I made this widget at MyFlashFetish.com.

Pega de surpresa com saída de Zico, Patrícia corre em busca de soluções


Presidente se reúne com aliados antes da entrevista coletiva. Mensagem de texto por celular foi o único contato com o Galinho desde a noite de quinta



 Patrícia Amorim foi pega de surpresa com a saída de Zico. Na noite da última quinta-feira,  a presidente foi jantar com alguns aliados políticos. O prato principal era justamente a avaliação da crise no clube. Patrícia já sentia o desgaste do Galinho no comando, e procurava meios de blindar o eterno ídolo. Logo depois de sair do restaurante, a bomba: por uma mensagem de texto no celular, Zico agradecia o apoio, mas comunicava o desligamento. Cerca de 12 horas depois, a presidente ainda não encontrou soluções para a crise. O tempo corre, e as medidas devem ser anunciadas em coletiva marcada para às 17h30m, na Gávea (veja o vídeo).
Assustada com o sms de Zico na quinta à noite, Patrícia foi atrás de mais informações, mas o ex-jogador só se manifestou mesmo através de seu site oficial. A amigos, o Galinho disse que não suportava mais a pressão. Principalmente porque os ataques envolviam sua família - Bruno, um de seus três filhos, era citado nas acusações do Conselho Fiscal como um dos beneficiados pela parceria do Flamengo com o CFZ. Nesta sexta, Vantuil Gonçalves, um dos sócios do CFZ, contestou as denúncias de Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, presidente do Conselho Fiscal rubro-negro.
Sem Zico, Patrícia perdeu o chão.  Neste início de tarde, ela está reunida com o ex-presidente Helio Ferraz e com o vice de patrimônio Alexandre Wrobel. O principal objetivo é anunciar um pacote emergencial para a direção de futebol do clube.
Existe a hipótese de Helio Ferraz voltar a assumir o cargo que exerceu por um breve período antes da chegada de Zico. Outra opção é Eduardo Moraes, conhecido como Vassoura, que participou do comando do clube em 2003. Bernardo Amaral, diretor de futebol também na gestão Ferraz, é outro cotado.
Nos bastidores, porém, há quem faça força por uma união de correntes para livrar o Flamengo do rebaixamento. Foi assim em 2005, quando Kleber Leite se aliou a Márcio Braga na reta final do Brasileiro.
Read More

Sócio do CFZ : 'Isso foi uma coisa política para tirar o Zico do Fla'


Vantuil Gonçalves diz que contrato não tem nada de errado - e que, se quiser, Fla pode devolver os jogadores ao CFZ

O principal argumento do presidente do Conselho Fiscal rubro-negro, Leonardo Ribeiro, para atacar Zico foi o contrato celebrado entre Flamengo e CFZ – com a cessão de quatro jogadores para as categorias de base da Gávea. Segundo Ribeiro, ao ceder 50% do valor de jogadores para o CFZ, o Flamengo estaria sendo lesado. Vantuil Gonçalves, um dos sócios da MFD, empresa que controla o CFZ, rebateu os argumentos de Ribeiro:
- O que o Leonardo Ribeiro está dizendo é que o CFZ agiu de má fé passando direitos de jogadores para a MFD porque o Zico teria uma dívida conosco. Isso é uma bobagem. Primeiro, o Zico não tem dívida alguma com a MFD. Segundo, o CFZ não passou nada para a MFD. A MFD comprou o CFZ e pagou pelos ativos do clube, entre eles os jogadores. Isso tudo foi uma coisa política. Queriam tirar o Zico e conseguiram.
Vantuil explicou os detalhes do contrato:
- Quando compramos o clube, herdamos os jogadores. Não temos nada a esconder. Os jogadores que estão no Flamengo foram escolhidos pelo Flamengo antes do Zico assumir o futebol do clube. E eram 100% do CFZ. Mais - o contrato, pra gente, era ruim – porque o Flamengo poderia sempre escolher nossos jogadores - o CFZ ficava atrelado ao Flamengo. Ficaríamos sem liberdade de botar em outros lugares. Por isso rescindimos o contrato.
Segundo o empresário, o argumento de Ribeiro – de que o Flamengo teve um prejuízo de 50 milhões, é risível.
- Os jogadores eram do CFZ – formados pelo CFZ. Foram escolhidos pelo Toninho Barroso e cedemos 50% deles ao Flamengo. Que prejuízo é esse? O Flamengo ganhou 50% dos jogadores.
O CFZ tem quatro jogadores das categorias de base rubro-negra – três infantis e um juvenil (Rafinha). Segundo Vantuil, se o Flamengo achar o contrato ruim, basta devolvê-los:
- Se eles quiserem, a gente recebe de volta. Tem vários clubes querendo pagar por eles. Isso é tudo uma coisa política. Queriam tirar o Zico e conseguiram.
Em agosto, Zico disse, em seu site, que o CFZ tinha sido arrendado para um grupo de investidores por "cinco a dez anos". Vantuil diz que a MFD resolveu comprar o CFZ quando Zico disse que fecharia as portas do clube.
- Tivemos uma parceria com o CFZ no passado, mas tínhamos saído. Quando o Zico disse que ia fechar... nos interessamos pelo negócio. Compramos o clube e arrendamos o espaço em Vargem Pequena. O espaço físico no Recreio continua sendo do Zico – que gentilmente cede o campo para que Flamengo e CFZ jogassem suas partidas oficiais. Mas lá não é CFZ mais.
A MFD foi criada em 2006 tendo como um de seus principais investidores o banqueiro Diniz Ferreira Batista – inicialmente para ajudar o Botafogo, clube do coração de Diniz. A partir de 2007, porém, os investimentos da empresa se diversificaram. Hoje a MFD tem percentual de direitos econômicos de jogadores de vários clubes como Grêmio, Corinthians, Duque de Caxias , entre outros. No Flamengo, a MFD teve participação nos direitos de Renato Augusto, Kayke, Vinícius Colombiano e ainda tem um pequeno percentual nos direitos do lateral esquerdo Juan.
Read More

Vice de futebol segue os passos de Zico e também entrega cargo no Fla


Vinícius França deixa departamento com apenas um diretor: Isaías Tinoco


Por Eduardo PeixotoRio de Janeiro
Vinícius França seguiu os passos de Zico e deixou a vice-presidência de futebol do clube, cargo que ocupou por aproximadamente três meses. Espécie de conselheiro do Galinho na Gávea, o dirigente não via mais motivos para continuar no clube na ausência do ídolo.
Com isso, o único dirigente que resta no departamento de futebol rubro-negro é Isaías Tinoco, que, nesta última passagem, está no cargo desde o início de 2005.
A presidente Patrícia Amorim dará entrevista coletiva no Ninho do Urubu na tarde desta sexta-feira. O treino está marcado para 15h.
Read More

Patricia Amorim convoca reunião de emergência para decidir futuro do Fla

Vinicius Castro
No Rio de Janeiro

A saída de Zico já começa a trazer consequências ao Flamengo. Prova disso é que a presidente, Patrícia Amorim, convocou uma reunião de emergência com toda a diretoria e o departamento jurídico para que seja definido o futuro do clube agora sem o seu diretor executivo.
A tendência é que a presidente do clube se pronuncie após o treinamento desta tarde, no Ninho do Urubu, em Vargem Grande Zona Oeste do Rio de Janeiro. Patrícia Amorim deverá falar sobre as diretrizes que irão tomar conta do clube da Gávea.
Enfrentando muitas resistências no Flamengo, Zico, que exercia o cargo de diretor executivo, resolveu deixar o clube. Sua saída foi confirmada no início da madrugada de sexta-feira, pelo próprio Galinho, o maior ídolo da história rubro-negra, em seu site oficial "Zico na Rede".
O principal motivo para o desligamento do clube foram as acusações do Conselho Fiscal em relação às negociações e suposto envolvimento dos seus filhos no futebol rubro-negro. Ultimamente, o ídolo andava calado e dificilmente conversava com a imprensa.
Coincidência ou não, durante o dia circulava na Gávea a informação de que Zico poderia deixar o Flamengo no fim de semana. Na calada da noite a decisão foi anunciada. A expectativa é a de que a presidente Patrícia Amorim conceda uma entrevista coletiva nesta sexta-feira para explicar o caso e os rumos do Flamengo após a perda do ídolo.
Read More

Leonardo Ribeiro: Zico 'abandonou o barco' na véspera do clássico


Um dos pivôs da demissão, presidente do conselho fiscal critica atuação do dirigente e não teme ser apontado pela torcida como vilão





Presidente do Conselho Fiscal Leonardo Ribeiro faz ato na GáveaLeonardo Ribeiro (de terno) critica atuação de Zico
(Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)
Presidente do conselho fiscal do Flamengo, Leonardo Ribeiro lamentou a decisão de Zico, que na madrugada desta sexta-feira pediu demissão do cargo de diretor executivo. Não pela saída em si, mas pelo efeito que ela poderá causar na equipe, especificamente no clássico deste sábado, contra o Botafogo. Em entrevista por telefone, ele afirmou que "um rubro-negro não pode abandonar o barco na véspera de um jogo como esse" e que não teme ser apontado como vilão pelo fim da era Zico como dirigente.  
- A força dos documentos e da verdade reverte isso com o tempo.
Em carta aberta publicada em seu site, Zico explicou que não podia carregar a desconfiança do  conselho fiscal, "um dos setores mais importantes do clube", e não aceitava acusações envolvendo sua família e o CFZ. Confira abaixo a entrevista com Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo.
GLOBOESPORTE.COM: O que achou da saída de Zico?
Leonardo Ribeiro: Seria muito mais simples se ele tivesse recebido os ofícios que ficaram sem resposta e são mais de 15, entre eles da dispensa de diversos atletas. Ele saiu porque o nosso objetivo é trazer de volta os direitos de clube formador que foram transferidos para esse fundo (MFD). Determinei que seja feita uma comissão para saber os termos da rescisão do contrato do Flamengo com o CFZ. Depois do relatório podemos voltar à carga.
Esperava que ele tomasse essa decisão?Lamento o corrido na véspera de um grande classico. Quem é rubro-negro não pode abandonar o barco na véspera de um jogo como esse.
Na internet, a torcida elegeu você como grande vilão...
Essa internet funciona como o Clarim Diário perseguindo o Homem Aranha. Mas a força dos documentos e da verdade reverte isso com o tempo. Havia perigo real, pelo procedimento adotado, de dispensa de 20 atletas, com contratação de jogadores do CFZ. E o clube sofreria um prejuízo de milhões. As divisões de base seriam terceirizadas. No momento eu respeito a opinião da torcida. Sei da idolatria, mas os procedimentos nao foram bons.
Teme alguma reação?
Não vou precisar me defender porque sou torcedor do Flamengo. Essa matéria eu conheço de cor e salteado. Inclusive, amanhã (sábado), irei assistir ao jogo na Torcida Jovem.
No geral ele foi mal. Demitiu
uma comissão técnica campeã, colocou no Bruno a culpa dos problemas do Flamengo e fez contratações no último dia, inflacionando os preços"
Leonardo Ribeiro
Qual a análise do torcedor Leonardo Ribeiro do dirigente Zico?
A decepção maior foi com a demissão na véspera do jogo. Mas no geral ele foi mal. Demitiu uma comissão técnica campeã (preparador físico Alexandre Sanz, preparador de goleiro Roberto Barbosa e o auxiliar Marcelo Salles), colocou no Bruno a culpa dos problemas do Flamengo e fez contratações no último dia, inflacionando os preços. A própria imprensa diz isso.
Qual é o futuro do Flamengo?
A instituição provou que é mais forte do que qualquer pessoa. Havia reclame para a mudança. O Flamengo ganha (do Botafogo) com dois gols de Val Baiano. É o melhor remédio contra a crise.
Read More

Fora do Flamengo, Zico acompanha nascimento de seu terceiro neto

Do UOL Esporte
Em São Paulo
  • Antes de deixar o cargo de diretor executivo do Flamengo, Zico comemorou nascimento de 3º neto
    Antes de deixar o cargo de diretor executivo do Flamengo, Zico comemorou nascimento de 3º neto

Horas antes de anunciar oficialmente a sua saída do Flamengo, Zico teve ao menos um motivo para comemorar na quinta-feira. Ele presenciou o nascimento do seu terceiro neto na maternidade Perinatal da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Antonio nasceu às 19h20 de quinta-feira, filho do caçula de Zico, Thiago Coimbra, com sua mulher Mariah. No começo da madrugada de sexta, o Galinho deixava de exercer o cargo de diretor executivo do Flamengo.
“Uma felicidade grande aqui com a chegada do Antonio, mais um menino para se juntar ao Felipe e ao Gabriel, filhos de Bruno e Danúbia. A família crescendo”, disse o ídolo flamenguista em seu site oficial “Zico na Rede”. “É uma emoção muito grande”, resumiu Thiago Coimbra.
As acusações do Conselho Fiscal do Flamengo em relação às negociações e suposto envolvimento dos filhos de Zico no futebol do clube foram o motivo para a sua saída. Ele ficou apenas quatro meses no cargo.
Read More

Júnior: 'O torcerdor do Fla tem que cobrar dessa diretoria'

Rio -  idolo do Flamengo, o jogador Júnior teve uma experiência semelhante à de Zico quando foi contratado por Márcio Braga para gerir a Fla-Futebol. Em entrevista à CBN, craque disse que não estava surpreso com a forma como aconteceu a saída do Galo.
"Para dizer a verdade não me supreende todas essas pressões. Eu mesmo já passei por isso em 2004. O que eu vi foi uma grande maioria que era contra algo que possa dar um novo rumo o Flamengo", afirmou em entrevista. Para Júnior, caberá a torcida rubro-negra fazer as cobranças aos dirigentes do clube.
"O torcedor do Fla tem mais que cobrar dessa diretoria. Tem que cobrar das pessoas que não respaudaram o trabalho dele. A perda do Zico hoje é maior do que todo mundo está imaginando", comentou o Júnior.
Read More

Surpreso, Hélio Ferraz lamenta demissão de Zico

Vice presidente diz que dirigente motivava Patrícia Amorim


LANCEPRESS!
A demissão de Zico pegou todos de surpresa. Inclusive o vice presidente de futebol do Flamengo, Hélio Ferraz. Lamentando o desligamento de Galinho num momento conturbado, o dirigente explica que por tudo representa, os fatos ocorridos repercutiram mais do que o costumeiro.
- O Flamengo é um monstro de muitas cabeças. Um dirigente enfrenta isso cotidianamento. Pelo fato de ser o Zico, tudo ganhava uma divulgação maior da mídia e causou maior impacto na opinião pública - revelou Hélio Ferraz.
De acordo com Helinho, os acontecimentos fizeram com que Zico ficasse muito desgastado e reconhece que muitos segmentos do clube sentiram a sua falta.
- Não foi na melhor oportunidade. Vamos ter nos organizar. A gente via que ele estava muito desgastado. A presença de Zico motiva a presidente e a nós todos. É uma pena - vice presidente Hélio Ferraz.
Read More

Muricy Ramalho critica saída de Zico do Flamengo

Treinador diz que cultura do futebol brasileiro é errada
Muricy criticou a saída de Zico do Flamengo
Muricy criticou a saída de Zico do Flamengo (Crédito: Gilvan de Souza)
LANCEPRESS!
A repentina saída de Zico do Flamengo, foi criticada pelo técnico do rival Fluminense, Muricy Ramalho. Para o treinador a forma como este tipo de assunto é tratado no futebol brasileiro é muito amadora.
- Isso são coisas da cultura brasileira, que é errada. O que se pensa é na vitória. Derrota define se profissional é bom. Às vezes não se ganha, mas o profissional é competente e não está dando certo. Por isso que há clubes que não saem do lugar, não ganham nada e não crescem. Em todas as áreas, só se usa a emoção para decidir as coisas no Brasil. pensamos muito pequeno, de certa forma com amadorismo - criticou.
Recentemente algumas polêmicas no futebol brasileiro ganharam as páginas. Como as conturbadas saídas de Dorival Júnior, do Santos e agora a de Zico do Flamengo, além da demissão de Vanderlei Luxemburgo do Atlético-MG
Read More

Para sociólogo, modelo de gestão prejudica Zico

Para Ronaldo Helal, o dirigente não tem autonomia no clube



LANCEPRESS!
Uma das principais críticas dos defensores de Zico é o modelo escolhido para o futebol rubro-negro. Como é composto hoje, o departamento fica todo sob a responsabilidade do Galinho, que não tem com quem dividir obrigações diárias.
Quando chegou para assumir o departamento de futebol, Zico propôs a contratação do ex-volante da Seleção Emerson para atuar como gerente. A aquisição não foi aprovada pelo clube. Vinicius França, vice de futebol, não tem ingerência no departamento e, por isso, auxilia muito pouco Zico no dia a dia.
Segundo o cientista social Ronaldo Helal, o modelo escolhido pelo Flamengo não muda em nada a forma de administrar o futebol do clube. Para Helal, Zico não tem a autonomia necessária, uma vez que, ainda segundo o pesquisador, precisa recorrer aos vices-presidentes antes de tomar qualquer decisão.
– O Zico não pode contratar e nem mandar embora sem o consentimento do vice de finanças, por exemplo. Ele ou qualquer outro executivo tem de ter autonomia geral para gerir o departamento, sendo, obviamente, cobrado, periodicamente, pelos poderes do clube – explica Helal.
Além de Zico e Vinicius França, Isaías Tinoco também integra o comando do futebol, mas sua atuação está restrita à logística, à parte disciplinar e ao registro de jogadores.
Read More

Magoado, Zico disse ao LNET!: 'Podem me perder para sempre'

Maior ídolo da História do Rubro-Negro se desliga da direção do futebol
Zico: 'Aos poucos, o amor está acabando'
Zico: 'Aos poucos, o amor está acabando' (Crédito: Gilvan de Souza)
CARLOS MONTEIRORIO DE JANEIRO 
Entre em contato
NATHAN DE LIMARIO DE JANEIRO 
Entre em contato
PEDRO HENRIQUE TORRERIO DE JANEIRO 
Entre em contato

A imunidade alcançada em campo com as jogadas do Camisa 10 da Gávea está desfeita. Como dirigente, Zico teve de descer do olimpo dos deuses da bola. Ficou vulnerável a críticas entre erros e acertos. Como dirigente, a fervura atual do caldeirão rubro-negro deixou o Galinho desgastado. Magoado. Maior ídolo da História do Flamengo, Zico anunciou a sua saída do clube.
– Acho que o Flamengo pode acabar me perdendo para sempre – desabafou Zico ao LANCENET! antes de anunciar sua saída em seu blog.
Em apenas quatro meses de clube, o Galinho enfrentou inúmeras dificuldades no comando do departamento de futebol. Do Caso Bruno a acusações internas de que as contratações de Val Baiano e Borja teriam beneficiado financeiramente seus filhos, Bruno e Júnior, Zico teve de se desgastar. Trazido pela presidente Patricia Amorim, o maior ídolo rubro-negro ficou no meio da fogueira. Sentiu-se sozinho diante dos fortes golpes dados pela oposição à presidente.
O assunto sobre a parceria entre Flamengo e CFZ o deixou extremamente irritado. Nesta semana, pressionada por uma reunião do Conselho Fiscal para analisar o acordo, a presidente Patricia Amorim divulgou, um dia antes, nota oficial em que afirmara que a parceria fora rescindida tão logo Zico assumiu o cargo, em junho. Exposto mais uma vez ao fogo cruzado interno, o dirigente garantiu que a rescisão só ocorrera em agosto. Um desgaste desnecessário.

Dentro dos corredores da Gávea, a oposição rubro-negra entendeu que para atingir a presidente Patricia Amorim era necessário, antes, desestruturar seu grande alicerce, Zico. A cada instante, o trabalho do dirigente era questionado, denúncias surgiam e a oposição promete investigação feroz.
Dentro do próprio pelotão de Patricia Amorim, havia quem questionasse o trabalho de Zico ao apontar erros na condução do futebol. Mas o atual panorama do clube desanimou Zico e o fez, numa transparência surpreendente, conceder uma forte declaração antes de anunciar sua saída em seu site oficial.
– Aos poucos, o Zico e o Flamengo, o amor...está acabando – afirmou o maior ídolo do clube.
Read More

Leonardo Ribeiro: de Capitão Léo a presidente do Conselho Fiscal do Fla


Ex-chefe de torcida organizada é pivô da crise que culminou com a saída de ZIco do clube rubro-negro3




Presidente do Conselho Fiscal Leonardo Ribeiro faz ato na GáveaLeonardo Ribeiro, de terno, em recente ato na
Gávea (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)
Ele já foi chefe de torcida, vice-presidente da Federação de Futebol do Rio (Ferj) e candidato a presidência do Flamengo. Mas nunca Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, esteve tão em evidência. Conhecido pelo temperamento expansivo, o presidente do Conselho Fiscal se tornou o principal desafeto de Zico nos quatro meses em que o maior ídolo rubro-negro comandou o futebol do clube.

Capitão Léo e controvérsia são termos próximos. Há duas semanas, o dirigente foi preso no Engenhão acusado de desacatar o policiamento – e dormiu 48 horas na cadeia. Na Gávea, sua lista de confrontos é extensa. Ele foi reeleito presidente do Conselho Fiscal em março – numa disputa contra Sebastião Pedrezzi em que não houve candidato da situação (a presidente Patrícia Amorim declarou que o cargo deveria ficar com a oposição por sua natureza).

No ano passado, Léo foi protagonista de cena bizarra com com o então presidente Márcio Braga -  por conta da aprovação das contas no Conselho Fiscal. Uma entrevista coletiva de Braga foi interrompida por Léo que, aos berros, dizia que não concordava com os números apresentados e dizia que o presidente era “mentiroso”.
A história do dirigente no Flamengo é extensa. Durante muito tempo, ele foi líder da Torcida Jovem do Flamengo – e nos anos 90 entrou para a política do clube. Formado em advocacia, fez contatos politicos e se tornou representante do Flamengo na Federação do Rio. Os contatos prosperaram e Léo ganhou um cargo ainda na gestão Eduardo Vianna (o Caixa D’Água). Até 2007 permaneceu em uma das inúmeras vice-presidências da Ferj – a de Controle Interno.

No Flamengo, a força política do dirigente-torcedor também cresceu. Em 1999, ele foi um dos responsáveis pelo afastamento do ex-goleiro Gilmar Rinaldi (hoje agente de Adriano), que havia sido contratado como superintendente de futebol do clube.

- Quando cheguei ao Flamengo tentei desmontar uma máfia montada pelas organizadas. Tinha sorteio de rifa, bingo, tudo feito com permissão da presidência para manter o apoio político. Tinha jogador dando dinheiro para torcedor… eu me recusei e fui perseguido - disse Rinaldi na época.
Atuações controversas no Conselho Fiscal
Ainda em 1999, Léo foi um dos principais responsáveis pela aprovação das contas do então presidente Edmundo Santos Silva no Conselho Fiscal.

- A Jovem Fla garantiu 32 dos 146 votos no Conselho - disse Léo na época.
Edmundo foi reeleito com apoio das organizadas em 2000 para, pouco menos de dois anos depois, ser ejetado via impeachment. O poder político de Léo, porém, não diminuiu. Ele conseguiu ser eleito presidente do Conselho Fiscal na gestão Márcio Braga. Foi nesse posto que acabou questionando Zico, tornando-se um dos protagonistas da crise rubro-negra atual.
Read More

Forte pressão política marca os últimos dias de Zico no Fla


Alvo de duras críticas internas, maior ídolo deixa Flamengo sem realizar mudança alguma no cotidiano do clube

Por Eduardo Peixoto

Rio de Janeiro


Hino do clube estourando na caixa de som, plateia chorando, Patrícia Amorim sorridente entregando a camisa 10. O dia 1º de junho de 2010 marcou a volta de Zico ao Flamengo. Era a esperança de um novo tempo, o resgate de um Flamengo histórico. O desafio era gigantesco e seria encarado por três anos. Mas o sonho durou exatos quatro meses e terminou no meio da madrugada desta sexta-feira, com as luzes da Gávea apagadas e sem ninguém para reverenciá-lo. A mensagem de despedida no site oficial postada no início desta sexta-feira é dura, mas direta e diz que o Flamengo atual morreu no coração dele.
Para a torcida, a decisão foi inesperada, surpreendente. Mas quem convivia com o Galinho notava que a alegria o abandonara há algum tempo. Ele passou as últimas semanas pensativo, tendo que dividir o tempo entre os (muitos) problemas do time profissional e a necesidade de defender-se de uma série de acusações que partiram dos corredores da Gávea e estabelereceram-se no Conselho Fiscal.
Em tão pouco tempo surgiram algumas denúncias. Envolveram os filhos dele em supostas transferências de jogadores para o Rubro-Negro e questionaram a parceria do Flamengo com o CFZ. Acusaram Zico de "terceirizar" as divisões de base para favorecer a empresa MFD, que arrendou o clube dele por dez anos.
Tudo desmentido com veemência e, segundo Zico, facilmente refutável com provas documentais. Mas ele não teve paciência para encarar tamanho desgaste. Notou que a guerra política o atrapalharia e prejudicaria ainda mais o Flamengo, um clube em que todo mundo tem voz.
Zico sofre mesmo desgaste que Júnior em 2004
zico flamengo aeroporto goianiaZico no aeroporto de Goiânia na última quarta-feira (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)

Poucas horas antes de comunicar a decisão, o diretor executivo conversou com José Carlos Dias. O ex-vice de finanças foi quem arquitetou a volta dele ao Fla, e notou o ex-craque desgostoso, prestes a desistir do projeto.
- Os que deixaram o Flamengo sem talão de cheques são os mesmos que batem no Zico. Sinto vergonha do que fizeram com o Júnior em 2004 e do que fazem com o Zico agora. Querem derrubar a maior reserva moral do clube a troco de nada. Quem vai ser o próximo? - disse, em tom indiganado.
Outro ídolo da história rubro-negra, Júnior teve problemas semelhantes em 2004. Contratado por Marcio Braga para gerir profissionalmente o Fla-Futebol, ele sofreu com o boicote deliberado da ala amadora da diretoria por causa de meia dúzia de maus resultados.
O caso emblemático ocorreu na contratação do atacante Dimba, conduzida pelo vice-geral Arthur Rocha sem o consentimento do departamento de futebol. Diante do desconforto que a situação causou, Rocha não se fez de rogado e avisou que o "marujo", referindo-se a Júnior, não deveria se meter nas ordens do comandante.
Desta vez, em tom mais brando, o vice-geral Hélio Ferraz disse que haveria cobrança sobre o piloto (Zico). Era um claro sinal de que a diretoria não estava satisfeita com o trabalho. Dentro de campo o time não se encontrou. Os reforços necessários para substituir o Império do Amor - Diogo e Deivid - só chegaram no último dia da janela de transferências.
Àquela altura, o dirigente Zico tinha debitado na conta as contratações de Borja e Val Baiano e a má condução do comando da equipe. Primeiro por manter Rogério Lourenço mesmo com críticas pesadas da torcida. Depois por investir e insistir em Silas. O resultado na tabela é o 15º lugar, com 29 pontos, e a ameaça de rebaixamento.
Mas nada disso foi capaz de abalar o prestígio do ídolo com a torcida. Na internet surgiu o movimento "Com Zico Pelo Flamengo", que visava a apoiá-lo irrestritamente na tentativa de mudar o Flamengo. Nas redes sociais houve comoção instantânea assim que a notícia se espalhou. Chegaram a cogitar que ocorrera uma invasão "de um vascaíno" no site oficial de Zico. Apenas uma tentativa de amenizar a frustração por, mais uma vez, ver o sonho de um novo Flamengo naugrafar.
A política
Zico com camisa do Flamengo 2010Zico no dia da sua apresentação à imprensa em 31
de maio (Foto: Reprodução)
- Pronto, a Patrícia conseguiu a blindagem que precisava.
A frase foi dita por um dos conselheiros da oposição assim que Zico aceitou o cargo de diretor-executivo do futebol rubro-negro. E foi assim nesses quatro meses. Patrícia Amorim teve um início de mandato conturbado, com mil e um problemas no futebol que terminaram com a saída do vice de futebol Marcos Braz e do técnico Andrade no meio da disputa da Taça Libertadores.
A eliminação nas quartas de final e o "abandono" por quase dois meses do departamento de futebol aumentaram a pressão. A oposição preparava ataques ferozes à Patrícia e a sensação era de que pretendiam tirá-la à força da cadeira de presidente. Mas, habilmente, a dirigente conseguiu o melhor escudo: o maior ídolo da história rubro-negra para auxiliá-la.
Só que nem Zico ficou imune aos questionamentos. E a mira voltou-se contra ele rápido demais. Patrícia chegou a dizer que ele estava "assustado" com a avalanche de questionamentos e garantiu que o bancaria. Sabia que, no fundo, ele era uma grande segurança política. Que já não existe mais e novamente colocará a capacidade dela de administrar crises à prova.
Read More

Urubutr