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Muricy Ramalho critica saída de Zico do Flamengo

Treinador diz que cultura do futebol brasileiro é errada
Muricy criticou a saída de Zico do Flamengo
Muricy criticou a saída de Zico do Flamengo (Crédito: Gilvan de Souza)
LANCEPRESS!
A repentina saída de Zico do Flamengo, foi criticada pelo técnico do rival Fluminense, Muricy Ramalho. Para o treinador a forma como este tipo de assunto é tratado no futebol brasileiro é muito amadora.
- Isso são coisas da cultura brasileira, que é errada. O que se pensa é na vitória. Derrota define se profissional é bom. Às vezes não se ganha, mas o profissional é competente e não está dando certo. Por isso que há clubes que não saem do lugar, não ganham nada e não crescem. Em todas as áreas, só se usa a emoção para decidir as coisas no Brasil. pensamos muito pequeno, de certa forma com amadorismo - criticou.
Recentemente algumas polêmicas no futebol brasileiro ganharam as páginas. Como as conturbadas saídas de Dorival Júnior, do Santos e agora a de Zico do Flamengo, além da demissão de Vanderlei Luxemburgo do Atlético-MG
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Para sociólogo, modelo de gestão prejudica Zico

Para Ronaldo Helal, o dirigente não tem autonomia no clube



LANCEPRESS!
Uma das principais críticas dos defensores de Zico é o modelo escolhido para o futebol rubro-negro. Como é composto hoje, o departamento fica todo sob a responsabilidade do Galinho, que não tem com quem dividir obrigações diárias.
Quando chegou para assumir o departamento de futebol, Zico propôs a contratação do ex-volante da Seleção Emerson para atuar como gerente. A aquisição não foi aprovada pelo clube. Vinicius França, vice de futebol, não tem ingerência no departamento e, por isso, auxilia muito pouco Zico no dia a dia.
Segundo o cientista social Ronaldo Helal, o modelo escolhido pelo Flamengo não muda em nada a forma de administrar o futebol do clube. Para Helal, Zico não tem a autonomia necessária, uma vez que, ainda segundo o pesquisador, precisa recorrer aos vices-presidentes antes de tomar qualquer decisão.
– O Zico não pode contratar e nem mandar embora sem o consentimento do vice de finanças, por exemplo. Ele ou qualquer outro executivo tem de ter autonomia geral para gerir o departamento, sendo, obviamente, cobrado, periodicamente, pelos poderes do clube – explica Helal.
Além de Zico e Vinicius França, Isaías Tinoco também integra o comando do futebol, mas sua atuação está restrita à logística, à parte disciplinar e ao registro de jogadores.
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Magoado, Zico disse ao LNET!: 'Podem me perder para sempre'

Maior ídolo da História do Rubro-Negro se desliga da direção do futebol
Zico: 'Aos poucos, o amor está acabando'
Zico: 'Aos poucos, o amor está acabando' (Crédito: Gilvan de Souza)
CARLOS MONTEIRORIO DE JANEIRO 
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NATHAN DE LIMARIO DE JANEIRO 
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PEDRO HENRIQUE TORRERIO DE JANEIRO 
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A imunidade alcançada em campo com as jogadas do Camisa 10 da Gávea está desfeita. Como dirigente, Zico teve de descer do olimpo dos deuses da bola. Ficou vulnerável a críticas entre erros e acertos. Como dirigente, a fervura atual do caldeirão rubro-negro deixou o Galinho desgastado. Magoado. Maior ídolo da História do Flamengo, Zico anunciou a sua saída do clube.
– Acho que o Flamengo pode acabar me perdendo para sempre – desabafou Zico ao LANCENET! antes de anunciar sua saída em seu blog.
Em apenas quatro meses de clube, o Galinho enfrentou inúmeras dificuldades no comando do departamento de futebol. Do Caso Bruno a acusações internas de que as contratações de Val Baiano e Borja teriam beneficiado financeiramente seus filhos, Bruno e Júnior, Zico teve de se desgastar. Trazido pela presidente Patricia Amorim, o maior ídolo rubro-negro ficou no meio da fogueira. Sentiu-se sozinho diante dos fortes golpes dados pela oposição à presidente.
O assunto sobre a parceria entre Flamengo e CFZ o deixou extremamente irritado. Nesta semana, pressionada por uma reunião do Conselho Fiscal para analisar o acordo, a presidente Patricia Amorim divulgou, um dia antes, nota oficial em que afirmara que a parceria fora rescindida tão logo Zico assumiu o cargo, em junho. Exposto mais uma vez ao fogo cruzado interno, o dirigente garantiu que a rescisão só ocorrera em agosto. Um desgaste desnecessário.

Dentro dos corredores da Gávea, a oposição rubro-negra entendeu que para atingir a presidente Patricia Amorim era necessário, antes, desestruturar seu grande alicerce, Zico. A cada instante, o trabalho do dirigente era questionado, denúncias surgiam e a oposição promete investigação feroz.
Dentro do próprio pelotão de Patricia Amorim, havia quem questionasse o trabalho de Zico ao apontar erros na condução do futebol. Mas o atual panorama do clube desanimou Zico e o fez, numa transparência surpreendente, conceder uma forte declaração antes de anunciar sua saída em seu site oficial.
– Aos poucos, o Zico e o Flamengo, o amor...está acabando – afirmou o maior ídolo do clube.
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Leonardo Ribeiro: de Capitão Léo a presidente do Conselho Fiscal do Fla


Ex-chefe de torcida organizada é pivô da crise que culminou com a saída de ZIco do clube rubro-negro3




Presidente do Conselho Fiscal Leonardo Ribeiro faz ato na GáveaLeonardo Ribeiro, de terno, em recente ato na
Gávea (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)
Ele já foi chefe de torcida, vice-presidente da Federação de Futebol do Rio (Ferj) e candidato a presidência do Flamengo. Mas nunca Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, esteve tão em evidência. Conhecido pelo temperamento expansivo, o presidente do Conselho Fiscal se tornou o principal desafeto de Zico nos quatro meses em que o maior ídolo rubro-negro comandou o futebol do clube.

Capitão Léo e controvérsia são termos próximos. Há duas semanas, o dirigente foi preso no Engenhão acusado de desacatar o policiamento – e dormiu 48 horas na cadeia. Na Gávea, sua lista de confrontos é extensa. Ele foi reeleito presidente do Conselho Fiscal em março – numa disputa contra Sebastião Pedrezzi em que não houve candidato da situação (a presidente Patrícia Amorim declarou que o cargo deveria ficar com a oposição por sua natureza).

No ano passado, Léo foi protagonista de cena bizarra com com o então presidente Márcio Braga -  por conta da aprovação das contas no Conselho Fiscal. Uma entrevista coletiva de Braga foi interrompida por Léo que, aos berros, dizia que não concordava com os números apresentados e dizia que o presidente era “mentiroso”.
A história do dirigente no Flamengo é extensa. Durante muito tempo, ele foi líder da Torcida Jovem do Flamengo – e nos anos 90 entrou para a política do clube. Formado em advocacia, fez contatos politicos e se tornou representante do Flamengo na Federação do Rio. Os contatos prosperaram e Léo ganhou um cargo ainda na gestão Eduardo Vianna (o Caixa D’Água). Até 2007 permaneceu em uma das inúmeras vice-presidências da Ferj – a de Controle Interno.

No Flamengo, a força política do dirigente-torcedor também cresceu. Em 1999, ele foi um dos responsáveis pelo afastamento do ex-goleiro Gilmar Rinaldi (hoje agente de Adriano), que havia sido contratado como superintendente de futebol do clube.

- Quando cheguei ao Flamengo tentei desmontar uma máfia montada pelas organizadas. Tinha sorteio de rifa, bingo, tudo feito com permissão da presidência para manter o apoio político. Tinha jogador dando dinheiro para torcedor… eu me recusei e fui perseguido - disse Rinaldi na época.
Atuações controversas no Conselho Fiscal
Ainda em 1999, Léo foi um dos principais responsáveis pela aprovação das contas do então presidente Edmundo Santos Silva no Conselho Fiscal.

- A Jovem Fla garantiu 32 dos 146 votos no Conselho - disse Léo na época.
Edmundo foi reeleito com apoio das organizadas em 2000 para, pouco menos de dois anos depois, ser ejetado via impeachment. O poder político de Léo, porém, não diminuiu. Ele conseguiu ser eleito presidente do Conselho Fiscal na gestão Márcio Braga. Foi nesse posto que acabou questionando Zico, tornando-se um dos protagonistas da crise rubro-negra atual.
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Forte pressão política marca os últimos dias de Zico no Fla


Alvo de duras críticas internas, maior ídolo deixa Flamengo sem realizar mudança alguma no cotidiano do clube

Por Eduardo Peixoto

Rio de Janeiro


Hino do clube estourando na caixa de som, plateia chorando, Patrícia Amorim sorridente entregando a camisa 10. O dia 1º de junho de 2010 marcou a volta de Zico ao Flamengo. Era a esperança de um novo tempo, o resgate de um Flamengo histórico. O desafio era gigantesco e seria encarado por três anos. Mas o sonho durou exatos quatro meses e terminou no meio da madrugada desta sexta-feira, com as luzes da Gávea apagadas e sem ninguém para reverenciá-lo. A mensagem de despedida no site oficial postada no início desta sexta-feira é dura, mas direta e diz que o Flamengo atual morreu no coração dele.
Para a torcida, a decisão foi inesperada, surpreendente. Mas quem convivia com o Galinho notava que a alegria o abandonara há algum tempo. Ele passou as últimas semanas pensativo, tendo que dividir o tempo entre os (muitos) problemas do time profissional e a necesidade de defender-se de uma série de acusações que partiram dos corredores da Gávea e estabelereceram-se no Conselho Fiscal.
Em tão pouco tempo surgiram algumas denúncias. Envolveram os filhos dele em supostas transferências de jogadores para o Rubro-Negro e questionaram a parceria do Flamengo com o CFZ. Acusaram Zico de "terceirizar" as divisões de base para favorecer a empresa MFD, que arrendou o clube dele por dez anos.
Tudo desmentido com veemência e, segundo Zico, facilmente refutável com provas documentais. Mas ele não teve paciência para encarar tamanho desgaste. Notou que a guerra política o atrapalharia e prejudicaria ainda mais o Flamengo, um clube em que todo mundo tem voz.
Zico sofre mesmo desgaste que Júnior em 2004
zico flamengo aeroporto goianiaZico no aeroporto de Goiânia na última quarta-feira (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)

Poucas horas antes de comunicar a decisão, o diretor executivo conversou com José Carlos Dias. O ex-vice de finanças foi quem arquitetou a volta dele ao Fla, e notou o ex-craque desgostoso, prestes a desistir do projeto.
- Os que deixaram o Flamengo sem talão de cheques são os mesmos que batem no Zico. Sinto vergonha do que fizeram com o Júnior em 2004 e do que fazem com o Zico agora. Querem derrubar a maior reserva moral do clube a troco de nada. Quem vai ser o próximo? - disse, em tom indiganado.
Outro ídolo da história rubro-negra, Júnior teve problemas semelhantes em 2004. Contratado por Marcio Braga para gerir profissionalmente o Fla-Futebol, ele sofreu com o boicote deliberado da ala amadora da diretoria por causa de meia dúzia de maus resultados.
O caso emblemático ocorreu na contratação do atacante Dimba, conduzida pelo vice-geral Arthur Rocha sem o consentimento do departamento de futebol. Diante do desconforto que a situação causou, Rocha não se fez de rogado e avisou que o "marujo", referindo-se a Júnior, não deveria se meter nas ordens do comandante.
Desta vez, em tom mais brando, o vice-geral Hélio Ferraz disse que haveria cobrança sobre o piloto (Zico). Era um claro sinal de que a diretoria não estava satisfeita com o trabalho. Dentro de campo o time não se encontrou. Os reforços necessários para substituir o Império do Amor - Diogo e Deivid - só chegaram no último dia da janela de transferências.
Àquela altura, o dirigente Zico tinha debitado na conta as contratações de Borja e Val Baiano e a má condução do comando da equipe. Primeiro por manter Rogério Lourenço mesmo com críticas pesadas da torcida. Depois por investir e insistir em Silas. O resultado na tabela é o 15º lugar, com 29 pontos, e a ameaça de rebaixamento.
Mas nada disso foi capaz de abalar o prestígio do ídolo com a torcida. Na internet surgiu o movimento "Com Zico Pelo Flamengo", que visava a apoiá-lo irrestritamente na tentativa de mudar o Flamengo. Nas redes sociais houve comoção instantânea assim que a notícia se espalhou. Chegaram a cogitar que ocorrera uma invasão "de um vascaíno" no site oficial de Zico. Apenas uma tentativa de amenizar a frustração por, mais uma vez, ver o sonho de um novo Flamengo naugrafar.
A política
Zico com camisa do Flamengo 2010Zico no dia da sua apresentação à imprensa em 31
de maio (Foto: Reprodução)
- Pronto, a Patrícia conseguiu a blindagem que precisava.
A frase foi dita por um dos conselheiros da oposição assim que Zico aceitou o cargo de diretor-executivo do futebol rubro-negro. E foi assim nesses quatro meses. Patrícia Amorim teve um início de mandato conturbado, com mil e um problemas no futebol que terminaram com a saída do vice de futebol Marcos Braz e do técnico Andrade no meio da disputa da Taça Libertadores.
A eliminação nas quartas de final e o "abandono" por quase dois meses do departamento de futebol aumentaram a pressão. A oposição preparava ataques ferozes à Patrícia e a sensação era de que pretendiam tirá-la à força da cadeira de presidente. Mas, habilmente, a dirigente conseguiu o melhor escudo: o maior ídolo da história rubro-negra para auxiliá-la.
Só que nem Zico ficou imune aos questionamentos. E a mira voltou-se contra ele rápido demais. Patrícia chegou a dizer que ele estava "assustado" com a avalanche de questionamentos e garantiu que o bancaria. Sabia que, no fundo, ele era uma grande segurança política. Que já não existe mais e novamente colocará a capacidade dela de administrar crises à prova.
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O retorno de Zico: quatro meses de problemas dentro e fora de campo

No tempo em que esteve na Gávea, Galinho teve que lidar com o caso Bruno, negociações contestadas e o contrato com o CFZ sob suspeita


zico flamengo aeroporto goianiaZico, após o empate com o Goiás. Abatimento era
claro (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)

A tão aguardada volta de Zico ao Flamengo durou pouco: apenas quatro meses. No dia 30 de maio, após uma reunião com a presidente Patrícia Amorim, o maior ídolo do clube assinou um contrato como diretor executivo até dezembro de 2012 – o que acabou sendo bem mais curto, com o antigo compromisso de parceria do Rubro-Negro com o CFZ sob suspeita do Conselho Fiscal.

Ao todo, como diretor executivo no Flamengo, foram 21 jogos: cinco vitórias, oito empates e oito derrotas (um aproveitamento de apenas 36%). Porém, os problemas do Galinho estiveram longe de ser apenas dentro de campo. O "Caso Bruno", negociações bastante contestadas e a polêmica do acordo assinado entre o Fla e o CFZ, clube fundado pelo próprio ex-jogador.

Um retorno bem diferente do esperado

De tranquilo, o Galinho teve apenas os primeiros dias na Gávea. Quase um mês após a sua chegada, o goleiro Bruno foi acusado de mandar assassinar a ex-amante Elisa Samúdio, e o nome do clube passou a frequentar constantemente as páginas policiais dos jornais. Enquanto isso, os advogados do atleta, que segue preso aguardando julgamento, acusavam o Flamengo de dever dinheiro e reclamavam da falta de apoio a Bruno.

As contratações feitas na gestão de Zico também foram contestadas, tendo como maiores fracassos os acertos com Val Baiano e Cristian Borja – sendo que este último foi emprestado pelo Caxias-RS, que acusou o Rubro-Negro de não ter pago pelo negócio. Nenhum dos dois atacantes conseguiu fazer gols pelo time principal do Flamengo. A não contratação de Emerson, que acabou indo para o rival Fluminense, também fez o então dirigente sofrer pressão interna e externa.

Zico chegando na Gávea para sua coletivaPatrícia e Zico no retorno: de sorrisos à decepção
(Foto: Andre Durão / Globoesporte.com)

Quando acertou o retorno ao Flamengo, o treinador do time era Rogério Lourenço. Zico segurou o criticado técnico até quando pôde. Na demissão, admitiu que o principal fator para a saída de Rogério foi a pressão da torcida, gerando mais uma vez muitas críticas.

Sem muitas opções, acabou acertando com Silas, que, até agora, também não teve êxito no comanddo do Rubro-Negro. Com os resultados ruins, permitiu que integrantes de torcidas organizadas fosse conversar com o técnico, e mais uma vez o ex-diretor executivo foi criticado.

Como jogador, os números do maior ídolo do Flamengo são incontestáveis. Foram 702 jogos vestindo a camisa rubro-negra (só perde para Júnior, com 874), 509 gols (maior artilheiro), um Mundial, uma Libertadores, quatro Brasileiros e sete Estaduais. Fora o imensurável sentimento proporcionado por ele ao liderar a geração mais importante da história do clube. Basta lembrar o exemplo de que no fim de 2009 ele levou mais de 70 mil pessoas (boa parte rubro-negra) ao Maracanã para sua tradicional pelada de fim de ano.

Fonte: Globoesporte.com

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Rubro-negros apoiam Zico, marcam protesto no clube e elegem vilão

Na internet, torcedores ameaçam o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, a quem consideram responsável pela saída do ex-jogador


A torcida do Flamengo parece que não vai aceitar de braços cruzados a saída de Zico. Uma manifestação já foi marcada para às 15h desta sexta-feira, em frente à sede da Gávea. O protesto, que pede a permanência do ex-jogador como diretor executivo do clube, surgiu no orkut. O evento foi convocado pelo perfil 'Com Zico Pelo Flamengo, que conta com mais de 204 mil seguidores.

No twitter, internautas passaram a pedir para que todos os rubro-negros mudassem sua foto para uma do ídolo. Além disso, a expressão #ficazico entrou nos trendig topics do Brasil - ou seja, ficou entre as expressões que estão sendo mais digitadas no twitter levando em conta o país inteiro. Pouco depois, apenas a palavra 'Zico' também aparecia na lista.

Outro detalhe é que a ira dos torcedores rubro-negros, pelo menos no mundo digital, se voltou para Leonardo Ribeiro. Presidente do Conselho Fiscal, ele é autor de denúncias contra Zico e, no entendimento da torcida, o principal responsável pela demissão do Galo. O nome de Leonardo Ribeiro também figura nos trending topics. O problema é que os flamenguistas estão usando o twitter para hostilizar e até ameaçar o ex-chefe de torcida.

Internauta diz que site de Zico foi hackeado e confunde rubro-negros

A saída pegou tanta gente de surpresa que uma piada no twitter chegou a causar dúvida em muitos rubro-negros. O perfil @ronaldrios, que pertenceria ao apresentador de mesmo nome da MTV, divulgou que a carta de demissão publicada no 'Zico na Rede' era falsa, fruto de um ataque de hackers ao site oficial do até então diretor executivo do Rubro-Negro.

"ATENÇÃO: hackearam o site do zico, é fake essa parada de demissão!"

Depois, ele ainda postou que um parente seu, que trabalharia na empresa que hospeda o site de Zico havia confirmado a versão do ataque.

"rr, dá um toque lá no twitter. É fake a carta. Estamos tentando recuperar o controle do database." meu primo, que trabalha no host do site"

Rapidamente, centenas de torcedores do Flamengo preferiram acreditar na versão fantasiosa. Mais tarde, o perfil @ronaldrios esclareceu que tratava-se tão somente de uma brincadeira.

"antes de dormir, um update: há duas formas de sacanear um flamenguista: deixando ele ser flamenguista e inventando que o zico não saiu."

Fonte: Globoesporte.com

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Carta aberta ao Flamengo

No dia em que aceitei o convite para ser diretor-executivo de futebol do Flamengo fiz questão de me manifestar através do meu site oficial, que sempre foi minha voz, meu canal de comunicação com as pessoas que me acompanham. E não poderia ser diferente agora que venho comunicar minha saída do clube.

Considero nesse momento que não é possível fazer no Flamengo aquilo que eu gostaria. Percebo que a minha presença não tem sido favorável e, desde a minha chegada, vem causando o descontentamento de muitas pessoas. Não há condições para eu continuar.

Estou sendo atacado injustamente, principalmente através de meus filhos, que em nenhum momento se envolveram em nada que estivesse em desacordo com os conceitos éticos e morais que aprendi com meu pai. Minha vida sempre foi calcada no trabalho, no respeito e no embate franco diante dos desafios. Não posso permitir que esse duelo covarde continue a acontecer usando a minha família, que vem se desgastando nas últimas semanas.

Queria agradecer a Patrícia pela oportunidade de tentar fazer mudanças que considero importantes para o Flamengo, não apenas no futebol profissional. Meus planos seguiam pelas divisões de base, de onde eu vim, e vislumbravam a construção de um Centro de Treinamento - que sempre foi um sonho desde os tempos em que eu ainda jogava no clube. Espero que estas sementes não sejam desperdiçadas.

Tomar uma decisão como essas não é fácil. Mas espero que todos entendam que não posso carregar comigo a desconfiança de um dos setores mais importantes do clube, o Conselho Fiscal. E não há condições de debater com essas pessoas que estão a serviço de sabe-se lá quem ou o que, dispostas a jogar sujo e minar o próprio clube.

Quando aceitei o desafio de assumir o futebol do Flamengo, sabia das dificuldades e meu discurso era no sentido de uma atuação de consenso, unindo forças dentro do Flamengo. O objetivo era angariar o apoio de quem quisesse o bem do clube.

Não travo batalhas de poder e dinheiro, jamais fiz em nenhum lugar por onde passei. Minha arma na guerra sempre foi o trabalho, a transparência e a lisura com as quais segui conduzindo cada negociação que fiz ao longo desse período como dirigente. Minha vida sempre foi aberta a quem quisesse pesquisar e, se não consegui levar o CFZ do Rio à Primeira Divisão do Rio, muita gente sabe que foi também por não me curvar aos desmandos de quem comandava o futebol carioca.

Se eu cometi erros como diretor- e sou humano para isso – saibam que agi sempre no intuito de acertar e observando o que julgava melhor para o Flamengo. Em nenhum momento desonrei quem acredita em mim.

Gostaria de agradecer ainda a cada funcionário do clube que me apoiou nesse período. Infelizmente não vai ser possível cumprimentar um a um, mas espero que todos se sintam abraçados por mim. E dizer aos jogadores, a quem eu também agradeço pelo apoio constante, que eu confio na capacidade deles de superar essa situação.

Dediquei quase toda a minha carreira como jogador profissional ao Flamengo, centenário, histórico, de muitos ídolos e que me ajudou a ser quem eu sou hoje. Esse clube, onde me formei e me tornei um ídolo, precisa voltar a ser grande. O caminho da grandeza foi perdido não agora. Lamentavelmente é fruto de anos e anos de um sistema histórico incompatível com as coisas que eu acredito.

Para mim, esta quinta-feira foi um dia especial porque nasceu meu neto Antonio, mas ao mesmo tempo morreu no meu coração esse Flamengo de hoje que está representado por essas pessoas, algumas delas que sequer conheço e atuam dentro do clube como se fossem os donos.

Ao torcedor fica meu lamento e o maior agradecimento de todos. O que ouvi ao longo do tempo foi sempre apoio, incentivo, mensagens de força. Mas realmente, nesse momento sinto que a minha presença está prejudicando o clube. É preciso união e muita gente está mais preocupada em me tirar do cargo do que com o Flamengo. Portanto eu saio.

Para encerrar, quem me conhece sabe que as acusações levianas envolvendo a minha família e o CFZ não vão ficar no esquecimento. Faço questão de ir atrás judicialmente de tudo o que foi dito dentro e fora do clube.

Até a próxima!





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