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Capitão Léo venceu queda de braço com Zico

Pivô da demissão, Léo tem participação forte internamente
Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, fez fortes críticas a Zico desde que o Galinho assumiu o comando do futebol do clube
Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, fez fortes críticas a Zico desde que o Galinho assumiu o comando do futebol do clube (Crédito: Paulo Wrencher)
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Quando Zico já estava estabelecido como o maior ídolo do Flamengo, em 1986, Leonardo Ribeiro começou a entrar no mundo rubro-negro. Primeiro, firmou-se como um dos líderes da Torcida Jovem, uma das mais influentes do clube. Ganhou a alcunha de Capitão Léo. Vinte e quatro anos depois, já eleito presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro tornou-se o grande desafeto e um dos pivôs da demissão de Zico.
– Os métodos dele não são propriamente de um desembargador. Mas há de se reconhecer que tudo que conquistou dentro do clube foi de maneira democrática – afirmou um importante conselheiro rubro-negro, que não quis se identificar.
O forte temperamento é conhecido e serviu, também, para se estabelecer como figura marcante na torcida. Então contador, Leonardo Ribeiro projetou ascender na vida política da Gávea. Fez contatos, tornou-se conselheiro e conseguiu apoio para ser representante do clube na Federação de Futebol do Rio. Em seguida, inclusive, chegou a ser um dos oito vice-presidentes da Ferj durante mandato de Eduardo Viana, o Caixa D´água. Seu poder dentro do Flamengo aumentava.
Foi candidato à presidência e contou com o apoio de Romário, na época estrela do clube. Em 99, durante gestão do presidente Edmundo Santos Silva, Capitão Léo teve participação direta na saída do então superintendente de futebol, Gilmar Rinaldi. No ano seguinte, ajudou na aprovação das contas de Edmundo Santos Silva no Conselho Fiscal. Influente, teve participação decisiva na votação. E se vangloriou na ocasião:
- A Jovem Fla foi responsável por 32 dos 146 votos que o presidente teve a favor no Conselho. Se não fosse a gente, as contas do Flamengo não seriam aprovadas – disse Capitão Léo.
Menos de um ano depois, Edmundo Santos Silva sofreu impeachment por inúmeras irregularidades. Leonardo Ribeiro, no entanto, se fortaleceu. Na última gestão de Marcio Braga, foi eleito presidente do Conselho Fiscal do clube. Neste ano, venceu a reeleição. E levantou a bola com críticas severas e investigações a Zico. Na sexta-feira, o Galinho não resistiu e deu adeus. Vitória de Capitão.
Este é Capitão Léo:
Início
Leonardo Ribeiro ingressou no mundo rubro-negro em 1986, quando conseguiu se tornar um dos líderes da Torcida Jovem, um dos principais segmentos da torcida rubro-negra. Ganhou o apelido de Capitão Léo.
Política
Logo tornou-se conselheiro e ingressou na política interna do clube. Passou a ser representante rubro-negro na Ferj e, depois, vice-presidente da Federação. Foi também candidato à presidência do clube. Em 99, ajudou a aprovar as contas de Edmundo Santos Silva no Conselho Fiscal. Um ano depois, o presidente sofreu processo de impeachment. Durante a gestão de Marcio Braga, foi eleito presidente do Conselho Fiscal.
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Ao elenco, Zico desabafou: 'Sempre me senti enfraquecido pela presidente'


Ex-diretor também teve problemas diretos com outros aliados de Patrícia Amorim nos quatro meses em que ficou na Gávea

Por Eduardo PeixotoRio de Janeiro
Zico PerinatalZico, na materinade onde nasceu seu terceiro neto
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
O preço da saída de Zico do Flamengo caiu no conta da oposição e do Conselho Fiscal. Mas, no entendimento do ex-diretor executivo de futebol, deveria ser repartida com a presidente Patrícia Amorim e seus aliados. Ao se despedir dos jogadores e da comissão técnica nesta nesta sexta-feira, no Ninho do Urubu, ele foi contundente.
- Em momento algum me senti protegido por ela. Sempre me senti enfraquecido pela presidente e pelos poderes do clube. Não consigo entender como a parte suja do Flamengo tem tanta força - afirmou, entre outras coisas.
A rejeição a Zico foi semeada em diversos setores das pessoas ligadas à situação. Primeiro, desagradou Hélio Paulo Ferraz ao demitir Carlos Peixoto em junho. O ex-diretor de futebol abasteceu o noticiário com informações para minar o trabalho de Zico. Em outra ponte ocorreu a "falta de sintonia" com Michel Levy.
Um dos primeiros problemas aconteceu quando Zico queria esmiuçar o orçamento para contratações, e o vice de finanças estava na África do Sul assistindo à Copa do Mundo. O episódio criou um desgaste que se acentuou com a intervenção de Levy em algumas contratações - a de Gilberto Silva, por exemplo.
Um dos financiadores da campanha de Patrícia, o empresário Léo Rabello também foi criticado publicamente pelo Galinho no episódio da renovação de contrato de Thiago Sales, que atualmente defende o rival Fluminense. A presidente soube de todos os problemas e, na opinião de Zico, não se posicionou adequadamente. Foi política demais. E o mesmo ocorreu quando os ataques partiram do Conselho Fiscal.
Na segunda-feira, a presidente sentou-se à mesa com Leonardo Ribeiro e fez um acordo político para comunicar o fim da parceria com o CFZ. Ela emitiu uma nota oficial comunicando a rescisão e em troca ganhou elogios do presidente do poder por defender os interesses do Flamengo. Zico assistiu a tudo, pôs tudo na balança e decidiu que estava fora do Flamengo.
Treinador em apuros
A saída do diretor deixou Silas em situação desconfortável na véspera do clássico contra o Botafogo. O treinador atendeu a uma ligação da Rádio Brasil e a cada pergunta, repetia o mantra:
- Só falo de Botafogo, Botafogo, Botafogo.
Mas no fim do dia, Patrícia Amorim confirmou, mesmo que indiretamente, que o técnico está em processo final de fritura e que a tendência é a troca de comando. Vanderlei Luxemburgo segue como a primeira opção, mas o nome de Antônio Lopes também foi citado pelos aliados da presidente.
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Sem Zico, futebol do Flamengo fica sem comando

Vice de futebol Vinicius França também abandonou o clube
Patricia Amorim mostrou abatimento ao anunciar oficialmente a saída de Zico
Patricia Amorim mostrou abatimento ao anunciar oficialmente a saída de Zico (Crédito: Gilvan de Souza)
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No mesmo auditório Rogério Steinberg, na Gávea, onde há quatro meses anunciou a contratação de Zico, intitulada como a maior conquista de sua administração, Patricia Amorim, em coletiva, oficializou a demissão do Galinho, que já havia anunciado o seu afastamento na madrugada de sexta-feira. Por enquanto, o futebol rubro-negro está acéfalo.
Antes de sentar à mesa para explicar os motivos da demissão do ídolo, Patricia Amorim passou ao lado da estante onde repousa uma publicação na qual se lê na capa: Zico fica. Doce ironia. O ídolo já havia deixado a Gávea e, com ele, levou o comando do futebol. Vinícius França, vice de futebol que chegara junto com o Galinho, também pediu demissão.
Por enquanto, este setor segue sem comando e a questão só deve mesmo ser resolvida a partir de segunda-feira. O temor da diretoria agora é que haja resistência de alguns nomes para gerir o futebol. A não ser que seja uma velha raposa, outros nomes podem hesitar ao observar que até mesmo Zico não resistiu ao fervor do caldeirão político.
Na tentativa de amenizar o caso e mostrar serenidade, Patricia Amorim evitou críticas fortes ao presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo.
– O Conselho Fiscal está no seu papel de fiscalizar. É importante que haja esse controle. Às vezes, a gente pode questionar a forma que se apresenta isso. Até porque as coisas são esclarecidas, e serão sempre – afirmou Patricia Amorim.
A dirigente negou com veemência a participação de Bruno Coimbra, filho de Zico, em negociações do clube. Na parede, ainda repousava o quadro com a publicação sobre o ídolo. Mas Zico, desta vez, não fica.
Confira um bate-bola com a presidente Patricia Amorim:
1 - Como você recebeu a notícia da demissão de Zico?
Eu estava em casa vendo o debate dos presidenciáveis e às 0h28 recebi um SMS do Zico, dizendo que só havia chegado em casa àquela hora e que tinha nascido o neto dele, o que o deixava feliz e que ele queria conversar comigo pessoalmente. Mas que ele postara no site dele o pedido de demissão. Falava apenas sobre isso e agradecia a confiança.
2 - O trabalho de Zico foi muito prejudicado?
Se não funcionou, não faltaram tentativas e ações. Ainda não foi dessa vez que ele ficou mais tempo com a gente. Nós não desistimos da ideia, ele realmente plantou uma semente. Com isso, tenho total convicção de que ele vai ficar totalmente satisfeito. Minha gratidão vai ser trabalhando cada vez mais.
3 - Acredita que o Zico deveria ter resistido mais às pressões sofridas?
Eu gosto desse desafio. Cada um age de uma forma. Não estou aqui para julgar a postura do Zico. Estou aqui para agradecer. Gostaria que ele tivesse ficado mais. Essas acusações serão esclarecidas devidamente no fórum adequado em que devem ser resolvidas.
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Bota e Fla se enfrentam em momentos diferentes

Clássico no Engenhão será decisivo para o futuro de ambos


Botafogo de Joel mira a Libertadores, enquanto Fla de Silas tenta se afastar da zona de rebaixamento
Botafogo de Joel mira a Libertadores, enquanto Fla de Silas tenta se afastar da zona de rebaixamento (Crédito: Carlos Costa e Paulo Sérgio)
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Na Gávea, o clássico ficou em segundo plano devido às recentes crises no departamento de futebol. Já em General Severiano, o foco é manter vivo o sonho de Libertadores. Botafogo e Flamengo se enfrentam neste sábado às 18h30, no Engenhão, com transmissão em tempo real pelo LANCENET, sabendo que o resultado pode interferir no futuro dos dois rivais.
Treinador em alta, jogadores satisfeitos e boa campanha. Este é o Botafogo, que, mesmo sem estar em crise, vive momento delicado. Por isso, reunião de 45 minutos de Joel Santana com o elenco na sexta-feira. Entre os assuntos: Caio, a sequência de cinco rodadas sem vencer e a importância de um resultado positivo neste sábado para manter o clima tranquilo.
Se, na teoria, o Botafogo é favorito, na prática pode ser diferente, como em outros clássicos. Por isso, Joel quer tirar o primeiro turno como lição para não correr o risco de perder um jogo que considera decisivo para as pretensões alvinegras.
– Já trabalhei lá e sei que o Flamengo é capaz de sair de qualquer tipo de problema. Enfrentamos o adversário em situação parecida no primeiro turno, entramos relaxados e perdemos – disse Joel Santana, que não vê o Botafogo favorito pelo atual momento dos dois:
– É 50% para cada um. Eles tentam sair de perto da zona de rebaixamento e nós queremos chegar à Libertadores. Trabalharemos em cima disso.
Perto da zona de rebaixamento e com uma vitória nos últimos nove jogos, o Flamengo viu o pedido de demissão de seu maior ídolo e vive problemas internos no elenco. Silas, que criou mal-estar entre os jogadores ao criticar Jean publicamente, está ameaçado e pode não ficar no cargo mesmo em caso de vitória. A Gávea ferve e uma vitória pode amenizar os problemas. Já uma derrota...
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Fora do Fla, Zico ainda pode colaborar com o clube em relação ao CT

Vinicius Castro
No Rio de Janeiro
  • Patrícia Amorim tem o sonho de contar com o Galinho Zico na realização do CT do Flamengo
    Patrícia Amorim tem o sonho de contar com o Galinho Zico na realização do CT do Flamengo

Ao acordar neste sábado, a presidente Patrícia Amorim terá de pensar em inúmeras mudanças e situações para o futebol rubro-negro. Mesmo sendo dia de clássico contra o Botafogo, às 18h30, no Engenhão, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, nenhum assunto consegue ter importância maior do que a saída de Zico do clube.
Enquanto um grupo de torcedores promete novo protesto em frente ao clube na parte da manhã, a mandatária rubro-negra terá uma série de reuniões visando novos rumos para o departamento de futebol.
Além da mudança no comando técnico e substituição dos dirigentes, outra preocupação é a utilização de Zico na campanha para a construção do CT Ninho do Urubu. Na última sexta-feira pela manhã, a última reunião da campanha “Abrace o CT” foi realizada e o projeto começará a ser vinculado dentro de aproximadamente 20 dias.
Zico era o garoto propaganda da ação de marketing e grande aposta da diretoria para vender todos os tijolos do centro de treinamento (aproximadamente R$ 250 cada um). Patrícia Amorim acredita que ainda possa contar com a ajuda do ídolo no projeto.
“Nossa pretensão ainda é usar o Zico na campanha do tijolinho no CT. Não sabemos se ele vai querer. Era um sonho dele e queremos que isso germine. Vamos realizar isso para o Flamengo. É a nossa vontade”, disse a presidente.
O departamento de marketing aposta que Zico aceitará o convite, mesmo após ter deixado o Flamengo. “Ele teve as razões dele dentro do clube, mas construir o CT sempre foi o seu sonho. É uma campanha para o torcedor. Tomara que ele aceite, pois seria de imensa valia para todos nós”, explicou o diretor executivo de marketing, Harrison Baptista.
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Patrícia Amorim se despede de Zico; Silas deve sair e mudanças ficam para 2ª

Vinicius Castro*
No Rio de Janeiro


A longa sexta-feira da presidente Patrícia Amorim terminou com uma coletiva de imprensa extremamente concorrida no auditório Rogério Steinberg, na Gávea. Convocada para falar sobre a saída do diretor executivo Zico do Flamengo, a entrevista revelou uma nova realidade no futebol rubro-negro.

CRISE NO CLUBE COM A SAÍDA DE ZICO

  • Alexandre Vidal/Fla Imagem
    Patricia Amorim lamentou a saída de Zico, mas espera poder trabalhar novamente com ele no Fla

Sem o Galinho, Patrícia Amorim contou com o apoio de todo o conselho diretor em um dos momentos mais turbulentos de sua gestão. Acompanhada dos aliados, a dirigente falou emocionada sobre a inesperada despedida de Zico.
“O Zico me contou que estavam atingindo a honra da família dele e logicamente tentei demovê-lo da ideia de deixar o Flamengo. Ele disse que não, pois precisa desse tempo. Estava muito emocionado. Tivemos um dia muito intenso com toda essa situação. O que gostaria, e fiz pessoalmente, foi pedir ao Zico que fique bastante tranquilo. A gratidão existe sempre. Essa separação é bastante difícil para mim, que o trouxe para cá. Pedi que ele descansasse com a família e vamos voltar a conversar. Também pedi que não desistisse da ideia. Ele plantou uma semente e tenho a certeza de que ela ainda vai germinar. Cabe respeitar esse momento”, disse a mandatária.
Sobre o pedido de demissão ter sido anunciado por uma mensagem de texto via celular, e publicada no site oficial do Galinho logo depois, Patrícia comentou.
“Não vou julgar a postura do Zico. Cada um reage de uma forma. Gostaria que ele tivesse ficado mais tempo, mas infelizmente não deu. Todas as condições foram dadas. Ainda não foi desta vez que ele voltou. Esperamos que no futuro próximo ele possa estar conosco novamente”, afirmou.
Sobre as denúncias do Conselho Fiscal, principal motivo para a saída do Galinho, a mandatária lamentou a forma como as coisas acontecem dentro do Flamengo.

ZICO DEIXA O CARGO DE DIRETOR EXECUTIVO DO FLA

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Enfrentando muitas resistências no Flamengo, Zico, que exercia o cargo de diretor executivo, resolveu deixar o clube. Sua saída foi confirmada já no início da madrugada desta sexta-feira, pelo próprio Galinho, o maior ídolo da história rubro-negra, em seu site oficial "Zico na Rede". O principal motivo para o desligamento do clube foram as acusações do Conselho Fiscal em relação às negociações e suposto envolvimento dos seus filhos no futebol rubro-negro. Ultimamente, o ídolo andava calado e dificilmente conversava com a imprensa.

“O conselho tem o papel de fiscalizar. Porém, estamos no mesmo prédio. Era questão de marcar uma reunião. No Flamengo, as coisas vazam e depois se tenta estabelecer uma normalidade. O regime aqui é presidencialista. Sou eu quem faço contratações e assino. É preciso existir uma forma cordial e amigável. Desconheço essas acusações e nunca aconteceu nada disso”, garantiu.
Silas não deve continuar e mudanças serão anunciadas na segunda
Mesmo com a saída de Zico, o Flamengo não fez nenhuma modificação em seu departamento de futebol até o momento. A prioridade é o clássico contra o Botafogo, sábado, às 18h30, no Engenhão, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Questionada se o técnico Silas permaneceria no cargo, Patrícia foi direta. “Ele comanda o time no sábado. Depois do jogo, é depois do jogo”, comentou, deixando a possibilidade de demissão escancarada.
Sobre as outras modificações na diretoria rubro-negra, a presidente anunciou mudanças na próxima segunda-feira.
“Vamos discutir mais na frente. Estamos pensando no jogo contra o Botafogo. A ideia é tentar anunciar todas as modificações na segunda-feira”, finalizou a presidente.
Antes da entrevista coletiva, Patrícia Amorim e Zico foram até o CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para que o maior ídolo da história do clube se despedisse dos jogadores, que realizaram um treinamento fechado aos jornalistas no local.
Emocionados, Zico e Patrícia Amorim choraram e conversaram com os atletas, que receberam a notícia da mesma forma. Após longos abraços, Zico deixou o CT e encerrou a sua história mais recente no Flamengo.
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Ex-dirigentes, Marcos Braz e Kleber Leite pedem união no futebol do Fla

Vinicius Castro
No Rio de Janeiro
  • Kleber Leite (foto) e Marcos Braz, que já foram dirigentes do clube, pedem uma união no futebol
    Kleber Leite (foto) e Marcos Braz, que já foram dirigentes do clube, pedem uma união no futebol

O momento delicado no futebol do Flamengo pode abrir um precedente para uma união necessária responsável por tirar o clube mais popular do país do abismo no qual se encontra.
Inclusive, dirigentes com representatividade no rubro-negro, pregaram a união de todos os poderes do clube em entrevista ao UOL Esporte, nesta sexta-feira.
O ex-vice de futebol Kleber Leite pediu apoio nas decisões da presidente Patrícia Amorim.
“É um momento de cortar vaidades e interesses políticos. Não adianta ficar falando muito. Quanto menos falarmos é melhor. Precisamos apoiar a presidente Patrícia Amorim e suas decisões. O Flamengo precisa se unir para sair deste momento delicadíssimo no qual se encontra. A situação é muito complicada”, disse Kleber.
Marcos Braz, vice de futebol campeão brasileiro tem a mesma ideia. “As coisas foram somando e culminaram nisso que estamos vendo. É um momento tenso e que precisamos ter serenidade para avaliar uma mudança. A presidente Patrícia Amorim precisa ter respaldo para tomar as decisões acertadas. Futebol é complicado, nem sempre dois mais dois são quatro”, afirmou.
Os dois ex-dirigentes afirmaram que nem sequer foram convidados para retornar ao clube e preferiram esperar os acontecimentos antes de falar diretamente sobre o assunto.
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Patrícia defende Zico, e futebol segue 'órfão' até segunda-feira


Presidente do Fla agradece, mas diz que reagiria de forma diferente à do ex-diretor: 'Cada um reage de uma forma. Eu reajo estando aqui'

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
Com agradecimentos e tentando transparecer tranquilidade, a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, se pronunciou no fim da tarde desta sexta-feira, em entrevista coletiva concedida na Gávea, a respeito da saída de Zico do comando do futebol do clube. O ex-diretor executivo anunciou seu desligamento do comando do futebol do clube através de seu site, na madrugada desta sexta. Na conversa, a mandatária - que estava acompanhada de toda sua diretoria - saiu em defesa do Galinho, mas evitou críticas diretas ao presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro - pivô da crise que acabou na saída do Galinho - e agradeceu pelo trabalho realizado nos últimos quatro meses. Ela falou sobre a ida de Zico ao Ninho do Urubu para se despedir dos jogadores.

- Conversei com jogadores e comissão técnica, pedi ao Zico que fique tranquilo quanto à gratidão que tenho pelo trabalho, pelos momentos proporcionados por ele como jogador e como dirigente. A dedicação dele foi comovente e é bastante difícil para mim essa separação. Realizei o sonho de trazer o Zico de volta. Mas disse para que ele não desistisse da ideia. Ele plantou uma semente.

Sobre a origem da crise que acabou na saída do Galinho, ela evitou se posicionar contra o Conselho Fiscal, mas lamentou a maneira como as denúncias de irregularidade na parceira entre o Fla e o CFZ foram tratadas.

- O Conselho Fiscal está em seu papel. Não questiono isso. Para o bem do Flamengo, para a democracia, é importante que haja esse controle. Podemos questionar a forma, determinadas vezes poderiam não ser tão exacerbadas, até porque as coisas foram esclarecidas. Não vou me posicionar a favor de um ou de outro. Estou aqui a favor do Flamengo, da instituição, que tem regulamentos. E eu me comprometi com esses regulamentos.

À véspera do clássico contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, ela preferiu deixar o anúncio de quem assumirá os cargos vagos no departamento de futebol rubro-negro para a próxima semana - além de Zico, o vice presidente de futebol, Vinícius França, pediu demissão. Só o gerente Isaías Tinoco permanece.
Patricia AmorimA presidente disse que o novo comando do futebol
só deverá ser anunciado na próxima semana
(Foto: Márcia Feitosa / VIPCOMM)
- Vamos discutir mais para frente. A prioridade é o jogo de amanhã. Nos reuniremos essa semana e acreditamos que nesta segunda-feira estaremos com os nomes todos.

Sobre a situação do técnico Silas, a presidente também preferiu deixar qualquer definição para depois da rodada, mas ficou claro que a situação do treinador continua delicada. Ela garante que não teve contato direto com Vanderlei Luxemburgo, apontado como favorito ao cargo, mas não negou que o clube já o tenha procurado.

- Vamos esperar o jogo.

Perguntada sobre a reação de Zico ao episódio, Patrícia preferiu não criticar a postura do ídolo e reclamou da maneira como o assunto foi tratado.

- Cada um reage de uma forma. Eu reajo estando aqui, enfrentando de peito aberto. E gosto desse desafio. Não estou aqui para julgar a postura do Zico. Estou aqui para agradecer. Gostaria que ele tivesse ficado mais. Todas as condições foram dadas. Quanto a esse assunto, página virada. No fórum adequado as coisas foram esclarecidas. Seguimos em frente com o propósito de dar transparência às nossas ações. O fórum seria dentro do Flamengo, mas as coisas saíram para voltar depois. Estamos todos no mesmo prédio, se marcarmos uma reunião, em 10, 25 minutos está tudo resolvido. Mas as coisas saem primeiro em um meio de comunicação para depois serem resolvidas aqui dentro.

'Não tinha e nem tem irregularidade'

Patrícia reforçou que, apesar do clima de crise gerado pela saída de Zico, as denúncias foram investigadas e devidamente esclarecidas, sem que qualquer irregularidade fosse comprovada.

- Existiam dúvidas e foram esclarecidas. Com o diretor executivo de base, comigo, com o Helio Ferraz, com o presidente e vice do Conselho Fiscal. Se eles se sentiram atendidos, é porque não tinha e nem tem irregularidade.
patricia amorim em coletiva, flamengoPatrícia estava acompanhada de toda sua diretoria na coletiva (Foto: Eduardo Peixoto / Globoesporte.com)
A presidente revelou detalhes sobre o pedido de demissão de Zico, que a informou de sua decisão atraves de uma mensagem de texto enviada pelo telefone celular.

- Eu estava em casa, assistindo ao debate dos presidenciáveis, e por volta de 00:28 recebi um "SMS" no telefone, do Zico dizendo que só tinha chegado em casa aquela hora, que o neto tinha nascido, que estava muito feliz, queria ter saído de lá e conversado pessoalmente, mas que ia publicar no site dele um pedido de demissão. Falava só sobre isso e agradecia pela confiança. Imediatamente, tentei contato telefônico com ele, não consegui, respondi com outra mensagem de texto, dizendo que respeitava, mas que seria importante que nós conversássemos. Não tive retorno. De manhã, às 11h09m, ele me telefonou, estava bastante emocionado. Disse que os problemas, o desgaste emocional com o Conselho Fiscal, tinha abalado a família dele e e que ele preferia se desligar.
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De portas fechadas, Flamengo treina debaixo de chuva e evita a imprensa


Em meio à crise, time faz seu último trabalho para clássico contra o Botafogo

Por Thiago Fernandes

Rio de Janeiro
Debaixo de chuva, o Flamengo fez nesta sexta-feira seu último treino antes do clássico contra o Botafogo. As atividades foram realizadas a portas fechadas, sem que a imprensa pudesse acompanhar as movimentações em campo. Mas isso não foi uma tática do técnico Silas para fazer mistério sobre a escalação. Com a saída de Zico, agora ex-diretor executivo de futebol, a diretoria rubro-negra achou por bem evitar o contato dos jogadores com a mídia.
Por isso, os atletas e a comissão técnica também foram impedidos de dar entrevistas. Na saída do Ninho do Urubu, onde foram realizadas as atividades rubro-negras, os jogadores passaram rapidamente pelos jornalistas que aguardavam na porta.
O elenco seguiu diretamente para a concentração, em um hotel na Barra, onde ficará até horas antes do duelo deste sábado. O jogo tem início às 18h30m (horário de Brasília), no Engenhão.
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Urubutr