clube falam que a situação era horrível nos últimos dias de Silas como técnico do Grêmio. Relatam falta de comando, grupo dividido, jogadores desinteressados. Renato Gaúcho entende que um de seus méritos foi dar confiança a Douglas, por exemplo.

- Quando cheguei aqui, detectei vários problemas que resolvi rapidamente. E um deles foi o Douglas – afirmou Renato, na semana passada, ao GLOBOESPORTE.COM.
Parte dos jogadores, talvez a maioria, elogia muito o ex-comandante. É o caso do atacante Jonas.
- Eu, particularmente, gosto muito do Silas. Sempre disse que devo muito e ele – afirmou o camisa 7, que acredita viver o melhor momento da carreira.

Agora no Flamengo, Silas volta ao Olímpico nesta quarta-feira (Foto: Fernando Maia / O Globo)


Na prática, a passagem de Silas pelo Olímpico teve relativo sucesso. Com o treinador, o Grêmio foi campeão gaúcho, quebrando a sequência de dois títulos do Inter. Na Copa do Brasil, o Tricolor foi até as semifinais. Ao duelar com o Santos, conseguiu virada heróica no Olímpico, mas acabou eliminado na Vila Belmiro. O problema veio depois.


A eliminação desmobilizou o elenco. No recesso da Copa do Mundo, o clube resolveu fazer uma série de amistosos. Mais jogou do que treinou. O resultado prático foi um time capenga na retomada do Brasileirão. E o Grêmio foi parar na zona de rebaixamento, de onde só sairia com a chegada de Renato Gaúcho.



O reencontro é nesta quarta-feira. Às 22h, Grêmio e Flamengo medem forças no Olímpico.
Fonte: Globoesporte.com
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Juan está fora do jogo contra o Grêmio; Angelim deve ser poupado

Lateral não se recupera de torção no tornozelo. Silas mantém Rodrigo Alvim no setor e confirma Correa na vaga de Willians

Por Eduardo Peixoto Rio de Janeiro
A prudência falou mais alto, e o Flamengo adiou o retorno de Juan à equipe. O lateral ainda não está totalmente recuperado de uma torção no tornozelo esquerdo e não viaja com a delegação para Porto Alegre, nesta terça-feira.


Rodrigo Alvim, mesmo criticado, será mantido no setor. Silas pediu paciência:
- O Juan está fora. Ele treinou, mas para jogar inseguro não é o ideal. O que a gente tem que entender é não pode ter tolerância mil com uns e zero com outro. O lado positivo é que com o Alvim ganhamos um e empatamos outro. E o Mariano, que é a arma no Flu, não se destacou tanto. Dar moral, abraçar. Estou levando o Saba também – disse o treinador, que também relacionou Vitor Saba para o duelo no Olímpico.


A sequência de jogos deve provocar outra mudança. Essa por questão física. Ronaldo Angelim conversou com o técnico e deve ser poupado. David Braz e Jean são os favoritos para formar a zaga, mas Welinton também estará com a delegação em Porto Alegre.


- Ele viaja com a gente e na hora vamos decidir. Até porque o Angelim é muito tranquilo em relação a isso. Bem esclarecido e ajuda o treinador.


Silas também confirmou que no lugar de Willians, suspenso, jogará Correa. Provável escalação: Marcelo Lomba; Léo Moura, David Braz, Jean e Rodrigo Alvim; Toró, Correa, Kleberson e Renato; Diogo e Deivid.
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'Eu gostaria que o Montillo tivesse vindo. Fiquei frustrada', diz Patrícia

Para presidente do Fla, Ibson, Julio Cesar e Juan são sonhos de consumo, Ronaldinho não é impossível, e as portas não estão fechadas a Andrade

Por Eduardo Peixoto, Luciano Ribeiro e Márcio Mará Rio de Janeiro
Quando Patrícia Amorim assumiu o Flamengo, o clube vivia o frisson da conquista do título brasileiro no futebol, que não conquistava há 17 anos. Mas o início de 2010 não poderia ser pior. O time perdeu o Campeonato Carioca e começou a  derrapar na Libertadores, até ser eliminado. A base de 2009 foi rompida com as demissões do vice de Futebol, Marcos Braz, e do técnico Andrade.  Começaram as primeiras críticas. Zico assumiu a direção do futebol. Sem Adriano, Vagner Love e Bruno, o Brasileiro virou pesadelo. Reforços como Deivid, Diogo, Val Baiano e Renato Abreu surgiram com a competição em curso e ainda não corresponderam às expectativas.


- Foi uma surpresa o Renato chegar do jeito que chegou - afirmou a presidente, que aponta a má condição física como principal causa.


As negociações em busca de reforços deixaram em Patrícia uma grande frustração: o meia argentino Montillo, que acabou fechando com o Cruzeiro, era o seu favorito.


- Sinto muito quando o jogador quer vir, mas o empresário pega a proposta aqui, leva para outro lado e usa para conseguir algo melhor - desabafou a dirigente, que tem comos maiores sonhos de consumo repatriar Ibson, Juan e Julio Cesar. - Seria bom resgatar os nossos valores.
Patricia Amorim, presidente do flamengoPatricia quer triangular de futebol e basquete com Barça e Boca (Fotos de André Durão / Globoesporte.com)

Outro que ainda tem as portas abertas para voltar é o técnico Andrade, apesar das cicatrizes deixadas por sua saída.


- Se encontrá-lo, vou cumprimentá-lo. Não é nada pessoal, amanhã ele pode estar aqui de volta. Mas quando há um desgaste, tem que dar tempo ao tempo.


Patrícia não se conforma de o ex-treinador, no dia de sua demissão, ter chegado atrasado para a reunião que selaria o seu destino junto com o vice de Futebol Marcos Braz, com quem tinha problemas.


- Era coisa de maluco. Um não estava satisfeito com o outro, sem contar com as brigas no vestiário, que começavam a ficar frequentes. Aliado a isso, teve um dia no hotel que o Andrade veio me perguntar se escalava o Pet ou não. Meu Deus do céu! Fiquei muito assustada. Vai perguntar para mim se tem que escalar ou não? - afirmou a dirigente, que falou ainda sobre o sonho de fazer triangular de futebol e basquete com Barcelona e Boca Juniors e sobre as dívidas do clube.


Veja abaixo a segunda parte da entrevista:


GLOBOESPORTE.COM: O Flamengo apostou alto em contratações como as de Deivid, Diogo, Val Baiano e Renato Abreu, que chegaram com problemas físicos e ainda não deram o retorno esperado. Como vê isso?
Patrícia Amorim
: Acho que a gente aprende uma lição. O que acontece com jogadores de fora? Contratamos com currículo e imaginamos que vão chegar aqui muito melhores. O nome do Renato passaria por qualquer comissão técnica e torcedor. Foi uma surpresa ele chegar do jeito que chegou. Nesses campeonatos, eles jogam uma vez por semana, em campos menores. Não têm tanto desgaste, tantas lesões. O corpo demora um tempo a se acostumar com essa mudança. Isso tem reflexo no desempenho.
Montillo no treino do Cruzeiro'O Montillo eu gostaria que tivesse vindo', afirmou
Patrícia (Foto: Washington Alves / VIPCOMM)



Dos jogadores que o clube tentou e não conseguiu contratar, qual o que lhe causou mais tristeza?
Montillo foi quem me deixou frustrada. Eu fico muito sentida quando o jogador quer vir, mas o empresário pega a proposta aqui, leva para outro lado e usa para conseguir algo melhor. E muitas vezes não volta para apresentar. O Montillo eu gostaria que tivesse vindo, sim. Estou falando como torcedora, é o que sinto mais. O Emerson também gostaria que viesse, porque sabia que ele queria. Fico triste quando o jogador quer vir e não consegue. Todo trabalho, quando não tiver prazer, realização, pode não render 100%. Acho que aqui talvez o Emerson estivesse mais feliz. Também chegamos a cogitar o Kleber, mas ele não queria vir e foi correto desde o começo.


Qual o seu sonho de consumo?Tenho vários. Num primeiro momento, quero trazer os que foram daqui. Ibson é o primeiro porque acho possível. Juan, o zagueiro, também. E quem sabe o Julio César para o gol. Seria bom resgatar os nossos valores...



Ronaldinho Gaúcho, jogando o que vem jogando no Milan, ficou mais difícil?
O Ronaldinho eu acho difícil, mas não impossível. Daqui a seis meses ele pode se dar o luxo de vir para cá se quiser.
montagem Flamengo Julio Cesar Ibson JuanPatrícia sonha repatriar Julio César, Ibson e o zagueiro Juan (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)

Traria de volta o Adriano?
O que acho bacana é que o Adriano passou por aqui, não saiu brigado e não fechou a porta. Mas hoje o clube tem um outro enfoque. Se nosso elenco estiver bem quando ele quiser voltar, não tem por que trazê-lo.


Quando você assumiu, encontrou o clube campeão brasileiro. Manteve a estrutura deixada pelo vice Marcos Braz, mas aí surgiram muitos problemas, e foi obrigada a tomar  medidas. Arrepende-se de algo?
Não tenho sentimento de que seria melhor romper. Queria muito que tivesse dado certo, como no ano passado. Tanto que a ideia era manter todo o time. Do mais humilde funcionário até o vice-presidente de futebol. Mas não deu. Não me arrependo. As coisas se desencontraram. É como se a massa tivesse desandado.
andrade, entrevista'Quem segurou o Andrade fui eu. Braz preferia Roth',
afirma a presidente do Fla (Foto: Globoesporte.com)



O que houve, na sua opinião?
Cada um pensava por si, via o seu lado financeiro, pessoal, e o conjunto foi se desintegrando. Queria muito que tivesse dado certo. Pode ter certeza. Mas não deu. Tomo até cuidado porque o Andrade fala que a diretoria plantou matéria para dizer que não existia controle. Isso é uma completa irresponsabilidade, porque quem não o queria desde o começo era o Marcos Braz, que preferia contratar o Celso Roth. Quem segurou o Andrade fui eu. A coisa se agravou depois que vencemos o Caracas, e o Marcos Braz disse que o Andrade não era mais o técnico do Flamengo. Tudo isso é verdade. Sou a pessoa mais transparente do mundo.



E no dia da demissão do Andrade, o que aconteceu?
Chamei o Andrade para conversar às 13h30, e ele apareceu uma hora e meia depois com o Marcos Braz. Queria muito saber por que ele não veio na hora. Quando chegou aqui, só queria saber o que ia receber, se o prêmio seria pago... Era coisa de maluco. Um não estava satisfeito com o outro, sem contar as brigas no vestiário, que começavam a ficar frequentes. Aliado a isso, teve um dia no hotel que o Andrade veio me perguntar se escalava o Pet ou não. Meu Deus do céu! Fiquei muito assustada. Vai perguntar para mim se tem que escalar ou não? Não estou aqui de brincadeira, tenho que defender a instituição. Imagina se o Chupeta (técnico do basquete rubro-negro) ia me perguntar se coloca o Marcelinho ou não... Se ainda fosse uma conversa informal, um jantar e eu desse minha opinião... Mas não foi isso.



Nas recentes entrevistas, ele não esconde a mágoa com a saída...
Sou muito calma, mas tudo tem limite. Ele reclama que o Flamengo não pagou abril. Realmente. Estávamos tentando um acordo e não houve. Na quinta-feira, chegamos. Pelo menos foi o relato que tive do Michel Levy (vice de finanças). Existe realmente uma dívida, e a gente nunca escondeu.



Você parece muito chateada também com a situação...
Fiquei muito triste como presidente e torcedora . Quando vejo o Andrade chorar, me sinto como a pior pessoa do mundo. Meus filhos me cobram. Mas a vida continua. Lá na frente a gente pode se encontrar, não tem problema algum.



Voltaria a trabalhar com ele?
Se encontrá-lo, vou cumprimentá-lo. Não é nada pessoal, amanhã ele pode estar aqui de volta. Quando há um desgaste, tem que dar tempo ao tempo. Mas, neste momento, o desgaste era muito grande. Tinha problemas policiais, de disciplina. Treinador é um líder positivo, tem que ter participação.
Adriano e Vágner Love no treino do Flamengo Patrícia: 'Love não pôde ficar por circunstância. O
Adriano, também' (Foto: Maurício Val / VIPCOMM)



Mas era função dele punir? Não era o caso de o clube aplicar uma multa?
Punir o jogador que ganha não sei quantos mil não faz efeito. Chega uma hora que ele fala: “Vou faltar e pode descontar.” Não é esse o clima. Achei bem-sucedida uma relação que construí com o Love. No dia que ele não veio, eu disse: "Ou você vem e compensa no dia seguinte ou teremos que tomar atitude. Veio domingo, às 8h30m. Foi a maior resposta que tive. Nosso relacionamento é excelente. Ele não pôde ficar por uma circunstância, Adriano, também. Andrade não ficou porque o clima era insustentável. Mas é ídolo, merece todo o reconhecimento. Só não queria que tivesse fechado a porta comigo. Eu o chamei para conversar e ele não veio... Aí existe uma hierarquia. Sou presidente. Daqui a pouco o funcionário vai escolher o patrão. Ele não veio e já era indisciplina. Lamento tudo. Isso não construiu nada para o Flamengo. Destruiu. Talvez o fim não seria esse. Poderíamos ter conversado e resolvido. Eu não achava certo o Andrade pagar o pato, mas queria ouvir dele o que estava acontecendo. E não ouvi.



 O que achou da entrevista do presidente do Barcelona, Sandro Rossel, dizendo que é rubro-negro aqui no Brasil?Sensacional. Quero entrar em contato com o presidente do Barcelona para entender esse processo todo. Tenho um sonho de fazer um triangular entre Flamengo, Barcelona e Boca. Futebol e basquete. Servirá para arrecadar dinheiro e dar start internacional. O torcedor compra ingresso para o futebol e assiste ao basquete na preliminar. São coisas bem legais que planejo para o Flamengo do futuro.



Qual o valor da dívida do clube?
Posso responder mais à frente, depois da auditoria. Vamos estudar o balanço para saber o valor. É muito provável que a gente encontre alguma diferença nesses R$ 330 milhões. A ideia é entregar o Flamengo melhor. Não tenho a ilusão de que vou resolver. Agora, títulos só vamos saber no fim.



E a dívida a com a BWA?
Já pagamos R$ 5,1 milhões à BWA. A dívida era de R$ 13 milhões. Nenhum centavo de bilheteria vem para o Flamengo. Vai direto. Cinco milhões a antiga diretoria pegou em dezembro para sair com os salários em dia.



Como estão as dívidas trabalhistas? E com os jogadores?
Pagamos 15% ao TRT rigorosamente e 5% ao Imposto de Renda. Quando falo com os jogadores explico isso: “Temos tantos milhões, mas só podemos passar a negociar tirando os 15% do TRT e os 5% do IR.” Não estamos com dívida alguma com federação. Cheguei aqui, e o Flamengo devia dezembro e 13º. Basquete, desde outubro, futsal, desde abril. Paguei tudo. Só temos dívidas de premiação. Fiz parceria com a Light, pagamos sempre a média de luz. Diminuímos 70% do nosso valor. E agora não pagamos mais multas. Aí começa a sobrar mais um pouco. O clube não tem fins lucrativos, mas não pode dar prejuízo.
Basquete Marcelinho, flamengo, Guilheme Giovanonni, BrasíliaA presidente rubro-negra diz que resolveu as dívidas do basquete masculino (Foto: Maurício Val / Vipcomm)

Como estão os esportes amadores?
O remo é o maior centro de problemas políticos do Flamengo. São vários feudos e acumulei a vice-presidência. Recebi cartas horrorosas de que larguei o remo. É o contrário. Exatamente porque sei a importância que acumulei. A natação peguei em 18º lugar, que tal? Para um clube que já ganhou dez vezes... Já passamos para quinto, e nossa expectativa no José Finkel é disputar terceiro. A ginástica olímpica voltou a ser campeã brasileira, com Diego e Danielle Hypolito. O basquete foi reforçado e está com boa expectativa. No vôlei, há chances de se montar um time feminino de 2011 para 2012. No judô, trouxemos o João Gabriel.


Qual o próximo projeto a ser posto em prática?O do Museu. Lançaremos a pedra fundamental no aniversário do Flamengo. A garantia é que esse dinheiro venha dos royalties que a Olympikus tem de nos dar.
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Flamengo almeja voos bem mais altos após reação no campeonato

Jogadores consideram momento ruim p
Deivid acredita em arrancada e visa G4.
Deivid acredita em arrancada e visa G4. (Crédito: Paulo Sérgio)
LANCEPRESS!
As três partidas sem perder (uma vitória e dois empates) foram suficientes para fazer o Flamengo sonhar bem mais alto no Brasileiro.
Para Silas, o recente retrospecto significa uma virada de página nos problemas que afligiam o time, enquanto para os jogadores o caminho está aberto para que os bons ventos voltem à Gávea.
– Acredito ter aberto o caminho para outros gols. O título é um sonho distante, mas não totalmente impossível. Temos de manter um olho no gato e outro no peixe. Agora, é torcer para que o Diogo (atacante) consiga abrir a porteira também – analisou Deivid.


Renato, outro que também desencantou no domingo, além de acreditar no título, entende que o risco de rebaixamento está totalmente fora de questão. Para o apoiador, o Flamengo ainda tem muito o que crescer. Entretanto, adverte, o time tem todas as condições de lutar por um lugar mais alto na tabela do Brasileirão.
– Nosso elenco é muito qualificado e não era para estarmos na posição em que nos encontramos. Mas, ainda temos de virar várias páginas. Não pensamos na hipótese de rebaixamento. Nosso objetivo é alcançar a zona de classificação para a Sul-Americana e, depois, buscar o G4 – explicou Renato.
Além de o time não perder há três jogos, os rubro-negros entendem que a boa exibição contra o Fluminense foi importante para aumentar a certeza de que a torcida não terá mais motivos para se envergonhar do momento do Flamengo.
– Depois desse jogo, muita gente deixará de duvidar do nosso potencial. Vivemos um outro momento – comentou Renato.
ágina virada no clube
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No Fla, Deivid diz que grandes jogadores aparecem nos momentos mais difíceis

  • Deivid comemora o primeiro gol marcado pelo Fla Deivid comemora o primeiro gol marcado pelo Fla
O primeiro gol de Deivid com a camisa rubro-negra demorou quatro jogos (Santos, São Paulo, Vitória e Grêmio Prudente), além dos 22 primeiros minutos do clássico contra o Fluminense, no último domingo, no Engenhão, para sair.


A chegada do atacante ao Flamengo foi cercada de expectativa, mas só agora o camisa 99 pode respirar aliviado no clube, já que estava sem marcar um gol desde o ano passado.


“Grandes jogadores, grandes homens, aparecem nos momentos mais difíceis. Acho que o jogador pode ser experiente, mas a má fase pesa um pouco. Ele acaba se cobrando e isso entra em campo, prejudica. A primeira oportunidade que tive no jogo procurei ter tranquilidade e cabeça no lugar. Espero manter o nível para que possamos conseguir mais um resultado positivo na quarta-feira”, afirmou.











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O jogo contra o Grêmio, às 22h, no estádio Olímpico, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, é visto pelo jogador como uma grande oportunidade para o Flamengo embalar de vez na competição. Entretanto, Deivid sabe que a partida não será fácil.


“A tendência para a próxima partida é melhorar ainda mais. Sabemos que olhando para trás estamos seis pontos além da zona de rebaixamento. Precisamos somar pontos. Temos de colocar um olho no gato e outro no peixe para diminuir as dificuldades nos próximos jogos. Se jogarmos acuados contra o Grêmio vamos chamá-los para cima e aí fica bastante complicado”, finalizou.
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Autor de golaço para o Fla, Renato desvenda segredo da sua cobrança de falta

Vinicius Castro
No Rio de Janeiro
  • Renato em disputa de bola no clássico de domingo Renato em disputa de bola no clássico de domingo
Quando voltou ao Flamengo no meio deste ano, Renato chegou credenciado pelos belos gols de falta que marcou em sua primeira passagem pelo clube, entre 2005 e 2007. Entretanto, desde que reestreou, o camisa 11 não havia realizado uma partida no nível da que fez no último domingo, contra o Fluminense, no Engenhão.
O golaço de falta no segundo tempo mostrou que a qualidade não foi perdida, e com o retorno do condicionamento físico, as boas atuações devem acontecer com maior regularidade.


Pegando carona no bom momento, o meia atendeu aos pedidos e desvendou o segredo da sua cobrança de falta.


“É um pouco de técnica e treinamento. É preciso ter uma linha de chutar que faça com que a bola possa seguir a sua trajetória. Sempre procuro bater da forma correta. O mais importante é o pé de apoio ficar próximo da bola para não chutá-la de qualquer jeito. Sem esquecer de posicionar bem o corpo”, comentou, acrescentando.


“Muita gente diz que é simplesmente pegar a bola e cobrar. Esquecem que tem barreira, goleiros de qualidade. Fiz muitos gols de falta e vou tentando sempre aprimorar. Mas nunca é fácil. Graças a Deus tive essa oportunidade para fazer o gol”, disse.


Renato também lembrou do tempo em que começou a cobrar faltas no Corinthians. Ele contou que sempre observou as cobranças dos ex-companheiros Ricardinho e Rogério.
“Eles eram grandes batedores de falta. Falavam para eu treinasse, mas nunca havia tentado. Quando eles saíram passei a pegar mais os treinamentos e aprimorar. Já tinha a força na perna. Foi só se dedicar”, finalizou.
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Gol leva Renato ao topo da artilharia do Flamengo no século XXI

Apoiador se iguala a Obina e justifica emoção após golaço contra o Flu: ‘Resposta para mim mesmo’

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

 Quarenta e sete gols. O chute certeiro no Fla-Flu levou Renato ao topo da artilharia do Flamengo no século XXI ao lado de Obina. Nada mal para um apoiador.
Do total, ele marcou 12 vezes de falta. E a especialidade voltou a aparecer contra o Tricolor, no último domingo. Curiosamente, com quatro gols sofridos, o adversário é uma das principais vítimas do “canhão da Gávea” ao lado de São Caetano e Botafogo.
Acostumado a comemorar com frequência, Renato sofreu forte cobrança pelo jejum de oito jogos, desde que voltou à Gávea após três anos divididos entre dois times dos Emirados Árabes.
- Quero fazer muito mais. É o começo da minha volta e isso é o mais importante. A torcida precisa saber que nem em todos os jogos vou poder fazer gols e o Flamengo vencer. Mas sempre vou dar a minha vida nos jogos – declarou Renato.

Na véspera da partida, o jogador lembrou aos torcedores que, aos 32 anos, não teria o mesmo comportamento de quando chegou ao Flamengo, aos 26. No dia seguinte, marcou na sua principal especialidade. O chute forte, raivoso não foi direcionado às críticas.
- É uma resposta para mim mesmo. O que coloquei é que o Renato de agora é diferente pela idade. Não só eu como qualquer jogador de 32 anos. Cobrar falta é uma especialidade que tenho e isso não vou perder. O poder de superação, de se doar. Muitas pessoas me ajudaram, a bênção do padre, a torcida, a família... – declarou.
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David Braz celebra volta ao time titular do Fla com gol para a noiva

Zagueiro faz comemoração em homenagem a Mayra no empate com o Flu

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
David Mayra noivaDavid e a homenageada Mayra (Foto: Divulgação)
A burocracia tirou David Braz do time do Flamengo após a Copa do Mundo. Titular até a sétima rodada – e um dos mais regulares do time – o zagueiro perdeu a vaga por causa da demora na renovação de contrato dele com o Panathinaikos.
No domingo, ele foi titular pela terceira vez pós-problema. Antes, entrara por causa da suspensão de Jean e porque Silas escalou a equipe no 3-5-2 contra o Vitória. Desta vez, o treinador optou por ele para jogar ao lado de Ronaldo Angelim.
A chance o fez levar uma torcedora especial ao Engenhão: a noiva Mayra. Ela previu o gol dele – o segundo no empate por 3 a 3 – e recebeu um presente pelo “dom”. Ao correr para comemorar, David levou a mão ao nariz. Depois, explicou o porquê do gesto. Confira abaixo:
Retorno à equipe titular
“Fiquei muito feliz com a demonstração de confiança do Silas. Ele me colocou novamente na equipe titular contra o Fluminense e fiz o máximo que pude para corresponder. Além de ajudar o time defensivamente, tive a alegria de marcar um gol. Meu objetivo agora é permanecer na equipe. Somente com uma sequência de jogos é que terei condições de recuperar meu melhor ritmo de jogo. Vou trabalhar durante a semana para que isso volte a acontecer”.



 Atuação do time no Fla-Flu
“O mais importante do clássico foi a evolução demonstrada pelo nosso time. Criamos oportunidades, levamos perigo diversas vezes ao gol do Fluminense e poderíamos ter saído com a vitória. Erramos algumas vezes também, mas isso é normal num clássico, ainda mais numa partida jogada de forma aberta. Nossa confiança aumentou. Sabemos que o Grêmio venceu bem o Avaí e tem um time de muita qualidade. Mas vamos em busca de outro bom resultado no estádio Olímpico”.

À noiva, com carinho
“A comemoração que fiz no gol foi em homenagem à Mayra, minha noiva. Ela estava no Engenhão e havia me dito que eu marcaria. Mayra tem uma pintinha na ponta do nariz, por isso fiz aquele gesto (levando a mão ao nariz). Ela é uma pessoa mais do que especial, que me ajuda muito em todos os sentidos”.
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Presidente de Conselho do Fla deixa a prisão após briga no clássico

Advogado de Leonardo Ribeiro consegue alvará de soltura

Graças a um alvará de soltura, o presidente do Conselho Fiscal do Flamengo, Leonardo Ribeiro, deixou a 24ª Delegacia Policial (Engenho Novo) na noite desta segunda-feira, onde ficou preso desde a noite de domingo por causa da confusão em que se envolveu no intervalo do Fla-Flu. O dirigente deve conceder uma entrevista coletiva nesta terça para se defender.

A confusão começou quando o dirigente e outros torcedores do Flamengo que estavam na tribuna de honra do Engenhão receberam objetos atirados por tricolores. Capitão Leo, como é conhecido, reagiu aos ataques e foi repreendido por policiais.

Houve troca de socos, pontapés e o integrante da diretoria rubro-negra foi levado ao Jecrim por resistência à prisão e incitação à violência. Este último crime, previsto no Estatuto do Torcedor, não é passível de fiança e pode render até três anos de prisão. Segundo amigos, Leonardo Ribeiro alega que foi apenas apartar uma briga e a detenção dele foi abusiva e ilegal.

Leonardo Ribeiro ficou conhecido como 'Capitão Léo' na década de 80, quando foi chefe de uma das maiores torcidas organizadas do Flamengo. Reeleito presidente do Conselho Fiscal do clube em março, ele já se envolveu em algumas polêmicas no clube. No ano passado, ele acusou o então presidente Marcio Braga de ser mentiroso antes de uma reunião do Conselho Diretor. Braga exigiu sua retirada, mas Ribeiro não saiu nem com a chegada dos seguranças. O dirigente só deixou o local após ser convencido por jornalistas, que se comprometeram a ouvi-lo depois.

Fonte: Globoesporte.com
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Renato: "O campeonato tem altos e baixos, mas podemos falar em título"


Uma vitória sobre o Grêmio Prudente (2 a 1) e um empate com o Fluminense (3 a 3) foram suficientes para amenizar o clima na Gávea, além de fazer com que os jogadores rubro-negros pensem em alçar voos altos no Campeonato Brasileiro.

Nesta segunda-feira, durante a reapresentação do elenco na Gávea, o meia Renato fez questão de afirmar que apesar da 15ª posição na tabela, a briga rubro-negra é para chegar o quanto antes ao topo da competição.

“Sabemos que o campeonato tem altos e baixos, mas com certeza dá para falar em título. A palavra rebaixamento nunca entrou em nosso vocabulário. De maneira alguma pensamos nessa hipótese. Almejamos chegar lá em cima e conseguir nossas metas. A primeira é chegar na Sul-Americana. Depois, subir para a Libertadores. Não adianta pensar em título sem passar por essas etapas”, afirmou.

O golaço de falta marcado no clássico do último domingo fez com que o meia fosse um dos jogadores mais requisitados no clube. Para o jogador, o gol representou que ainda pode ser útil ao Flamengo.

“É uma resposta para mim mesmo. O Renato de agora é diferente pela idade. A cobrança de falta é uma especialidade que tenho e isso não posso perder. O poder de superação, de se doar nas partidas. Tudo isso faz parte. Muitas pessoas me ajudaram. Tive a benção do padre, a força da torcida e da família. O momento de superação é muito grande. É o começo da minha volta e isso é o mais importante. Sempre vou dar a minha vida nos jogos”, garantiu.

Aproveitamento de Juan e Correa será definido nesta terça-feira

Aparentemente recuperado da entorse no tornozelo esquerdo, o lateral-esquerdo Juan participou do treinamento dos reservas na Gávea. O aproveitamento do jogador será definido na manhã desta terça-feira, assim como o do volante Correa, que sofreu uma leve torção no tornozelo esquerdo durante a atividade. Inicialmente, o camisa 7 não preocupa para a partida contra o Grêmio, quarta-feira, às 22h, no Estádio Olímpico, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.


Fonte: Uol Esportes
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Titulares do Fla relaxam na piscina, e Correa dá susto no campo

Provável substituto de Willians, volante torce o tornozelo. Segundo médico, Juan está ‘bem melhor’ e escalação fica para terça-feira


Jogadores Flamengo relaxam na piscina da Gávea (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)

O dia seguinte ao empate por 3 a 3 com o Fluminense foi de sorriso na piscina da Gávea. Os titulares do Flamengo fizeram trabalho de relaxamento na tarde desta segunda-feira e demonstraram alívio com o ponto conquistado contra um dos líderes do Campeonato Brasileiro.

- Somar pontos é importante, ainda mais contra o Fluminense. Nos deu uma tranquilidade entre aspas – disse Renato.

O Rubro-Negro está na 15ª posição, com 27 pontos, e enfrenta Grêmio na próxima rodada. Depois de receber o terceiro cartão amarelo, Willians será o desfalque. O provável substituto é Correa, mas o jogador deixou o treino dos reservas antes do fim por causa de uma torção no tornozelo esquerdo.

Fora dos últimos dois jogos, Juan está “bem melhor” da torção no tornozelo, segundo informe do médico Marcio Tannure, e treinou normalmente. Ele será reavaliado nesta terça-feira. Caso ele não se recupere, Rodrigo Alvim será mantido no setor.



Fonte: Globoesporte.com
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Patrícia, sobre Fla após caso Bruno: 'Silas deu o estalo. Faltava o carinho'

Em entrevista, presidente do Flamengo fala como prisão do goleiro mexeu com o elenco do Fla e banca o projeto de Zico por três anos na diretoria

Por Eduardo Peixoto, Luciano Ribeiro e Márcio Mará Rio de Janeiro
No dia 4 de janeiro de 2010, Patrícia Amorim chegou à sala da presidência do Flamengo pela primeira vez. Procurou o computador. Não achou. Viu paredes rachadas, retrato quase fidedigno de um clube que, nove meses depois do título brasileiro, permanece em constante erupção. Em meio às emoções naturais por assumir um cargo tão importante, surgiu o primeiro pensamento: “Por onde começar?”.



A resposta foi difícil. Houve atitudes práticas na sede para diminuir o caos. Nove toneladas de entulhos recolhidas, banheiros, parquinhos e piscinas reformados. Sócios felizes, mas torcedores nem tanto. Para consumo externo, o Flamengo respira futebol.



A aposta na manutenção da equipe campeã nacional (“Do mais humilde funcionário ao vice de futebol”, ressalta Patrícia) não deu certo. Os problemas se multiplicaram dentro de campo e, principalmente, fora dele.
Patricia Amorim, presidente do flamengoPatricia dá nota 7,5 para os nove meses de sua administração (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

- Futebol é a base de tudo. E não foram só os resultados que atrapalharam. Toda mudança traz desgaste, e, além disso, os episódios policiais aumentaram esse universo de corrosão enorme. A retomada de autoestima só vai começar agora – admitiu.



A acusação do envolvimento do goleiro e capitão Bruno no desaparecimento e assassinato da jovem Eliza Samudio foi o auge da depressão rubro-negra. Patrícia relatou detalhes do encontro perturbador que teve com o goleiro no Fórum de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira. E diz que a chegada do novo treinador tem ajudado no processo de recuperação do elenco rubro-negro.


- Acho que com o Silas deu esse estalo. Está todo mundo precisando se abraçar. O time tem elenco, qualidade técnica, bagagem... Faltava o carinho amigo. E aos poucos melhoramos isso passando filmes de motivação, brincando bastante.


A pressão sobre o maior ídolo rubro-negro e hoje diretor de futebol também incomoda a presidente rubro-negra, que manda um aviso.
- Banco o Zico. Tenho confiança, é um cara do bem.
Patricia Amorim, presidente do flamengo'Sentar nessa cadeira não é fácil. Acordo e durmo
com o peso de uma nação nas costas', diz Patricia
Amorim (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
A presidente do clube mais popular do país garante que está longe do estilo “fanfarrão” de outros dirigentes. Dificilmente dá declarações por telefone. Prefere, de tempos em tempos, agendar entrevistas longas para explanar melhor seus planos e opiniões. Foram mais de 2h30m de conversa na sala da presidência na noite de sexta-feira, dia 17 de setembro. Ao fim, resumiu:


- Estou há muito tempo sem ir ao terapeuta. Essa entrevista acabou servindo como uma terapia para mim.

Confira a primeira parte:

GLOBOESPORTE.COM: Há pouco mais de nove meses no cargo, dá para resumir a rotina da presidente do Flamengo?
PATRÍCIA AMORIM: Trabalho de segunda a domingo. Se não estou na Gávea, estou a serviço do Flamengo. Minha vida é essa e eu estou adorando. Essa é a parte boa. Chego na Gávea às 8h, 10h. Ando no clube, vou lá ver se tem sabonete no banheiro, se a piscina não está verde, se o parquinho está certo. Nunca vi um presidente tão presente como eu. Vou a todas as reuniões de conselho. Muitos desses ex-presidentes que falam muito não vêm aqui discutir Flamengo. Eu me cobro muito. Se daqui a dois anos notar que o Flamengo não está legal, vou para minha casa e volto a ajudar. Optei por servir ao Flamengo. Já fui atleta, funcionária, conselheira, agora sou presidente.



Então, seu trabalho de cuidado, a preocupação com os funcionários tem semelhanças como a de uma síndica de um grande condomínio?Particularmente, sempre quis cuidar das instalações do clube. Eu cresci aqui, frequento a Gávea, e meus filhos também. A maioria dos presidentes não vem ao clube e por isso não tem o menor carinho. Não se importam se o banheiro está sujo porque eles não usam. Isso é muito sério. Quando estou de baixo-astral ando no clube porque vejo as pessoas falando. No dia em que os meninos (do futebol) vieram à piscina, as senhoras gritaram: “O clube melhorou muito, só não melhoraram os jogadores.” Tentaram me agradar, mas acabaram me derrubando (risos).


Dá para dimensionar a pressão do cargo?Sentar nessa cadeira não é fácil. Acordo e durmo com o peso de uma nação nas costas. Por isso, respeito todos os que passaram aqui. É uma responsabilidade monstra. Leio muitos modelos que deram certo para aprender. Tem um livro do Obama que se chama “Audácia e esperança”. E pensava muito isso. Que era uma audácia e uma esperança eu me tornar presidente do Flamengo. Tem uma parte do livro que diz: "as pessoas só pensam no que destrói. E aqui é assim".


Por quê?
Ninguém é obrigado a gostar de mim, me aguentar, mas o Flamengo tem que estar acima disso. Isso é o que nos une. Que a crítica e a pancada não sobressaiam ao que tem de bom aqui. Foi o que sempre fiz. Saí escorraçada daqui no início de 2009 (quando era vice de esportes olímpicos) e não falei de ninguém. Não atrapalhei nada, não criei tumulto. Não vou dormir com ódio. O bom dirigente é aquele que não atrapalha. Quem quer ser maior do que o Flamengo não pode estar aqui. Quem manda aqui é a nação.


Mas, por mais que ocorram melhorias no clube, o torcedor de uma maneira geral só se importa com o time de futebol...Lógico que a torcida quer saber de título. Mas também tenho que atender a quem me elegeu, até por reconhecimento. Lógico que preciso atender a torcida, até porque é o nosso maior cliente, consumidor, e por isso criaremos a ouvidoria. E o sócio porque ele vota, é o dono do patrimônio do clube. Eles têm que estar satisfeitos.


Há também a preocupação com o fim das obras no CT?Estamos trabalhando tudo no CT. Quando cheguei aqui, não tínhamos nem a planta. O escritório de arquitetos não recebia, e as plantas estavam confiscadas. A partir daí, tive que tirar as 38 licenças. Depois, o estudo topográfico. Não podemos arrancar nenhuma árvore. Todas dos 130 mil metros quadrados são catalogadas. Tenho o cuidado de começar a coisa direito para não ter a obra embargada. Já conseguimos dinheiro para começar o módulo dez, que são os alojamentos.



Por falar em alojamento, a casa que servia de moradia para os meninos da base era conhecida como Carandiru. Como foi a primeira visita ao local?Fiquei até deprimida no dia. Não tinha cortina nas janelas, eles colocavam uns panos para diminuir a claridade. Cheiro horrível, colchões mofados, sem roupa de cama... O Flamengo licencia edredons, roupa de cama e nem pedia isso às empresas. Eu levei para lá. Tudo que a gente tem com a marca do Flamengo, copos, talheres, eu pedi. As coisas estavam quebradas, mofadas, enferrujadas. Geladeira, freezer, tudo muito ruim. E aí começamos a limpeza. Colocamosi persianas, melhoramos banheira, trocamos roupa de cama.  Pegamos os meninos, tiramos de lá, alugamos uma casa ao lado para eles ficarem perto do CT. São uns 30 meninos, e aí começamos a melhorar a alimentação. Foram pequenos detalhes: pusemos uma tropa de choque na base para controlar a entrada e saída de tudo.



Mas também houve muitos relatos de indisciplina, como caso de jogador andando pelado pelas dependências da concentração. Como lidar com essa baderna?Não tinha limite. Não gosto de falar mal, mas uma coisa necessária é investir na base, o que estamos fazendo. A chegada do Zico deu uma melhorada louca na coisa da disciplina. O que pode, o que não pode. O CT fica um pouco distante. Tenho notícias, mas não vou lá todos os dias. É um trabalho a longo prazo, que não vai aparecer no começo.


De zero a dez, qual a nota para a sua gestão nestes nove meses?Eu me dou 7,5. O dez é só se o Flamengo for campeão. Acho que estou acima da média.


Mas nas ruas existe essa aprovação?A grande maioria me aborda e fala: “você vai limpar” o Flamengo. A torcida tem essa ideia de limpeza. A leitura que as pessoas fazem é da moralização. Acho bom. Ainda bem que passo isso. Porque resultado vai sair. Na verdade, no Campeonato Brasileiro, um ganha e 19 perdem (risos), mas temos outros objetivos. O Inter não ganhou o Brasileiro e levou a Libertadores. Não pode é ficar em 16º. Isso não pode.



Qual foi o pedido mais inusitado?A paixão é uma coisa incrível. Às vezes, o treinador tem um jogo e já pedem: “Manda o Silas embora.” Aí falam mal de jogador, perguntam: “Cadê o Ronaldinho Gaúcho?”. Quando saio, tenho que estar disposta. Cinema nem vou mais porque apagam as luzes e as pessoas berram. Quando janto, percebo que tem alguém falando para que eu escute. Isso quando não cantam o hino de outro clube. A maior arma que tenho é o bom humor.
adriano atacante do flamengo'Perder Adriano é difícil. 'Segura, dois, três marcadores', afirmou Patrícia Amorim (Foto: Agência Globo)

É complicado o torcedor entender como o time campeão brasileiro está tão mal no Brasileiro. Há alguma conclusão?Estamos em outro momento. Fomos campeões e alguns não estão mais aqui. Perder o Adriano é difícil. Não é apenas pela qualidade do jogador. Ele é um cara que segura dois, três marcadores. Quebra o time adversário. E não cai. Apanha, apanha e não cai. Não tem substituto à altura. Perdemos o Bruno, um capitão. Ele brigava pelo grupo, sempre vinha à minha sala. Depois, fica o Lomba tentando se afirmar. No início, com um olhar numa mistura de ansiedade com constrangimento.


Mas dá para notar evolução?Acho que com o Silas deu esse estalo. Está todo mundo precisando se abraçar. O time tem elenco, qualidade técnica, bagagem... Faltava o carinho amigo. E aos poucos melhoramos isso passando filmes de motivação, brincando bastante.


Imagina o que passa na cabeça do Willians, que dormia no quarto com o Bruno"
 
 
 
Essa preocupação é por causa do trauma provocado pela saída repentina do Bruno?Os fatos mexeram. É impossível não mexer. Imagina o que passa na cabeça do Willians, que dormia no quarto do Bruno? Quando estive no Fórum (na tarde de sexta-feira, como testemunha do processo), dei de cara com aquela cena. Magro, abatido, chorando. Por uns minutos você tem vontade de colocá-lo no colo e não quer saber se ele é culpado ou inocente. Você conviveu com a pessoa e só quer ajudar. Passei seis, sete meses com ele. A torcida demorou a voltar ao estádio. É uma coisa muito dura. Está sendo ainda. Uma grande emoção que tive foi quando voltamos da Copa, o comportamento da torcida. Estava todo mundo gritando “time de assassino”. Ganhamos o jogo do Botafogo. Saímos da delegacia e entramos em campo de novo.



O Bruno chegou a conversar com você nesse encontro no Fórum?Conversei rapidamente porque ele estava passando mal. Dei um beijo, uma força, mas parecia que o Bruno não estava escutando porque tinha tomado remédio.
bruno flamengo'Bruno sempre foi ídolo. O que aconteceu quem tem
que responder é ele. Jamais pode dizer que o clube
o abandonou', diz Patrícia (Foto: Agência Estado)
 
 
O advogado do Bruno, Ércio Quaresma, tem feito pesadas acusações ao Flamengo, dizendo que o goleiro foi abandonado e que há dívidas pendentes.

O advogado quer jogar a culpa no Flamengo. O clube é vítima, o que aconteceu fora não podemos abraçar como nosso. A gente tem todo o carinho e sabe da importância do jogador na conquista do Brasileiro e do pentatri. Isso está na história e ninguém tira dele. Bruno sempre foi ídolo, o que aconteceu quem tem que responder é ele. Jamais pode dizer que o clube abandonou.


Qual a situação contratual dele?
O contrato está suspenso. Não dá para pagar por prestação de serviços que não existe. O advogado deu um show quando veio aqui na Gávea. Dizia que queriam acabar com o Bruno, mas ele não ia deixar. Quem quer acabar com o Bruno aqui? O clube não o abandonou. Bruno chegou ao status que teve pela contribuição do Flamengo.


Mesmo se for inocentado, ele não joga mais no Flamengo?Estou aqui para defender a instituição, e este caso trouxe um desgaste muito grande. Se ele for considerado inocente e sair, joga no Flamengo? Não, hoje o nosso goleiro é o Lomba, a gente já virou essa página e seguiu em frente. Se ele for inocentado, será carinhosamente recebido. Ele e qualquer pessoa que deu contribuição para a história do clube. É diferente de representar e defender a camisa da instituição.


O clube adotou uma postura de não falar sobre o caso. Por quê?Acho que nossa postura foi muito certa. Temos que falar de futebol, de esporte. Conseguimos tirar nosso nome disso. O caso Bruno trouxe prejuízos, e não foram pequenos. Tem cicatriz. Não dá para jogar aqui, né? Isso aqui não é brincadeira. Queremos grandes resultados, grandes atletas e vender credibilidade. Uma história como essa mancha, não é fácil. Não é só a torcida adversária berrar, debochar. Há orientação para os jogadores não falarem no caso.


Além do problema com o Bruno, há uma forte crítica ao período que o Flamengo ficou sem um vice-presidente no futebol (Patrícia acumulou a função) após a saída do Marcos Braz. Foi um erro da sua gestão?Ficou sem comando por algum tempo para provar a todos que não tinha intenção de derrubar ninguém. Queria que desse certo. Mas não deu e tive que tomar atitude. Parei e pensei em montar um modelo profissional. Trabalhei quietinha com o Zico. Era uma conversa que estava acontecendo e em determinado momento não tinha esperança. Mas no dia que estava vendo um dos jogos da final do basquete contra o Brasília, o Zico ligou e fui para lá para conversar. Eu tremia. Mas pensei: ele não vai me chamar para dizer não. Foi muito legal, muito bacana.
Zico Patricia Amorim FlamengoPatrícia diz que Zico trabalha intensamente no Fla. E conta como se emocionou quando ele a procurou. 'Ligou e fui conversar. Tremia. Mas pensei: não vai me chamar para dizer não'  (Foto: Cezar Loureiro / Globoesporte)
 
 
 
Pouco mais de 100 dias depois de ele assumir há correntes políticas denunciando supostas irregularidades na gestão. Como você recebe isso?Politicamente o clima está pesadíssimo. Alguma oposição eu já imaginava porque tem gente que nasce contra tudo e contra todos. Mas bater no Zico é de uma covardia enorme, monstra. O que essas pessoas fizeram de relevante para o clube? Eu escrevi alguns bons capítulos do clube, mas o Zico escreveu os melhores, talvez o melhor. Então acho que o nível de tolerância tem que ser muito maior. Com tão pouco tempo, acho lamentável. As pessoas vão se arrepender porque o trabalho vai acontecer. Se houvesse alguma prova teria que ser encaminhado internamente. Mas o que as pessoas estão fazendo, jogando coisas sem cabimento, eu não consigo entender.


Uma das acusações que circulam no clube sugere que houve uma espécie de terceirização das divisões de base para beneficiar o fundo de investimentos MFD, que arrendou o CFZ recentemente.Nós dispensamos um número grande de jogadores por questão técnica. Alguns do CFZ foram aproveitados porque eram bons. Tenho diretor executivo da base, que é o Noval, filho de um grande benemérito do clube. Quando escuto, pergunto. Mas acho que há um certo exagero.


Como explicar tantos problemas?Você pode imaginar uma mulher presidente? E ainda vindo de esporte olímpico? Pode imaginar que todos eles tentaram trazer o Zico e não conseguiram? Pode imaginar que vou receber o clube com 300 milhões de reais de passivo, 70 milhões de verba antecipada, e fui desafiada que não conseguiria sequer pagar o salário de janeiro e agora estamos com salários e impostos em dia sem nenhuma antecipação? Só consigo imaginar o clube ter uma crise quando não está pagando. Lógico que, se o resultado não vier, é outro tipo de crise. Mas jogador com salário em dia não tem desconforto, tem que pensar em jogar. Essa é a estrutura profissional.



E como você tem notado o Zico diante de toda essa avalanche?O Zico está assustado. Primeiro porque pergunta: "Quem é fulano que mandou email?" Falo para ele não perder tempo, tocar o barco e trabalhar. Nem acho que isso seja importante. Se estiver embasado, vamos discutir. O que mais tem é gente para criar comissão para isso e para aquilo. As pessoas têm que se preocupar é em preservar a instituição.


O projeto do Zico tem três anos. Você dá garantias de que será cumprido?Banco o Zico. Tenho confiança, é um cara do bem. Se ele escuta o filho, a mulher ou quem quer que seja, tem todo o direito. É comovente ver a dedicação dele. Às vezes fico emocionada. Perdem tempo com essa pressão.
Nesta terça-feira, não perca a segunda parte da entrevista.
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Urubutr