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Toró: lembranças, explicações e desabafo no adeus ao Flamengo


Volante lamenta que 'pessoas que nunca conquistaram nada' destruam geração vitoriosa do Fla. Ele aprova possível reencontro com Joel no Bota


Por Eduardo PeixotoRio de Janeiro

Diogo e Toró na partida entre Flamengo e FluminenseToró em um de seus 171 jogos com a camisa do
Flamengo (Foto: Agência Photocâmera)
Seis de dezembro de 2009. Ajoelhado ao lado de Juan no gramado do Maracanã, Toró chora e festeja o título de campeão brasileiro. Era a coroação de uma geração vencedora. O volante fez parte ao lado do próprio Juan, Léo Moura, Ronaldo Angelim e Bruno da base acostumada a conquistas. Foram três estaduais, uma Copa do Brasil (este título sem Bruno) e o Brasileirão de 2009. Mas a diretoria entendeu que é hora de reformular.

Nesta segunda-feira, Toró acordou com uma sensação diferente. Ele não é mais jogador do Rubro-Negro, depois de 171 jogos e sete gols em cinco anos de contrato. A despedida, no entanto, aconteceu na sexta. O diretor de futebol Luiz Augusto Veloso foi o responsável por informar que a proposta de renovação de contrato não fora aceita.

Na mala, além de títulos, há um canto para a tristeza. A fala baixa e pausada ao telefone é suficientemente pesada para atingir quem não o quis mais na Gávea. E a pancada é forte.

- Fico chateado por pessoas que nunca deram volta olímpica no Flamengo não respeitarem quem já conquistou tanto - declarou.

Na primeira entrevista desde a saída do Rubro-Negro, Toró também admite que jogar no Botafogo ao lado de Joel Santana é uma opção que o agrada e conta os momentos mais marcantes que viveu no Rubro-Negro.

Novela da renovação"Quando o Marcos Braz estava na diretoria, a situação estava 90% encaminhada. Só faltava assinar o papel. O Zico deu continuidade, mas fez uma proposta que não achei interessante. Quando teríamos uma outra reunião, ele saiu. Na semana passada, o Veloso (diretor de futebol) me chamou para conversar e falou que nem a proposta do Zico dava para pagar direito.
Eu tinha algumas situações boas encaminhadas, mas por gostar do Flamengo agi na emoção e esperei. Mas não dá para entender o que ele (Veloso) fez comigo".

Mágoa"Fico chateado por pessoas que nunca deram volta olímpica no Flamengo não respeitarem quem já conquistou tanto. Fico ainda mais triste porque essas pessoas que se dizem flamenguistas estão destruindo uma geração vitoriosa".
Toró FlamengoBarrado no Fla, volante recebe de braços abertos a chance de jogar no Botafogo (Foto: Maurício Val/Vipcomm)
Identificação com o Flamengo"Tenho expectativa boa no meu novo clube porque me entrego, me dedico, e as pessoas vão reconhecer isso. O carinho pelo Flamengo é muito grande, mas a vida segue. Claro que saio triste por deixar um clube de que gosto muito. Não deu nem para me despedir de todo mundo pela forma com que tive que sair".

Luxemburgo"Também realizei o sonho de trabalhar com o Luxemburgo. Ele deu moral e quero deixar claro isso. No pouco tempo em que trabalhamos, vi que o Luxemburgo é um cara que pensa muito grande. Ele disse uma frase que vou guardar: "Vencer partida é fácil, difícil é vencer na vida". E comigo foi assim. Eu consegui. Tenho família, filha, saí do morro e conquistei algumas coisas como carro e casa".
 
Cheguei em casa, e minha filha (Manuela, de 2 anos) estava
com a camisa do Flamengo e
me viu chorar ao receber uma mensagem de texto carinhosa
de um amigo"
Toró
A despedida
"Na balança, os momentos bons superam os problemas. Não tem quem fale que o Toró chegou atrasado, que o Toró faltou ao treino. Sempre me dediquei. O que me deixou muito triste foi o roupeiro vir me abraçar e chorar, o psicólogo ligar, o massagista me procurar para se despedir. Foi difícil. Cheguei em casa, e minha filha (Manuela, de 2 anos) estava com a camisa do Flamengo e me viu chorar ao receber uma mensagem de texto carinhosa de um amigo".

Futuro no Botafogo ao lado do Papai Joel?"Está tudo com meu empresário. Todo mundo sabe que o Joel é um treinador de que gosto e que respeito muito. Ele faz parte da minha vida, e toda a minha família tem um carinho muito grande por ele. Seria uma alegria imensa voltar a trabalhar ao lado do Joel. O Botafogo é uma grande equipe, e eu não teria motivos para não jogar lá. Nunca vou esquecer o Flamengo, mas, se tiver que vestir a camisa do Botafogo, vou vestir. O que está em jogo primeiro é o ser humano. A carreira de jogador é muito curta".

Os momentos mais marcantes no Fla"Foram vários títulos, mas vou destacar dois momentos. Eu e Juan não nos falávamos muito bem porque tivemos alguns probleminhas de vestiário. Mas, depois do jogo contra o Grêmio, eu o encontrei no gramado e nos abraçamos chorando. Depois veio o Kleber Leite e disse que nós estávamos na história do Flamengo. Nos ajoelhamos com a torcida ao fundo comemorando o título. Foi emocionante. Na final da Copa do Brasil também teve uma cena parecida. Estava observando a festa da torcida e, quando olhei para o lado, o Renato Augusto, que hoje em dia é um irmão para mim, soluçava de tanto chorar. Fiquei arrepiado. Não tenho nada a reclamar no Flamengo, da torcida. Espero continuar com as portas abertas. O mundo dá voltas"
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Luxa mantém três atacantes no time e avisa: 'É uma tendência do futebol'


Técnico cita exemplo do Corinthians campeão paulista e da
Copa do Brasil em 2009 com Ronaldo, Dentinho e Jorge Henrique


Montagem Diego Mauricio Deivid Diogo'Os três sabem voltar e buscar o jogo', afirma Luxa
(Foto: Montagem sobre foto da VIPCOMM)
Antes adepto de um esquema com três volantes no meio-campo, o técnico Vanderlei Luxemburgo parece no Flamengo mais disposto a mandar o time para o ataque. Não só confirmou, após o coletivo nesta segunda-feira, no Ninho do Urubu, que manterá o trio ofensivo formado por Diogo-Diego Maurício-Deivid para a partida contra o Ceará, quarta-feira, no Castelão, como também pregou um discurso favorável a essa formação.
- São três jogadores técnicos que sabem voltar para buscar o jogo. Mas o Deivid ficará um pouco mais recuado. Ele já jogou assim na Europa. Essa é uma tendência do futebol. O Corinthians foi campeão assim, com Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho - afirmou o técnico rubro-negro, lembrando o ataque campeão paulista e da Copa do Brasil de 2009.
Para os que estão preocupados com o sistema defensivo rubro-negro, Luxemburgo avisa que o Flamengo não ficará vulnerável com o esquema ofensivo:
- O fato de jogarmos com três na frente não quer dizer que o meio-campo ficará vulnerável. Teremos o Corrêa e o Willians na marcação. Além disso, com esse esquema, os dois laterais não precisam subir ao mesmo tempo.  Se um dos dois avançar, ou o Léo Moura ou o Juan, pedi para o outro ficar. Já teremos mais um homem lá na frente - afirmou o técnico.
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Luxa mantém ataque 3D e lança Correa no lugar de Maldonado

Volante suspenso não enfrenta Ceará por ter recebido terceiro cartão amarelo. Vanderlei testa no fim o garoto Guilherme, dos juniores



Por Felippe CostaRio de Janeiro


Vanderlei Luxemburgo fez apenas uma mudança no time do Flamengo no coletivo disputado na manhã desta segunda-feira, no Ninho do Urubu, em Vargem Grande. A equipe prepara-se para a partida contra o Ceará, na próxima quarta, no Castelão, pelo Campeonato Brasileiro. Na vaga do chileno Maldonado, suspenso pelo terceiro cartão amarelo,  entrou Correa.
Apesar do desempenho abaixo do esperado no primeiro tempo do jogo contra o Corinthians, o ataque 3D foi mantido. O Rubro-Negro iniciou o coletivo com a seguinte formação: Marcelo Lomba, Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Juan: Correa, Willans, Renato e Diogo; Diego Maurício e Deivid. A dez minutos do fim do treino, Luxemburgo fez duas mexidas: trocou Deivid por Val Baiano e colocou o garoto Guilherme, dos juniores, na vaga de Diogo.
O treinador rubro-negro parou por várias vezes o coletivo para treinar a bola parada. Vanderlei forçou as jogadas ensaiadas nos escanteios e nas faltas no bico da grande área.
A delegação rubro-negra embarca nesta segunda-feira, às 16h17m, para a capital cearense. O treino será na tarde de terça-feira, no campo do Fortaleza. O Flamengo está cinco pontos à frente da zona de rebaixamento em 13º lugar, com 39 pontos. Ceará na 11ª posição, com 43.
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Suspensão de Maldonado abre brecha para Fernando voltar ao Fla


Volante disputa posição no meio-campo para a partida desta quarta-feira contra o Ceará


Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro

Fermando no treino do FlamengoFermando no treino do Flamengo
(Foto: Márcia Feitosa / VIPCOMM)
Maldonado recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o Ceará nesta quarta-feira, em Fortaleza. O desfalque abre brecha para outros jogadores cobiçarem e vaga. Fernando é um deles.
Vanderlei Luxemburgo admira o estilo de jogo do jogador e nos treinamentos o colocou na função que mais gosta, atuando como primeiro volante.
- Quando Rogério Lourenço era o treinador, eu já havia dito que gostaria de jogar desta maneira, mas agora foi o próprio Luxemburgo que viu que eu poderia jogar melhor assim. Como o Maldonado está suspenso, confesso que estou na expectativa de voltar a ter uma chance na equipe. Mas tudo tem seu tempo, o professor sabe o que é melhor para a equipe e respeito qualquer decisão dele – declarou o jogador.
O Flamengo não perde há sete jogos, mas nesta quarta-feira terá a missão de derrubar o Ceará em um estádio cheio.
- Enfrentar o Ceará no Castelão é sempre muito complicado. Mesmo com eles praticamente livres do rebaixamento, não vão nos dar vida fácil. A torcida deles sempre comparece em bom número ao estádio e faz muita pressão – afirmou Fernando.
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Luxa e a missão de acertar o pior fundamento do Mengão

Fator criticado no empate com o Timão, toque de bola tem sido pouco fraco do Fla no Brasileiro, onde tem o 6º pior fundamento



Treino Flamengo - Crédito: Alexandre LoureiroWillians foi substituído contra o Corinthians pelos erros de passe (Crédito: Alexandre Loureiro)
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Desde a chegada de Vanderlei Luxemburgo ao Flamengo, muita coisa mudou. O ambiente é bem mais tranquilo e profissional, a condição física dos jogadores melhorou a olhos vistos e até Val Baiano marcou. Mas um fundamento insiste em roubar o sono do treinador: o passe. Há a justificativa: o Flamengo é o sexto pior passador do campeonato, com 1.320 erros nos 32 jogos disputados no Brasileiro – média de 41,25 por partida.

Nem Léo Moura, o dono do melhor passe do Brasileiro, com 1.400 acertos (média de 48,28 por jogo), ou Juan, o segundo do campeonato neste fundamento, conseguiram se livrar da turma dos pés tortos. Por mais paradoxal que possa parecer, eles são, respectivamente, os dois piores passadores do Flamengo (ver tabelas abaixo).
Irritado com o excessivo número de erros neste fundamento, Vanderlei Luxemburgo sacou Willians durante o jogo com o Corinthians, ainda no começo do segundo tempo, justamente porque o volante não conseguia acertar um passe sequer. E não escondeu isso de ninguém durante a coletiva. Não é à toa que a presidente Patricia Amorim já anunciou que a prioridade para 2011 é a contratação de um camisa 10. Petkovic, o único armador de ofício no atual elenco, já não consegue ditar o ritmo de jogo no Rubro-Negro.

Renato também concorda com Vanderlei e Patricia. Para o meia, o Flamengo precisa mesmo melhorar no fundamento passe – entretanto, ele adverte que, dependendo da forma de como determinado jogador atua, o time se expõe mais ou menos a esse tipo de erro.

– Cada um tem um jeito mais marcante. Eu mesmo tenho a característica de chutar de fora da área e de atuar mais baseado na força. Já o Willians, por exemplo, é mais de marcação. Mas se o Vanderlei esta falando isso (excessivo número de erros de passes), é porque ele tem observado alguma coisa – comentou Renato.

Prova de que está preocupado realmente com o grande número de erros nos passes, Vanderlei Luxemburgo tem aproveitado os trabalhos em tempo integral para comandar treinos técnicos, visando corrigir o problema ainda para os seis jogos que faltam.
OS SEIS TIMES QUE MAIS ERRARAM PASSE
clubespasses erradosmédia por jogo
Grêmio1.38343,22
Internacional1.36742,72
Avaí1.32841,50
Ceará1.32641,44
Atlético-PR1.32441,38
Flamengo1.32041,25
OS QUE MAIS ACERTAM PASSE NO FLAMENGO
jogadorpasses certosmédia por jogo
Léo Moura1.40048,28
Juan1.25946,63
Angelim78329,00
OS QUE MAIS ERRAM PASSE NO FLAMENGO
jogadorpasses erradosmédia por jogo
Juan1616,19
Léo Moura1545,31
William1175,09



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Ansiedade atrapalha o Flamengo, diz Diogo

Excesso de passes errados prejudica o time no Campeonato Brasileiro



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O atacante Diogo concorda com Vanderlei Luxemburgo. Assim como o treinador, ele entende que o Flamengo tem errado passes demais, e isso pode explicar um pouco a situação delicada em que o clube se encontra neste Campeonato Brasileiro.

Para o atacante, o principalmotivo para esta deficiência acontecer é a ansiedade. Diogo acredita que a pressão da torcida atrapalha, por conta da situação difícil:
– Temos errado muito mesmo na criação de jogadas e nos passes. Talvez isso seja fruto da falta de concentração, sei lá. O que tenho certeza mesmo é de que precisamos melhorar neste fundamento.

E os próximos dias serão de muita ansiedade não somente para Diogo, mas também para Val Baiano e Deivid. Tudo porque Vanderlei ainda não decidiu quem será o companheiro de Diego Maurício no ataque, quarta, contra o Ceará.

Diogo pode jogar mesmo que os outros dois também sejam escalados. Mas, para isso, ele teria de jogar mais recuado, como quarto homem de meio de campo.
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Luxemburgo fecha treino e abre só para coletivo

Treinador realizou um treino secreto e liberou a entrada da imprensa apenas para a atividade coletiva



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Vanderlei Luxemburgo realizou um treino secreto visando a partida desta quarta-feira diante do Ceará, no Castelão. Após realizar a atividade fechada, o treinador abriu as portas para a entrada da imprensa apenas para o treinamento coletivo.
Na vaga do suspenso Maldonado, Luxa colocou Corrêa e manteve o ataque 3D, formado por Diogo, Deivid e Diego Maurício. Diogo atuou mais recuado fazendo a função de homem de ligação, assim como Renato que ajudou Corrêa na marcação e na saída de bola.
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Chega de bagunça: Vanderlei bota ordem na casa

Treinador quer nova postura: ‘Na Europa, jogador é profissional, a imagem é vendida com contrato'

Rio - Vanderlei Luxemburgo nega que seja uma cartilha, mas o técnico instituiu suas regras no Flamengo, com medidas direcionadas aos jogadores visando a uma postura mais profissional e tendo preocupação com a marca, o nome da instituição e os patrocinadores. Os itens determinados pelo treinador vão desde a proibição do uso de brincos e cordões nos treinos até a restrição ao uso do celular, entre outras medidas. 

“Não tem nada de cartilha. São mudanças de comportamento. Se não pode jogar de brinco ou pulseira, por exemplo, por que o jogador vai usar no treino?”, questiona Vanderlei. Ele completa: “Sempre trouxe isso comigo. Claro que a gente evolui. Não me lembro de ter trabalhado de calção. Talvez na praia ou na piscina, mas fora isso, não. Sem camisa também. Tem que ter postura, ser reconhecido como técnico em campo. Foi uma conduta profissional que eu criei e sempre carreguei comigo”.

As principais diretrizes são: início do treino no horário exato, sem os tradicionais 15 minutinhos de atraso que viraram regra; proibição de uso de bonés que não sejam do clube no local de trabalho; usar meião levantado nos treinos; não falar ao celular depois da preleção antes dos jogos; atletas devem conceder entrevistas com o uniforme. Vanderlei também proibiu cultos e reuniões evangélicas nas vésperas de jogos na concentração. 

“Imagina no local de trabalho, o clube tem seus patrocinadores, aí o jornal faz uma foto do cara com o boné da Onbongo? Não funciona. No local de trabalho não é permitido andar sem o uniforme. Para dar entrevista, tem o banner com os patrocinadores. É claro que a estrutura aqui ainda é caótica, mas é o começo de uma linha profissional. Nada de absurdo. Se o jogador joga com meia levantada, por que treinar diferente? Não é imposição. É uma postura profissional que estamos começando a introduzir”, afirma o técnico.

Vanderlei diz que os jogadores aceitam bem: “Tranquilo. Na Europa, o jogador é profissional, a imagem dele é vendida mesmo, com contrato”.
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Cinco jogadores lutam por três vagas no time titular

Time ainda está indefinido para pegar o Ceará

Rio - Mesmo faltando somente seis jogos para o fim do Campeonato Brasileiro, o técnico Vanderlei Luxemburgo ainda quebra a cabeça na hora de escalar a melhor  formação para a equipe do Flamengo, que enfrenta o Ceará na quarta-feira, às 21h50, no Castelão. O treinador tem que decidir entre cinco candidatos para três vagas — duas no meio-campo e uma no ataque. 

O volante Maldonado levou o terceiro cartão amarelo e vai cumprir suspensão automática. Correa e Fernando são as opções. Ainda no meio de campo, Kleberson não vem tendo boas atuações e pode acabar perdendo a vaga para Marquinhos, que entrou muito bem no segundo tempo da partida contra o Corinthians. No ataque, Luxemburgo escalou Deivid e Diego Maurício nos últimos três jogos. Agora, também conta com Diogo e Val Baiano como opções. 

No clima das eleições presidenciais no País, o apoiador Renato Abreu afirmou que a disputa pelo voto de Luxemburgo favorece todo o grupo do Flamengo. 

“O elenco tem 30 jogadores. O treinador não pode aproveitar todo mundo, nem agradar a todos, mas tem dado chances. Claro que todos querem ser titulares. Eu mesmo jogo toda quarta e todo domingo se puder. Todos querem se promover, treinar forte, mas é uma briga sadia e uma rivalidade que não interferem no trabalho. Todos têm ambição de se promover e conseguir uma vaga no time titular”, disse o jogador ao site oficial do clube.

Um dos candidatos, o volante Fernando confessou estar na expectativa por uma chance entre os titulares do time rubro-negro: 

“Como o Maldonado está suspenso, confesso que estou na expectativa de voltar a ter uma chance na equipe. Mas tudo tem seu tempo. O professor sabe o que é melhor para a equipe e respeito qualquer decisão dele”.
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Urubutr