Para sociólogo, modelo de gestão prejudica Zico
Magoado, Zico disse ao LNET!: 'Podem me perder para sempre'
Leonardo Ribeiro: de Capitão Léo a presidente do Conselho Fiscal do Fla
Ex-chefe de torcida organizada é pivô da crise que culminou com a saída de ZIco do clube rubro-negro3
Leonardo Ribeiro, de terno, em recente ato naGávea (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)
Capitão Léo e controvérsia são termos próximos. Há duas semanas, o dirigente foi preso no Engenhão acusado de desacatar o policiamento – e dormiu 48 horas na cadeia. Na Gávea, sua lista de confrontos é extensa. Ele foi reeleito presidente do Conselho Fiscal em março – numa disputa contra Sebastião Pedrezzi em que não houve candidato da situação (a presidente Patrícia Amorim declarou que o cargo deveria ficar com a oposição por sua natureza).
No ano passado, Léo foi protagonista de cena bizarra com com o então presidente Márcio Braga - por conta da aprovação das contas no Conselho Fiscal. Uma entrevista coletiva de Braga foi interrompida por Léo que, aos berros, dizia que não concordava com os números apresentados e dizia que o presidente era “mentiroso”.
No Flamengo, a força política do dirigente-torcedor também cresceu. Em 1999, ele foi um dos responsáveis pelo afastamento do ex-goleiro Gilmar Rinaldi (hoje agente de Adriano), que havia sido contratado como superintendente de futebol do clube.
- Quando cheguei ao Flamengo tentei desmontar uma máfia montada pelas organizadas. Tinha sorteio de rifa, bingo, tudo feito com permissão da presidência para manter o apoio político. Tinha jogador dando dinheiro para torcedor… eu me recusei e fui perseguido - disse Rinaldi na época.
- A Jovem Fla garantiu 32 dos 146 votos no Conselho - disse Léo na época.
Forte pressão política marca os últimos dias de Zico no Fla
Alvo de duras críticas internas, maior ídolo deixa Flamengo sem realizar mudança alguma no cotidiano do clube
Por Eduardo Peixoto
Rio de Janeiro
Zico no aeroporto de Goiânia na última quarta-feira (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)
Zico no dia da sua apresentação à imprensa em 31de maio (Foto: Reprodução)
O retorno de Zico: quatro meses de problemas dentro e fora de campo
No tempo em que esteve na Gávea, Galinho teve que lidar com o caso Bruno, negociações contestadas e o contrato com o CFZ sob suspeita
Zico, após o empate com o Goiás. Abatimento eraclaro (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)
A tão aguardada volta de Zico ao Flamengo durou pouco: apenas quatro meses. No dia 30 de maio, após uma reunião com a presidente Patrícia Amorim, o maior ídolo do clube assinou um contrato como diretor executivo até dezembro de 2012 – o que acabou sendo bem mais curto, com o antigo compromisso de parceria do Rubro-Negro com o CFZ sob suspeita do Conselho Fiscal.
Ao todo, como diretor executivo no Flamengo, foram 21 jogos: cinco vitórias, oito empates e oito derrotas (um aproveitamento de apenas 36%). Porém, os problemas do Galinho estiveram longe de ser apenas dentro de campo. O "Caso Bruno", negociações bastante contestadas e a polêmica do acordo assinado entre o Fla e o CFZ, clube fundado pelo próprio ex-jogador.
Um retorno bem diferente do esperado
De tranquilo, o Galinho teve apenas os primeiros dias na Gávea. Quase um mês após a sua chegada, o goleiro Bruno foi acusado de mandar assassinar a ex-amante Elisa Samúdio, e o nome do clube passou a frequentar constantemente as páginas policiais dos jornais. Enquanto isso, os advogados do atleta, que segue preso aguardando julgamento, acusavam o Flamengo de dever dinheiro e reclamavam da falta de apoio a Bruno.
As contratações feitas na gestão de Zico também foram contestadas, tendo como maiores fracassos os acertos com Val Baiano e Cristian Borja – sendo que este último foi emprestado pelo Caxias-RS, que acusou o Rubro-Negro de não ter pago pelo negócio. Nenhum dos dois atacantes conseguiu fazer gols pelo time principal do Flamengo. A não contratação de Emerson, que acabou indo para o rival Fluminense, também fez o então dirigente sofrer pressão interna e externa.
Patrícia e Zico no retorno: de sorrisos à decepção(Foto: Andre Durão / Globoesporte.com)
Quando acertou o retorno ao Flamengo, o treinador do time era Rogério Lourenço. Zico segurou o criticado técnico até quando pôde. Na demissão, admitiu que o principal fator para a saída de Rogério foi a pressão da torcida, gerando mais uma vez muitas críticas.
Sem muitas opções, acabou acertando com Silas, que, até agora, também não teve êxito no comanddo do Rubro-Negro. Com os resultados ruins, permitiu que integrantes de torcidas organizadas fosse conversar com o técnico, e mais uma vez o ex-diretor executivo foi criticado.
Como jogador, os números do maior ídolo do Flamengo são incontestáveis. Foram 702 jogos vestindo a camisa rubro-negra (só perde para Júnior, com 874), 509 gols (maior artilheiro), um Mundial, uma Libertadores, quatro Brasileiros e sete Estaduais. Fora o imensurável sentimento proporcionado por ele ao liderar a geração mais importante da história do clube. Basta lembrar o exemplo de que no fim de 2009 ele levou mais de 70 mil pessoas (boa parte rubro-negra) ao Maracanã para sua tradicional pelada de fim de ano.
Fonte: Globoesporte.com
Rubro-negros apoiam Zico, marcam protesto no clube e elegem vilão
Na internet, torcedores ameaçam o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, a quem consideram responsável pela saída do ex-jogador
A torcida do Flamengo parece que não vai aceitar de braços cruzados a saída de Zico. Uma manifestação já foi marcada para às 15h desta sexta-feira, em frente à sede da Gávea. O protesto, que pede a permanência do ex-jogador como diretor executivo do clube, surgiu no orkut. O evento foi convocado pelo perfil 'Com Zico Pelo Flamengo, que conta com mais de 204 mil seguidores.
No twitter, internautas passaram a pedir para que todos os rubro-negros mudassem sua foto para uma do ídolo. Além disso, a expressão #ficazico entrou nos trendig topics do Brasil - ou seja, ficou entre as expressões que estão sendo mais digitadas no twitter levando em conta o país inteiro. Pouco depois, apenas a palavra 'Zico' também aparecia na lista.
Outro detalhe é que a ira dos torcedores rubro-negros, pelo menos no mundo digital, se voltou para Leonardo Ribeiro. Presidente do Conselho Fiscal, ele é autor de denúncias contra Zico e, no entendimento da torcida, o principal responsável pela demissão do Galo. O nome de Leonardo Ribeiro também figura nos trending topics. O problema é que os flamenguistas estão usando o twitter para hostilizar e até ameaçar o ex-chefe de torcida.
Internauta diz que site de Zico foi hackeado e confunde rubro-negros
A saída pegou tanta gente de surpresa que uma piada no twitter chegou a causar dúvida em muitos rubro-negros. O perfil @ronaldrios, que pertenceria ao apresentador de mesmo nome da MTV, divulgou que a carta de demissão publicada no 'Zico na Rede' era falsa, fruto de um ataque de hackers ao site oficial do até então diretor executivo do Rubro-Negro.
"ATENÇÃO: hackearam o site do zico, é fake essa parada de demissão!"
Depois, ele ainda postou que um parente seu, que trabalharia na empresa que hospeda o site de Zico havia confirmado a versão do ataque.
"rr, dá um toque lá no twitter. É fake a carta. Estamos tentando recuperar o controle do database." meu primo, que trabalha no host do site"
Rapidamente, centenas de torcedores do Flamengo preferiram acreditar na versão fantasiosa. Mais tarde, o perfil @ronaldrios esclareceu que tratava-se tão somente de uma brincadeira.
"antes de dormir, um update: há duas formas de sacanear um flamenguista: deixando ele ser flamenguista e inventando que o zico não saiu."
Fonte: Globoesporte.com
Carta aberta ao Flamengo
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