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Aos 16 anos, Toró teve dia de Rei Pelé

Volante do Fla era camisa 10 juvenil do Flu quando reviveu o gol de placa do craque do Santos no cinema: 'Gravei das 9 da manhã até 7 da noite'



Por Márcio MaráRio de Janeiro
Ser Pelé, ainda que por um dia, é privilégio para poucos. Ainda mais no cinema. Uma chance que até atores de Hollywood gostariam de ter experimentado. Mas coube a um brasileiro viver a sensação de ser Rei do Futebol. Um jogador em atividade. Rafael Ferreira Francisco, o Toró, volante do Flamengo, foi o maior do mundo em "Pelé eterno", filme de Aníbal Massaini lançado nos cinemas em 2004.
O diretor do longa resolveu recriar a cena do golaço marcado por Pelé no dia 5 de março de 1961 - um lance tão impressionante que rendeu homenagem no estádio e um novo termo futebolístico: gol de placa, expressão para designar belos e singulares tentos. O clássico contra o Fluminense, vencido por 3 a 1 pelo Santos, valia pelo Torneio Rio-São Paulo e tinha sido registrado, mas as cinco fitas que registravam o lance desapareceram misteriosamente. Não há, portanto, imagens daquele que é considerado um dos momentos mais bonitos do Rei.
Toró foi escalado para reviver esse momento histórico e matou no peito, quase no susto.
Especial Pelé 70 anos ToróNa época do Fluminense, Toró tinha 16 anos e era grande promessa. 'A gravação foi num dia só. Mas das 9 da manhã até as 7 da noite. Tive que repetir bastante para chegar à perfeição' (Foto: Globoesporte.com)
- Foi uma coisa rápida. Nem deu tempo de eu fazer laboratório. Chegaram e me disseram "faz isso e aquilo". Eu conhecia o Pelé pelas histórias que meu pai contava, os lances que via na TV. A gravação foi num dia só. Mas das 9 da manhã até as 7 da noite. Tive que repetir bastante para chegar à perfeição. Um gol desses do Pelé... Uma coisa montada já é difícil... Imagina o cara fazer isso em 90 minutos - conta Toró, que gravou a cena em 2002, quando tinha 16 anos e cinco meses.
Na ocasião, o jogador era do Fluminense. O diretor do filme, Aníbal Massaini, usou o elenco juvenil do Tricolor para fazer a cena. A garotada era treinada por Altair, ídolo do clube dos anos 60. O ex-lateral-esquerdo estava naquela partida, viu bem de perto o lance e pôde ajudar na reconstituição (veja no vídeo abaixo o making of da filmagem).
 - O grupo que dirigia o filme foi a Xerém. O Altair chefiava a delegação e me indicou para fazer o Pelé. Eu vivia um momento legal, jogava naquela posição, era camisa 10. Foi um motivo de muito orgulho fazer parte dessa história - recordou Toró.
Quando chegou ao Maracanã para as filmagens, de boné para trás e uma chuteira laranja, Toró foi perguntado pelo repórter se era ele o Pelé. Os outros meninos falavam todos como os personagens dos papéis daquele dia. Um era Telê, pelo Fluminense. Os santistas eram Dorval (RodrigoTiuí), Coutinho (Arouca)... Mas o protagonista da cena preferiu responder:
- Sou o Toró - disse, aos 16 anos.
Agora, aos 24, ainda que não tenha repetido nos profissionais a habilidade e o estilo impetuoso que o tornavam grande promessa naquela época, não se pode dizer que Toró não venceu. Recuou de posição. Acabou tornando-se bom volante e ganhou títulos no Flamengo: Copa do Brasil em 2006, tri carioca em 2007-08-09 e o Brasileiro em 2009. Um dos jogadores de maior fôlego na equipe, lembrou que, ao "representar" Pelé na jogada do gol de placa, chegou a ficar assustado com a forma física do Rei.
- O que mais me impressinou foi o pulmão, a explosão dele na jogada. Pelé veio correndo por muito tempo da defesa do Santos e ainda chegou de cara para o goleiro cheio de saúde. É uma jogada muito difícil de fazer até hoje em dia, mesmo com a preparação física que temos - conta Toró, que foi à pré-estreia do filme, em 2004, na companhia dos pais, Francisco e Maria. - Foi uma alegria muito grande para eles.
Toró do Flamengo. Aerporto'O que mais me impressionou foi o pulmão do Pelé',
lembra Toró, hoje volante no Flamengo (Foto: Richard
Fausto de Souza / Globoesporte.com)
O golaço de Pelé aconteceu aos 40 minutos do primeiro tempo, quando o Santos já vencia por 1 a 0. O Rei pegou a bola na intermediária do Santos e partiu em velocidade para o gol adversário. Passou na corrida por Valdo e Edmilson, deixou na saudade Clóvis, driblou Jair Marinho e Pinheiro, enganou Altair e tocou na saída de Castilho. A torcida do Fluminense presente ao Maracanã se rendeu, e, apesar da tristeza pela iminente derrota, bateu palmas para o camisa 10 do Santos por cerca de dois minutos.
Após o fim da partida, o jornalista Joelmir Betting sugeriu que fosse feita placa de bronze em homenagem à jogada, nascendo, aí, o termo gol de placa.
- Pelé era um jogador completo. Estava vendo uma entrevista dele outro dia, falando da comparação que fazem dele com o Maradona. Ele explicava que o Maradona só batia bem com a perna esquerda e não cabeceava bem. É exatamente isso. Não dá para comparar. Pelé foi muito mais completo - reforça Toró.
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Chances para a bomba e melhora da forma física: ânimo duplo de Renato


Meia do Flamengo celebra junção dos fatores para crer no rendimento mais regular no time. Gol de fora da área contra o Inter, sábado, empolgou


Por André Casado e Fred HuberRio de Janeiro
Apresentado há dois meses e meio, Renato voltou ao Flamengo para dividir com Petkovic o meio de campo do time. Em má forma, não conseguiu desempenhar a função nos primeiros jogos. Aos poucos, porém, com paciência, os melhores momentos de 2006 e 2007 têm voltado. Prova disso foi o gol diante do Inter, sábado, no Engenhão, e a garantia de vaga entre os titulares de Luxa (veja o vídeo com o segundo gol da vitória por 3 a 0 sobre o Inter).
Aliado a isso, há a evolução física, que o jogador comemora e vislumbra dias melhores.
- No começo não tive chances (de chutar) mesmo. Agora, elas já estão aparecendo e posso aproveitar. Os gols dependem de todos, da zaga, do meio, além dos atacantes. É uma arma importante, que pretendo usar mais - colocou o jogador.
Renato confirmou que perdeu peso e se movimenta bem melhor.
- Já me sinto bem melhor. Com o tempo de trabalho fica mais fácil.
Domingo, no Engenhão, o Flamengo encara o Vasco, também no Engenhão. O técnico Vanderlei Luxemburgo não terá Correa, suspenso, e, possivelmente, Val Baiano, machucado.
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Lomba tenta pela primeira vez vencer o Vasco, adversário especial para ele


Goleiro fez sua estreia em jogos oficiais como profissional do Flamengo contra o arquirrival, em 2008


Por André Casado e Fred HuberRio de Janeiro
 O Vasco é um adversário que traz recordações especiais ao goleiro Marcelo Lomba, de 23 anos. Foi contra o arquirrival do Flamengo que o jogador fez sua estreia em uma partida oficial do Rubro-Negro. Na ocasião, o duelo terminou 2 a 2. Na outra vez que encarou o time da Colina, outro empate. Desta vez em 0 a 0, no Brasileiro deste ano (veja o vídeo com os melhores momentos daquela partida). Neste domingo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, ele quer a primeira vitória.
Lomba espera que o Fla some os três pontos e siga sua ascensão na tabela de classificação no campeonato.
- Este é realmente um jogo especial para mim. Foi minha estreia e ainda não consegui vencer, só na base. É o Clássico dos Milhões. Vou torcer para o estádio estar cheio para que a partida seja mais emocionante. Esperamos conseguir uma vitória para tentar continuar subindo na tabela. Em 2007, nós conseguimos escapar do rebaixamento e chegamos na Libertadores - lembrou.
O goleiro rubro-negro contou que em sua família também haverá a disputa em clássico, já que tem torcedores dos dois clubes. Ele acredita que sua presença em campo fará a torcida pender para o lado do Fla.
- A rivalidade na família é grande. Tem muitos flamenguistas e vascaínos, mas acredito que todos vão torcer para mim no domingo.
Marcelo Lomba vive o ano mais importante de sua carreira, já que encara o grande teste de ser o titular na vaga de Bruno. Ele espera ficar bastante tempo no gol rubro-negro e se tornar um ídolo, assim como seu antecessor.
- Amo o Flamengo e quero ficar aqui muito tempo. Este é o meu ano de afirmação, e no próximo, assim como o Vanderlei Luxemburgo disse, será para buscar títulos. Penso em um dia me tornar ídolo da torcida.
O Flamengo é o 13º colocado do Campeonato Brasileiro com 37 pontos.
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Fla sonha com nova safra parecida com a de Marcelinho, Djalminha & Cia


Técnico campeão carioca com o juvenil acredita que as revelações rubro-negras podem dar alegrias aos torcedores em um curto espaço de tempo



Por Fred HuberRio de Janeiro
Equipe juvenil do FlamengoEquipe juvenil do Flamengo campeã carioca
(Foto: Fred Huber / Globoesporte.com)
No último fim de semana, o time juvenil do Flamengo se sagrou campeão carioca ao derrotar o Botafogo por 2 a 0, na Gávea (no primeiro jogo, no Caio Martins, havia feito 3 a 2). O Rubro-Negro não era campeão invicto na categoria desde 1980. Em 24 jogos, a equipe teve 21 vitórias e 3 empates (96 gols pró - melhor ataque - e 11 contra - defesa menos vazada). No clube, a geração é vista com muita esperança de muitos talentos que possam ser aproveitados no profissional.
Boa parte deste grupo deve representar o Fla na próxima Copa São Paulo de Futebol Junior. O comandante deste time, Fernando Vannucci, acredita que esta geração pode repetir o feito da equipe que conquistou o título desta competição em 1990 e tinha talentos como Marcelinho Carioca, Djalminha, Rogério, Junior Baiano, Paulo Nunes e Marquinhos.
- Esta equipe já vem desde o início do ano junta e os resultados já estão acontecendo. A goleada sobre o Vasco (5 a 1) em São Januário (na semifinal do Carioca) já despertou uma curiosidade maior. Realmente o grupo tem muita qualidade. Alguns jogadores vieram de outras equipes para reforçar o grupo e acredito que, se o trabalho tiver uma boa sequência, em dois anos o Flamengo pode ter uma geração muito forte. Uma parecida como foi a do Junior Baiano, Rogério, Marcelinho, Djalminha... Precisamos de pés no chão, humildade e muito trabalho.
Thomaz juvenil FlamengoArtilheiro Thomaz em ação durante duelo com o
Vasco, na Gávea (Foto: Arquivo Pessoal)
Vannucci, que era do CFZ, chegou ao clube junto com Zico. Ele chegou a pedir demissão quando o Galinho saiu, mas, a pedido do maior ídolo da torcida flamenguista, permaneceu para dar sequência ao trabalho. Toda comissão técnica, aliás, veio do CFZ: o preparador físico William Costa, o auxiliar Márcio Torres e o preparador de goleiros Jorlley.
Os candidatos a revelação do Fla
Alguns jogadores do juvenil já despontam como promessas de craques. Entre eles estão Adrian, Lorran e Thomaz. De acordo com Fernando Vannucci, o primeiro, que é o camisa 10 do time, é um jogador "diferenciado". Para o técnico, a maior virtude do volante Lorran é a qualidade tanto na hora de marcar quanto atacar. Thomaz, o camisa 9, é visto pelo comandante como um grande finalizador.
- O Adrian é um jogador diferenciado, inteligente. Tem muita técnica, é o tipo de atleta que prevê as jogadas. Ainda está no primeiro ano de juvenil, mas não tem diferença para os demais. Ele se dedica muito, é bastante moderno. O Lorran é um jogador que já jogou a Copa São Paulo e tem bastante maturidade. Defende bem e sabe jogar, é um volante com qualidade de meia. Tem ótimo passe. Já o Thomaz é um grande finalizador. Além de saber jogar como referência na frente, pode jogar pelos lados - disse Vannucci.
Lorran FlamengoVolante Lorran é capitão e um dos artilheiros do
time juvenil do Flamengo (Foto: Arquivo Pessoal)
Estes são só três de um grupo que tem muitas outras apostas. Rafinha, o "Neymar da Gávea", e Romário, por exemplo, que chegaram recentemente do CFZ, também já despertam a admiração na Gávea. Outro que carrega muita expectativa é Matheus, filho do tetracampeão Bebeto, e que também é figurinha carimbada nas seleções de base. Há também o goleiro Caio, que tem estilo semelhante ao de Bruno em campo, e o volante Muralha. O jogador era uma das joias do Vasco e apontado como "novo Juninho Pernambucano", mas o Flamengo o contratou.
O atacante Thomaz, artilheiro do Fla no Carioca com 17 gols, está animado com a chance de mostrar serviço na Copa São Paulo. Amparado no lema "Craque o Flamengo faz em casa", ele espera ser o próximo a fazer sucesso na Gávea e conseguir disputar um campeonato de ponta na Europa.
- Fui o artilheiro do time com 17 gols. Eu comecei como meia, mas o Fernando Vannucci me colocou para jogar mais na frente. Acho que já estou bem adaptado. Todo mundo quer jogar uma competição destas (Copa São Paulo), a expectativa de todos é muito grande. Se Deus quiser vamos disputar e conquistar o título para o Flamengo. Todos confiam muito em nós dentro do clube. Como dizem, craque o Flamengo faz em casa, e desde o Renato Augusto que atletas revelados no clube não fazem sucesso na Europa.
Fernando Vannucci FlamengoTécnico Fernando Vannucci com a taça de campeão
do Carioca de 2010  (Foto: Arquivo Pessoal)
Lorran, capitão do time, apesar de ser volante, é outro que está em dia com a rede. Ele também está com uma expectativa muito boa sobre a possibilidade de disputar a Copinha no próximo ano.
- Costumo fazer muitos gols, fui o vice-artilheiro do time no Carioca com 15. Fiz 19 este ano contando todos os jogos. Nosso grupo tem bastante qualidade e todos se respeitam. Sabemos que a Copa São Paulo é muito difícil porque terá jogadores nascidos em 92, mas esperamos fazer um bom papel.
Depois da conquista do Carioca, o técnico Vanderlei Luxemburgo já observou um atleta do juvenil, o atacante Rafinha. O jovem foi chamado de "Neymar" por causa do cabelo moicano e dos meiões cobrindo o joelho. Fernando Vannucci espera ter mais oportunidades para trocar ideias com Luxa sobre as revelações e, claro, aproveitar para aprender com a experiência do treinador.
- Seria um prazer trocar informações com o Luxemburgo e também estar um pouco mais perto para aprender com a experiência dele. Ele, o Zico e o Toninho Barroso (coordenador da base do Fla) são as pessoas que mais me espelho na minha carreira.
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Sem Zico à frente, 'campanha do tijolinho' para o CT será lançada dia 28


Com atraso e rejeição do público, projeto ainda é visto com otimismo pelo marketing. Costurado, acordo com empresa de telefonia vai ao Conselho


Por André Casado e Eduardo PeixotoRio de Janeiro


Ninho do Urubu poçasMuitos espaços vazios e poças frequentes: retrato
do Ninho hoje em dia (Foto: Globoesporte.com)
A saída de Zico do cargo de diretor de futebol trouxe prejuízos ao Flamengo. Não só à imagem do clube, mas também em relação a alguns projetos. Prioridade do ídolo, o crescimento do CT de Vargem Grande teve sua fonte de renda atrasada, justamente por conta do envolvimento dele. Ainda assim, a ideia sairá do papel em evento no dia 28, quinta-feira da semana que vem. A previsão inicial era de lançamento no fim de setembro.
A campanha, batizada de "Abrace o CT", ganhou popularidade entre os torcedores, que terão de pagar R$ 250 cada para ter cada um dos tijolos personalizados que serão utilizados na obra. O primeiro lote terá 15 mil deles e, ao todo, deverão ser 23 mil, totalizando cerca de R$ 5 milhões de arrecadação, um quarto do que é considerado necessário para todos os ajustes no Ninho do Urubu, ainda com a estrutura precária para atender a base e os profissionais.
O problema é que já houve boicote em sites de relacionamento na internet com rubro-negros pedindo que ninguém participe do projeto, em razão do adeus de seu principal incentivador. Isso não preocupa tanto a diretoria, segundo o vice de marketing, Henrique Brandão.
- É uma campanha da torcida do Flamengo, que tem 33 milhões de amantes. Foi uma minoria que reclamou, mas isso já passou. Temos plena confiança no sucesso dela, mesmo sem um garoto-propaganda, que não é tão necessário. E não descartamos que o Zico ajude no que ele puder. Só não é um projeto pessoal dele - esclareceu.
Sobre o assunto, Zico ressaltou que até manteria seu envolvimento com uma condição: que a verba acumulada não passe pelos cofres do clube.
- Não conversei com ninguém desde que saí do clube. Para eu participar de qualquer campanha teria que ser de fora pra dentro, com verba carimbada, sem passar por ninguém de lá, pois perdi a confiança em algumas pessoas que estão no clube. A torcida tem o direito de se manifestar e acredito que ela vai apoiar se sentir que a ajuda dela é direta para o CT - afirmou Zico, por e-mail.
Patrocínio à vista
Outra fonte de renda do CT tem tudo para ser anunciada em novembro. Em negociação para estampar sua marca no número da camisa do Fla desde junho, a empresa de telefonia móvel Tim já acertou os detalhes do contrato com o Rubro-Negro e só depende da aprovação do Conselho Deliberativo, que verá os documentos também na próxima semana. Um entrave que havia já está fora do caminho: a Batavo, principal nome no manto, não seguirá.
O acordo com a nova parceira deve render em torno de R$ 2 milhões, revertidos para a obra. A duração será de um ano. Vale lembrar que o vínculo com o BMG foi renovado para as mangas e o clube está à procura de um novo patrocínio master.
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De veneno, bola parada vira antídoto no Flamengo

Antes suplício da defesa rubro-negra, bola parada é treinada por Luxemburgo e se torna arma perigosa para o setor ofensivo



Renato do Flamengo (Crédito: Paulo Sérgio)Renato solta a bomba contra o Inter e marca um dos três gols de bola parada do Fla no jogo (Crédito: Paulo Sérgio)
LANCEPRESS!

Para o bem e para o mal, a bola parada tem mexido com a cabeça do Flamengo no Campeonato Brasileiro. Experiente, Vanderlei Luxemburgo chegou ao clube e detectou uma necessidade: transformar a jogada em arma contra o inimigo, e não contra a própria equipe. Na última rodada, um grande avanço, diante do Internacional.

Além da importante vitória de 3 a 0 sobre o Colorado, um detalhe saltou aos olhos: todos os três gols foram alcançados em uma jogada de bola parada. Um pênalti, uma falta e uma cobrança de escanteio. Pronto. O Flamengo, enfim, conseguira sorrir com a jogada antes considerada mortal na Gávea.
Na base do grito, Luxa coloca Flamengo nos eixos

Na base do grito, Luxa coloca Flamengo nos eixos



Dos 32 gols sofridos pela equipe no Brasileiro, oito foram só com escanteios. Luxa, então, passou a agir. Os treinos táticos e técnicos praticamente inexistentes antes de sua chegada passaram a ser regra. Chute na área, os zagueiros rebatem e tentam evitar que os atacantes se aproveitem para marcar gols.

Insistências, treinos exaustivos... E o Flamengo chegou lá.

– Não é só os atacantes fazerem gols lá na frente e nem só os zagueiros cortarem a bola lá trás. Trabalhamos e, hoje, a bola parada é o nosso forte. Há bons batedores aqui e estamos trabalhando também nisso – disse o meia Renato.

O próprio camisa 11 é um dos responsáveis pelo fato de a bola parada, enfim, ser de novo motivo de alegria para a torcida rubro-negra. Contra o Inter, ele acertou um petardo de fora da área, como já fizera no Fla-Flu.

Neste clássico, no entanto, o time acabou sofrendo dois gols em jogadas de escanteio e empatou em 3 a 3.

– As chances estão chegando e voltei a acertar as bolas novamente. O Flamengo tem sempre cartas na manga – finalizou Renato.

Boa Média: 13 gols dos 33 marcados pelo Fla neste Campeonato Brasileiro saíram de jogadas de bola parada
Treinamento: Depois da chegada de Vanderlei Luxemburgo, o Rubro-Negro fez seis gols, sendo três deles de bola parada.
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Concorrência na defesa do Fla não incomoda David

Zagueiro retorna de suspensão contra o Vasco e disputa vaga com Wellinton e Ronaldo Angelim, titulares na última rodada



David no Flamengo (Crédito: Gilvan de Souza)Zagueiro volta a ficar à disposição de Luxa após cumprir suspensão contra o internacional (Crédito: Gilvan de Souza)
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Após cumprir suspensão na partida contra o Internacional, o zagueiro David está novamente à disposição do Flamengo. Titular do time desde a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo, viu a concorrência se sair bem na vitória por 3 a 0 do último final de semana. Agora, terá que suar muito para garantir a presença no Clássico dos Milhões.
O camisa 43, que, suspenso, deu lugar à Ronaldo Angelim, encara com naturalidade a disputa pela vaga entre os 11 titulares.
- Isso é bom para o Flamengo. Ele (Luxemburgo) tem muitas opções e o problema agora é do professor. Espero que ele possa montar uma grande equipe para buscarmos os três pontos diante do Vasco e que, quem ele escalar, vá em busca dos três pontos - cometou o defensor ao site oficial do clube.
Caso seja escolhido por Luxa, David terá uma missão difícil pela frente: parar o rápido e habilidoso ataque do Vasco. O zagueiro, no entanto, descarta marcação especial ao trio ofensivo cruzmaltino.
- Sabemos que Felipe, Eder Luis e Zé Roberto estão vivendo boa fase, mas nossa atenção estará voltada para todo time do Vasco. Vamos trabalhar forte durante a semana para estarmos prontos no momento em que a bola rolar - completou.
Vasco e Flamengo se enfrentam neste domingo, às 18h30, no Engenhão. Com o retorno do G4, o Rubro-Negro ainda sonha com uma vaga na Libertadores. Faltando oito rodadas para o fim do campeonato, está na 13ª posição, com 37 pontos (nove a menos que o Atlético-PR, última equipe na zona de classificação para o torneio continental).
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Venda de produtos de Zico cresce com sua saída do Fla

Desde a demissão do Galinho da direção do Rubro-Negro, venda de produtos da linha que homenageia o ídolo cresceu 300%



LANCEPRESS!

A manifestação da torcida no episódio que culminou na saída de Zico do Flamengo acabou sendo lucrativa para o Galinho. Desde que o ex-diretor executivo do Rubro-Negro anunciou sua demissão, no dia 1º de outubro, as vendas das camisas em homenagem ao Galinho cresceram cerca de 300%.

É a primeira vez que a linha 'Zico Futebol Clube' supera os produtos que traziam o escudo do Rubro-Negro. O gerente da rede Zico Shopping, Luiz Claudio Costa, afirmou que foi preciso até aumentar o estoque para suprir tamanha demanda.

- Ainda não temos números consolidados, mas já percebemos um incremento na venda de diversos produtos. O principal com mais 300% de aumento é a linha “Zico Futebol Clube”. Pela primeira vez as camisas que fizemos com a marca ZNR desbancaram as camisas da Braziline licenciadas e com o escudo do Flamengo. Fomos obrigados a fabricar mais camisas emergencialmente - contou Costa ao site oficial do Galinho.

Durante esse tempo, Zico recebeu inúmeras mensagens de torcedores, que admitiram que a compra do produto era um gento de apoio ao  maior ídolo da História do clube.

- O Zico recebeu muitas mensagens pela internet, pelo Twitter, de torcedores que afirmavam estar comprando as camisas em sua homanagem - afirmou o assessor do craque, Bruno Neves, ao LANCENET!

A internet tem sido o principal canal para o protesto da torcida rubro-negra contra a saída de Zico. Também na rede, foram criadas comunidades em sites de relacionamento e campanhas no Twitter pedindo a volta do ídolo e até seu lugar na presidência do clube.
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Chamado pé-quente, Luxa jamais perdeu para o Vasco como técnico do Fla




A torcida do Flamengo sempre sonhou com o retorno de Vanderlei Luxemburgo ao clube. O técnico voltou e vive autêntica lua de mel com os torcedores. Chamado frequentemente de pé-quente, Luxa pode se honrar do status, pois este se traduz em números principalmente no que diz respeito ao clássico contra o Vasco.

Luxa e o clássico Flamengo x Vasco

24/03/1991 - Flamengo 3 x 0 Vasco - Brasileiro
30/06/1991 - Flamengo 2 x 0 Vasco - Copa Rio
07/05/1995 - Flamengo 1 x 0 Vasco - Estadual
28/05/1995 - Flamengo 4 x 2 Vasco - Estadual

Para se ter uma ideia, como técnico do Flamengo, Vanderlei jamais foi derrotado pelo maior rival. Muito pelo contrário. Seus números no “Clássico dos Milhões" são invejáveis. Quando subir o túnel do Engenhão, domingo, às 18h30, para comandar a equipe em mais um Flamengo x Vasco, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador terá de lidar com o peso da invencibilidade.
Até hoje, foram quatro jogos disputados e quatro vitórias conquistadas. Os 100% de aproveitamento são traduzidos nos 10 gols marcados e apenas dois sofridos. O retrospecto contra o rival e o bom recomeço à frente do Flamengo inspiram até os torcedores na criação de uma bandeira com o rosto do treinador. Ainda não existe data para a realização da homenagem, mas o projeto não deve demorar muito para sair do papel.

O clima entre os jogadores e treinador é tão positivo, que internamente só se fala na “filosofia vencedora” de Luxa. Os atletas vem elogiando o técnico durante as entrevistas e conversas de bastidores. O “embalo” no Campeonato Brasileiro faz parte do bate-papo diário. É nítido que uma vitória no domingo colocará o Flamengo ainda em melhor situação na competição, mas alguns atletas acreditam que até mesmo um resultado negativo não será capaz de tirar o Rubro-Negro dos trilhos.
“Mesmo se o Flamengo perder para o Vasco não irá perder o embalo. É claro que precisamos da vitória. Buscamos isso com a motivação que o Vanderlei nos passa desde a sua chegada. Isso vem sendo ótimo para o Flamengo e todos os jogadores. Hoje, o clima e pensamentos são outros”, explicou o meia Renato, que convocou os torcedores para o jogo após o treino da última quarta-feira no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
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Maldonado sobre o clássico: 'Tudo o que vier para somar agora é importante'

Do UOL Esporte
No Rio de Janeiro

Maldonado treina observado por V. LuxemburgoHomem de confiança do técnico Vanderlei Luxemburgo no time do Flamengo, o volante Maldonado teve boa atuação na vitória sobre o Internacional por 3 a 0, na última rodada, e espera repetir a dose neste domingo, contra o Vasco, às 18h30, no Engenhão, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogador acredita que o clássico é sempre uma partida diferente e um jogo que exige atenção redobrada. Segundo Maldonado, o Flamengo vem de uma sequência boa e somar pontos no domingo será ainda mais importante.

"Contra o Vasco é um jogo a mais. Importante por ser um clássico e também para nos deixar ainda mais longe da zona de rebaixamento. Será complicado. 

Estamos vindo de uma sequência boa e tudo o que vier para somar agora é importante. Vamos estudar bem o Vasco e trabalhar para conseguirmos mais essa vitória", disse ao site oficial do clube.
Apesar do bom momento, Maldonado ainda prefere não pensar em uma vaga para a Libertadores 2011. Para o volante, é preciso manter o foco na Sul-Americana e subir aos poucos na competição.
"Não podemos pensar ainda em G-4. Estamos longe. Mas trabalhar em cima da Sul-Americana é importante. É uma competição boa para o clube, para os jogadores, e temos de ir passo a passo, sem queimar etapas. Mas se acontecer tudo certo, se vencermos os oito jogos, chegaríamos lá em cima e seria ótimo”, finalizou.
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Urubutr